Guy Stélio Pereira de Magalhães, Coronel
de Artilharia na situação de reforma
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HONRA E GLÓRIA
Nota de óbito |
Fontes:
Informação do óbito e foto de Mário
Arteiro, do PelAA55/RMA
Imagens dos distintivos do
veterano Carlos Coutinho
Apoio de um colaborador do
portal UTW |
Faleceu, no dia 20 de Janeiro de 2019, no
Hospital São Francisco Xavier, o veterano

Guy Stélio Pereira de
Magalhães
Coronel de Artilharia, na situação de
reforma
Companhia de
Artilharia 87 (Angola)
Companhia de Artilharia 732 do
Batalhão de Artilharia 733 (Guiné
Batalhão de Artilharia
2916 (Angola)
Batalhão de Caçadores 4519/73 (Angola)
Medalha de Mérito
Militar, de 3.ª classe
Medalha de Prata de
Serviços Distintos, com Palma
Medalha da Ordem
Militar de Avis, grau Cavaleiro


Guy Stélio Pereira de Magalhães, coronel
de Artilharia, na situação de reforma, nascido no dia 26
de Janeiro de 1932.
Em 3 de Novembro de 1951 ingressou como
cadete na Escola do Exército;
Em 1 de Novembro de 1955 promovido a
alferes do quadro de artilharia;
Em
1 de Dezembro de 1957 promovido a tenente;
De 6 de Outubro de 1959 a 30 de Janeiro de 1960
frequenta na Escola Prática de Artilharia (EPA - Vendas
Novas) o curso de promoção a capitão (informações,
operações e serviços);
Em
5 de Fevereiro de 1960 colocado no Regimento de
Artilharia Ligeira 1 (RAL1 - Sacavém);
Em
1 de Dezembro de 1960 promovido a capitão;
Em 28 de Abril de 1961, tendo sido mobilizado pelo
Regimento de Artilharia Ligeira 3 (RAL3 -
Évora)
para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola,
embarca em Lisboa com destino a Luanda, a fim de
comandar a Companhia de Artilharia 87 «PELA DITOSA
PÁTRIA, SEMPRE AVANTE...»/Grupo de Artilharia Contra
Aeronaves 3 (CArt87/GACA3);
Em
17 de Setembro de 1962, regressado à Metrópole, colocado
no Regimento de Artilharia de Costa (RAC - Oeiras);
Em
2 de Novembro de 1962 agraciado com a Medalha de
Mérito Militar de 3ª classe, por ter sido louvado...
- «Pela maneira altamente
eficiente e criteriosa como tem comandado a sua
companhia desde a sua vinda para Angola, tendo revelado
qualidades de abnegação e de sacrifício exemplares no
cumprimento da sua missão, integrando-se de tal maneira
na forma de combater da infantaria que conseguiu incutir
nos seus soldados a decisão, o sangue-frio e audácia
necessários para o combate na selva. Creditou-se, por
esta forma, um excelente oficial para o combate, a todos
os títulos distinto e digno do maior louvor, honrando a
arma a que pertence e o Exército, que serve com tanta
dignidade.»
Em
8 de Outubro de 1964, tendo sido mobilizado pelo
Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1 - Sacavém) para
servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné,
embarca em Lisboa no NTT 'Niassa' rumo a Bissau, como
comandante da Companhia de Artilharia 732 do Batalhão de
Artilharia 733 (CArt732/BArt733) «VALOROSOS, AUDAZES,
CORAJOSOS»;
Em 7 de Agosto de 1966 regressa à Metrópole;
Em
12 de Agosto de 1966 colocado no Estado-Maior do
Exército (EME), como ajudante-de-campo do subsecretário
de Estado do Exército;
Em
23 de Setembro de 1966 agraciado com a Medalha de
Prata de Serviços Distintos com palma, porque...
- «Manifestou grandes
qualidades de comando, competência profissional e bom
senso, conseguindo incutir em todo o pessoal sob as suas
ordens, espírito de missão, dinamismo, entusiasmo e
elevado moral, por forma a tirar dele o maior
rendimento. Entregando-se inteiramente ao cumprimento
das suas funções, muitas vezes em precárias condições de
saúde, o capitão Magalhães obteve sempre elevada
eficiência operacional nas numerosas acções em que tomou
parte, onde tudo foi executado com acerto, competência,
muito desembaraço, sangue-frio e serenidade,
nomeadamente debaixo de fogo, tendo até pessoalmente
abatido um elemento inimigo. O bem-estar do seu pessoal
sempre lhe mereceu cuidados especiais, procurando
melhorá-lo pelos meios ao seu alcance. Possuindo
excelentes qualidades de trabalho e bom espírito
organizador, soube imprimir à sua unidade actividade
operacional digna de realce. Nas diversas operações em
que tomou parte, e foram inúmeras, o capitão, Magalhães
soube sempre conduzir o seu pessoal de forma brilhante,
planeando e executando da maneira mais conveniente,
lutando ainda contra dificuldades e obstáculos que
muitas vezes surgiam. Desta maneira, ao capitão
Magalhães se atribuem com justiça extraordinárias
virtudes militares e os seus serviços prestados em
campanha devem ser considerados relevantes e distintos».
Em 11 de Agosto de 1967, louvado...
- «Pelo muito zelo, dedicação e
lealdade demonstrados durante o período em que
desempenhou as funções de ajudante de campo do
Subsecretário de Estado do Exército. Dotado de
excelentes qualidades morais e profissionais, o capitão
Magalhães teve oportunidade de se revelar um excelente
colaborador, desempenhando-se sempre de trafas de que
incumbido, por forma a merecer a consideração e estima
dos seus camaradas e entidades com as quais teve que
contactar».
Em
23 de Março de 1968 transferido para o Quartel General
da Região Militar de Lisboa (QG/RML);
Em
22 de Julho de 1968 agraciado com o grau de Cavaleiro
da Ordem Militar de Avis;
Em 23 de Agosto de 1968 colocado na Repartição do
Gabinete do Ministro do Exército, como ajudante-de-campo
do ministro;
Em 5 de Fevereiro de 1969 promovido a major;
De 24 de Fevereiro a 12 de Julho de 1969 frequenta no
Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM - Pedrouços)
o 2º curso de promoção a oficial
superior;
Em 27 de Abril de 1970, tendo sido mobilizado pelo
Regimento de Artilharia Ligeira 3 (RAL3 - Évora) para
servir
Portugal na Província Ultramarina de Angola, embarca em
Lisboa no NTT 'Pátria' rumo a Luanda, integrado no
Batalhão de Artilharia 2916 (BArt2916) «HONRA E GLÓRIA»
como oficial de informações e operações;
Em
30 de Julho de 1972 cessa funções de 2º comandante do
Batalhão de Artilharia 2916 (BArt2916) «HONRA E GLÓRIA»,
regressa à Metrópole e ao Estado-Maior do Exército
(EME);
De 19 a 29 de Setembro de 1973 frequenta no Instituto de
Altos Estudos Militares (IAEM - Pedrouços) o estágio de
acção psicológica para oficiais do quadro permanente;
Em
22 de Outubro de 1973, tendo sido «nomeado por escolha»
para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola,
embarca no Aeródromo Base n.º 1 (AB1 - Figo Maduro) com
destino à Base Aérea n.º 9 (BA9 - Luanda), a fim de
«fazer parte das tropas de reforço à guarnição normal»
da Região Militar de Angola (RMA);
Em
20 de Fevereiro de 1974 promovido a tenente-coronel,
mantém-se em serviço na Região Militar de Angola como
adido supranumerário.
Em 27 de Novembro de 1974 passou a comandar o Batalhão
de Caçadores 4519/73 (BCac4519/73) «FACTA NON VERBA».
Após 22 de Fevereiro de 1975 cessou o comando do
Batalhão de Caçadores 4519/73 (BCac4519/73) «FACTA NON
VERBA».
Em 16 de Março de 1975 (?), regressou definitivamente à
Metrópole.
Em 29 de Julho de 1980 promovido a
coronel;
Em 26 de Janeiro de 1988 passou à
situação de reserva;
Desde de 25 de Junho de 1993 na situação
de reforma.
Paz à sua Alma.
Nota: O corpo está em câmara ardente na
Capela de Oeiras, desde das 19H00 do dia 20 de Janeiro
de 2018 (domingo). O funeral realiza-se na próxima
terça-feira (dia 22Jan2019) para o cemitério de
Alcabideche, onde será cremado.