Henrique José Pinto, 1.º Cabo Atirador de
Cavalaria, n.º 311/63
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
HONRA E GLÓRIA
Elementos cedidos por um
colaborador do portal UTW


Henrique José
Pinto
1.º Cabo Atirador de Cavalaria, n.º
311/63
Companhia de Cavalaria
487
Batalhão de Cavalaria 490
«SEMPRE EM FRENTE»
Guiné:
22Jul1963 a 24Jan1964 (data do
falecimento)
Cruz de Guerra de 1.ª
classe
(Título póstumo)
Louvor Colectivo
Henrique José Pinto,
1.º Cabo Atirador de Cavalaria n.º 311/63,
nasceu no dia 28 de Novembro de 1942, na
freguesia de Santo Agostinho, concelho
de Moura, filho
de José Fialho Pinto e de Joaquina
Conceição Beirão,
solteiro.
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3
(RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» -
«…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para
servir Portugal na Província Ultramarina
da Guiné;
A
sua subunidade de cavalaria, enquanto na
função de intervenção, foi empregada em
diversas operações nas regiões de
Encheia, Fajonquito, Bissorã e Marés, em
reforço de outros batalhões e, integrada
no seu batalhão,
na operação "Tridente";
Faleceu no dia 24 de Janeiro de 1964 em Uncomene - Ilha
do Como, em consequência de ferimentos em combate.
Tinha 21 anos de idade;
Quanto
à circunstância da morte em combate: ocorreu no 5.º dia
da Operação Tridente (na Ilha do Como), quando uma
patrulha da Companhia de Cavalaria 487 sofreu pelas
15:00 daquele dia uma emboscada inimiga, durante a qual
faleceram dois praças, ambos a título póstumo agraciados
com a Cruz de Guerra de 1.ª classe: o Soldado
mencionado; e o
Soldado
Condutor Auto Francisco José da Purificação Chaves.
Está inumado no cemitério de Bissau
(Guiné)
A sua Alma descansa em Paz
Louvado, a título póstumo, por feitos
em combate, publicado na
Ordem de Serviço n.º 7, de 4 de
Maio de 1964, do Comando-Chefe das Forças Armadas da
Guiné Portuguesa
Agraciado com a Medalha da
Cruz de Guerra de 1.ª classe, a título póstumo,
publicado na Ordem do Exército n.º 22 - 3.ª série, de
1965 e na Revista da Cavalaria, edição do ano de 1965,
pág.s 58 e 59;
Louvor colectivo, publicado na Ordem
de Serviço n.º 14, do Comando
Militar da Guiné, de 16 de Fevereiro
de 1965 e na Revista da Cavalaria do
ano de 1965, pág. 150.
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Cruz de Guerra de 1.ª
classe
(Título Póstumo)
1.º
Cabo de Cavalaria, n.º 311/63
HENRIQUE JOSÉ PINTO
CCav487/BCav490 - RC3
GUINÉ
1.ª CLASSE (Título Póstumo)
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 22 - 3.ª série, de 1965.
Por Portaria de 24 de Maio de 1965:
Manda o Governo da República Portuguesa,
pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 1.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º
do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, por serviços prestados em acções de combate na
Província da Guiné Portuguesa:
O Primeiro-Cabo n.º 311/63, Henrique José Pinto, da
Companhia de Cavalaria n.º 487 do Batalhão de Cavalaria
n.º 490 — Regimento de Cavalaria n.º 3, a título
póstumo.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data publicada naquela Ordem do
Exército):
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
do Exército, adoptar, para todos os efeitos legais, o
seguinte louvor, conferido em Ordem de Serviço n.º 7, de
04 de Maio de 1964, do Comando-Chefe das Forças Armadas
da Guiné Portuguesa, a título póstumo, ao 1.º Cabo n.º
311/63, Henrique José Pinto, da Companhia de Cavalaria
487 do Batalhão de Cavalaria 490 — Regimento de
Cavalaria n.º 3, porque durante uma operação em 24 de
Janeiro de 1964, na região de Uncomene, tendo a força de
que fazia parte ficado quase completamente cercada por
um numerosíssimo grupo inimigo, se manteve
voluntariamente na posição que ocupava, de modo a
proteger a deslocação dos seus camaradas, tendo
continuado a combater até ser abatido pelo fogo inimigo.
A sua atitude, que demonstrou coragem, espírito de
sacrifício e abnegação excepcionais, evitou certamente
pesadas baixas às nossas tropas.
Ministério do Exército, 24 de Maio de 1965.
O Ministro do Exército, Joaquim da Luz Cunha.
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Louvor Colectivo
BATALHÃO DE
CAVALARIA N.º 490
Ordem de
Serviço n.º 14 do Comando Militar da
Guiné,
de 16 de Fevereiro de 1965
Que, por despacho de 12 do corrente
e por proposta do Excelentíssimo
Comandante do Agrupamento n.º 16,
louva:
Batalhão de Cavalaria n.º 490
porque, encontrando-se na Província
há mais de 18 meses e tendo iniciado
a sua missão de quadrícula após um
período de intervenção nas regiões
mais afectadas pelo inimigo (Ilha do
Como e Morés), tem mantido uma
actividade operacional profícua a
custo dos próprios efectivos em
quadrícula, enfileirando sempre ao
lado de outras Unidades mais
modernas na Província.
Não obstante as alterações que tem
havido nos principais colaboradores
do Comando e no Comando das suas
Companhias orgânicas, tudo por força
de promoções ocorridas após o início
da sua Comissão de Serviço, e apesar
do elevado número de elementos
inoperacionais como consequência de
factores vários a que não são
estranhos os períodos vividos em
verdadeiro ambiente de
contra-guerrilha, tem o Batalhão de
Cavalaria n.º 490 sabido manter um
elevado espírito combativo que honra
a Arma de Cavalaria e o Exército.
Unidade dotada de elevado moral,
tem-no fortificado nos duros
momentos de luta já vividos e que
ficam a atestar o alto valor militar
de todos os seus componentes,
Oficiais, Sargentos e Praças,
irmanados como estão no mesmo
sentimento do Dever que os trouxe à
Guiné Portuguesa.
(in Revista
da Cavalaria do ano de 1965, pág.
150)
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Notícia da despedida e partida para o Ultramar do
Batalhão de Cavalaria 490.

O seu nome consta no
memorial erigido no concelho da sua naturalidade
(Moura):

