José António Miranda
Esteves, Alferes Mil.º 'Comando', da 20.ªCCmds
"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom
que para preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

José
António Miranda Esteves
Alferes Mil.º de Infantaria
'Comando'
Comandante de pelotão
da
20.ª Companhia de
Comandos
Angola:
25 de
Abril de 1969
a
8 de Janeiro de 1971 (data do
falecimento)
Medalha de Prata de
Valor Militar, com palma
(Título póstumo)
Cruz de Guerra,
colectiva, de 1.ª classe
(Título póstumo)
José António Miranda
Esteves, Alferes Mil.º de Infantaria 'Comando' n.º
00772367, natural da freguesia de São Pedro e Santiago,
concelho de
Torres Vedras, filho de António Esteves e de
Maria Celeste Miranda Oliveira Lima Esteves, solteiro.
Mobilizado pelo Centro de
Instrução de Artilharia Antiaérea e de Costa (CIAAC -
Cascais) «NUNCA A PENA EMBOTOU A ESPADA» para servir Portugal na Província Ultramarina
de Angola, como comandante de pelotão da 20.ª
Companhia de Comandos
(20ªCCmds) «A
SORTE PROTEGE OS AUDAZES» do Centro de Instrução de
Comandos da Região Militar de Angola.
Faleceu no dia 8 de
Janeiro de 1971 na região de Santa Cruz (Angola), vítima de
ferimentos em combate [Operação 'Golpe de Flanco']
nota.
Louvado e agraciado, a
título póstumo, com a Medalha de Prata de Valor Militar
com palma, pela Portaria de 30 de Maio de 1972,
publicado no Diário do Governo n.º 133 - II série, de
Junho de 1972 e na Ordem do Exército n.º 13 - 2.ª série,
de 1972.
Agraciado, a título póstumo, com a
Medalha da
Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª
classe, conforme Aviso
(extracto) n.º 9095/2012, publicado
no Diário da República, n.º
128/2012, Série II, de 4 de Julho de
2012
Está sepultado no
cemitério de Torres Vedras.
Paz à sua Alma
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nota
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Operação 'Golpe de Flanco'
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Medalha de Prata de
Valor Militar, com palma
(Título póstumo)
Alferes
Miliciano de Infantaria, Comando
JOSÉ ANTÓNIO MIRANDA ESTEVES
20.ª CCmds - CICmds
ANGOLA
Grau: Prata, com palma
(Título póstumo)
Transcrição do louvor
publicado na OE n.º 13 — 2.ª série, de 1972:
Por Portaria de 30 de Maio de 1972:
Manda o Governo da
República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional,
louvar, a título póstumo, por proposta do Comandante da
Região Militar de Angola, o Alferes Miliciano, José
António Miranda Esteves, da 20.ª Companhia de Comandos,
porque, ao longo da sua comissão, constituiu permanente
exemplo de militar e de Chefe.
De educação esmerada, atavio e aprumo irrepreensíveis,
de uma
resistência física notória e uma capacidade de
sofrimento sem limites, extraordinariamente disciplinado
e disciplinador, o que levava muitas vezes a
transparecer dureza no trato, mas muito humano e zeloso
pelo seu pessoal, de um espantoso espírito de missão,
para o cumprimento da qual não havia entraves nem
barreiras, o Alferes Esteves, como combatente, procurou
constante e incansavelmente o inimigo e, quando perante
este, sempre revelou admirável valor.
Permanentemente junto dos primeiros homens, foi uma vez
atingido por estilhaços de granada num maxilar,
continuando, sem ser evacuado, até ao fim da operação.
Numa outra, accionou uma granada-armadilha, tendo, mercê
de tempos de reacção mínimos, escapado ileso.
Foi, com o seu grupo, dos que melhor contribuíram para
os resultados obtidos pela sua Companhia, capturando
importante armamento e, inclusivamente, abatendo o
principal chefe inimigo em determinada região de Angola.
Na operação em que viria a falecer, foi um exemplo
extraordinário de abnegação e espírito de missão. Duas
vezes emboscado à queima-roupa, reagiu sempre com a
maior valentia, incitando os seus homens e desbaratando
o adversário. Apesar de localizado, conseguiu iludir o
inimigo, entrando de surpresa no seu acampamento, tendo
sido detectado já perto do local onde aquele se reunia.
Resistiu durante algum tempo ao ímpeto adversário, que,
superando em dez vezes o número de elementos do seu
grupo, entrincheirado e com um poderoso potencial de
fogo, tentou a todo o custo passar ao assalto. Foi
ferido quando, mais uma vez, pedia o lança-roquetes,
para ele próprio abrir fogo. Apesar de ferido, ainda
comunicou pela rádio e dirigiu a manobra retardadora
para um ponto onde a defesa seria mais fácil, local onde
veio a falecer.
Por tudo quanto ficou referido, o alferes Esteves
creditou-se como militar de alto valor e rara abnegação,
que prestou feitos de armas de que resultaram honra e
brilho para o Exército, tendo, como dádiva última,
oferecido a sua vida pela Pátria.
(D. G., II série, de 133, de 7 de Junho findo.)
Transcrição da Portaria que concede a condecoração,
publicada na mesma OE.
Por Portaria de 30 de Maio de 1972:
Manda o Governo da
República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional,
condecorar, a título póstumo, por proposta do Comandante
da Região Militar de Angola, o Alferes Miliciano, José
António Miranda Esteves, com a Medalha de Prata de Valor
Militar, com palma, nos termos dos artigos 7.º e 63.º e
n.º 2 do artigo 67.º do Regulamento da Medalha Militar,
de 20 de Dezembro de 1971.
(D. G., II série, n.º
133, de 7 de Junho finda)

