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Homenagem

Henrique Ferreira de Almeida, Alferes de Artilharia, cmdt. de pelotão da CArt1689/BArt1913

 

«...Os processos individuais dos heróis são sempre silenciosos, mas

aqueles que os investigam sentem-nos a queimar nas mãos...»

 

António José Pereira da Costa, Coronel de Artilharia

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA  

 

 

Henrique Ferreira de Almeida

 

Alferes de Artilharia, n.º 07105064 

 

Comandante de pelotão da

 

Companhia de Artilharia 1689

 

Batalhão de Artilharia 1913

«POR PORTUGAL – UM POR TODOS, TODOS POR UM»

 

Guiné: 01Mai1967 a 14Jul1968 (data do falecimento)

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

(a título póstumo)

 

Louvor Individual

(a título póstumo)

 

Informação de um Veterano

Fonte: Luís Graça & Camaradas da Guiné

(mais informações em "Luís Graça & Camaradas da Guiné")

Homenagem ao

 

Alferes de Artilharia Henrique Ferreira de Almeida

 

Texto do Coronel de Artilharia António José Pereira da Costa:

 

«Ontem [03Set2009] fomos a Abrunhosa e ao cemitério de S. Miguel de Vila Boa, Concelho de Sátão.

 

Fomos homenagear um camarada, morto na noite de 13 para 14 de Julho de 1968 num ataque particularmente violento, ao quartel e aldeia de Cabedu.

 

A homenagem consistiu, no descerramento de uma lápide evocativa na casa onde nasceu e viveu, e na atribuição do seu nome a uma rua da Aldeia.

 

Fomos depois ao cemitério, para uma pequena oração e colocação de uma coroa de flores. A sua acção foi reconhecida, naquela altura, com uma condecoração: a Cruz de Guerra de 2ª Classe.

 

No silêncio do seu processo individual, no Arquivo Histórico Militar, podemos ler a sua curta biografia. Os processos individuais dos heróis são sempre silenciosos, mas aqueles que os investigam sentem-nos a queimar nas mãos e, em cada linha, em cada indicação manuscrita, sabe-se lá por quem, um sentimento indescritível, misto de admiração e saudade.

 

E porque fomos ali: vizinhos ou amigos, mestres ou comandantes, camaradas, profissionais ou simples cidadãos fardados? Viemos dar um contributo para que a memória do Alferes de Artilharia Henrique Ferreira de Almeida possa manter-se por muito mais tempo, sustentada não apenas em silenciosos documentos, mas também na linguagem diária dos moradores deste lugar e até na actividade burocrática do dia-a-dia. Será essa a sua maneira de ser quase eterno.

 

Parece-me que seria boa ideia que conseguíssemos intensificar esta boa prática, pressionando as nossas autarquias a seguir o exemplo da de Sátão/S. Miguel de Vila Boa, tanto mais que alguns dos autarcas ainda serão ex-combatentes.

 

Em cada freguesia, recorrendo aos livros da CECA, é possível identificar os fregueses que foram ex-combatentes e morreram na guerra. Depois, com o recurso a relatos verbais e à documentação da Unidade, é possível pressionar os concelhos (responsáveis pela toponímia) e não as freguesias, a atribuir nomes de ex-combatentes a ruas, de preferência em áreas novas da localidade (para evitar confrontos com designações tradicionais ou já implantadas e porque normalmente se inserem em áreas populadas de novo), de modo a que na vida diária dos cidadãos passe a figurar nome de um ex-combatente falecido na guerra.

 

Esteve presente uma grande parte da população, os autarcas locais e ex-combatentes, na maioria da CArt1689 à qual o Ferreira de Almeida pertencia, quando morreu.»

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Texto do ex- Furriel Mil.º de Infantaria Carlos Esteves Vinhal:

 

«Há autarquias e autarcas que, mercê de algum pudor ou medo de conotação política de direita, digo eu, mostram alguma resistência em reconhecer o esforço de quase duas gerações que tiveram de fazer uma guerra que, se sendo considerada injusta para os povos das então Províncias Ultramarinas, foi trágica para os mancebos metropolitanos e até africanos, recrutados em massa para defender um ideal que então não era possível discutir.

 

Sei do que falo, porque, se no trato pessoal e directo somos acarinhados e reconhecidos, publicamente a coisa é mais complicada. Temos de reconhecer que somos um espólio incómodo na actualidade portuguesa.

 

Estou convencido, que daqui a 50 anos a Guerra Colonial será considerada um período que envergonha a, já tão mal estudada, História de Portugal, e tudo se fará para o apagar das suas páginas douradas.

 

A ver vamos.»

 

 

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