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Condecorações

Hélder Luciano de Jesus Roldão, Alferes de Infantaria, cmdt. de pelotão da CCE270

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

  HONRA E GLÓRIA  

 

Hélder Luciano de Jesus Roldão
 

Alferes de Infantaria


Comandante de pelotão da


Companhia de Caçadores Especiais 270


Angola: 12Ago1961 a 05Fev1962 (data do falecimento)

 

Medalha Prata de Valor Militar com palma
(Título póstumo)


Louvor Individual

(Título póstumo)

 

Hélder Luciano de Jesus Roldão, Alferes de Infantaria, nascido no dia 23 de Fevereiro de 1938, na freguesia e concelho da Marinha Grande, filho de Luciano Diniz Roldão e de Ilda de Jesus Xavier Roldão, solteiro;


Em 08 de Outubro de 1957, ingressou na Escola do Exército (EE) «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI», ficando com o número 83 do Corpo de Alunos;


Em 01 de Outubro de 1960, promovido a Aspirante-a-Oficial de Infantaria e colocado na Escola Prática de Infantaria (EPI - Mafra) «AD UNUM», para tirocínio;


De 27 de Fevereiro a 25 de Março de 1961, no Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE – Lamego) «QUE OS MUITOS POR SER POUCOS NAM TEMAMOS», frequentou com aproveitamento o o estágio de caçadores;


Em 09 de Abril de 1961, colocado no Batalhão de Caçadores 10 (BC10 – Chaves) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»;


Em 13 de Abril de 1961, promovido a Alferes de Infantaria;


Em 12 de Agosto de 1961, nomeado, por imposição, para fazer parte das tropas de reforço da Região Militar de Angola (RMA) «CONSTANTE E FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE», embarcou, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, no NTT ‘Vera Cruz’, como comandante de pelotão da Companhia de Caçadores Especiais 270 (CCE270) com destino ao porto marítimo de Luanda, onde desembarcou no dia 21 de Agosto de 1961;


No final de Agosto de 1961, a sua subunidade de infantaria, comandada pelo Capitão de Infantaria José Cardoso Fontão, foi colocada na Fazenda Beira Baixa, inicialmente adstrita ao Batalhão de Caçadores 96 (BCac96) «NAMBUANGONDO» (acantonado em Muxaluando); seguidamente naquela região noroeste dos Dembos, com outras subunidades participou em inúmeras operações, das quais se destacam a "Esmeralda", a "Turbilhão", a "Golias" e a "Pé Leve".


No dia 5 de Fevereiro de 1962, comandando uma força que se deslocava de Muxaluando e que foi alvo de uma emboscada inimiga próximo de Calengue, no itinerário Beira Baixa – Águas Belas, a 6 Km daquela, debaixo de intenso e ajustado fogo, indiferente ao perigo, conduziu a defesa e a resposta ao ataque de forma eficiente e rápida; quando no cumprimento das suas funções de comandante da força providenciava pelo pronto socorro a uma praça gravemente ferida, foi mortalmente atingido; o fiel cumprimento do dever e a pronta solicitude para com os seus subordinados patenteiam as apuradas virtudes de chefia de que era possuidor; evacuado, acabou por falecer no seu quartel na Beira Baixa.


Tinha 23 anos de idade.


Paz à sua Alma


Está inumado no cemitério da Marinha Grande.


Louvado e agraciado com a Medalha de Prata de Valor Militar com palma, a título póstumo, publicado na Ordem do Exército n.º 5 – 2.ª série, páginas 652 e 663, de 01 de Maio de 1962, e referenciado no Jornal do Exército n.º 29, página 18, de Maio de 1962:


Medalha Prata de Valor Militar com palma
(Título póstumo)
 

Alferes de Infantaria
HÉLDER LUCIANO DE JESUS ROLDÃO


CCE270 - BC10
ANGOLA


Grau: Prata, com palma (Título póstumo)


Transcrição do louvor que originou a condecoração, publicado na OE n.º 5 — 2.ª série, páginas 652 e 663, de 01 de Maio de 1962

 

Pela Portaria de 27 de Abril de 1962


Louvado, a título póstumo, o Alferes de Infantaria, Hélder Luciano de Jesus Roldão, por, no dia 5 de Fevereiro do corrente ano, comandando a força que em serviço se deslocava de Muxaluando e que foi alvo de uma emboscada inimiga próximo de Calengue, debaixo de intenso e ajustado fogo, indiferente ao perigo, conduziu a defesa e a resposta ao ataque de forma eficiente e rápida; quando, no cumprimento das suas funções de comandante da força, providenciava pelo pronto socorro a uma praça gravemente ferida, foi mortalmente atingido; o fiel cumprimento do dever e a pronta solicitude para com os seus subordinados patenteiam as apuradas virtudes de chefia de que era possuidor.


Transcrição da Portaria que concede a condecoração, publicada na mesma Ordem do Exército:


Condecorado com a Medalha de Prata de Valor Militar, com palma, a título póstumo, nos termos do artigo 7.º, com referência ao § 1.º do artigo 51.º, do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o Alferes de Infantaria, Hélder Luciano de Jesus Roldão.

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Nota:

 

De entre as centenas de subunidades da infantaria das Forças Armas Portuguesas, que em 1961 - 1975 serviram no Ultramar, a Companhia de Caçadores Especiais 270 (CCE270) foi a primeira agraciada com 12 condecorações – a título individual –, por feitos em combate.

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O seu nome encontra-se gravado na lápide existente junto ao Monumento aos Heróis do Ultramar na Marinha Grande, o qual foi inaugurado no dia 05 de Junho de 1965.

 

Na frente daquele monumento tem figuras dormindo o sono eterno, com uma legenda “O concelho da Marinha Grande honra os seus heróis”, também com dizeres de Fernando Pessoa: “Não dormes sob os ciprestes, pois não há sono no mundo”

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