Ordem Militar de Avis, grau
Cavaleiro
José
Alberto Loureiro dos Santos, General
na situação de reforma.
Nascido em 2 de Setembro de 1936 na
aldeia de Vilela do Douro, freguesia
de Celeirós, concelho de Sabrosa;
seu pai era cabo da GNR , chefe de
posto em Vila Pouca de Aguiar;
Após os estudos primários na escola
de Vila Pouca de Aguiar, foi para
casa de uma tia materna no Porto,
onde concluiu no Liceu Rodrigues de
Freitas o curso complementar dos
liceus;

Em 15 de Outubro de 1953 ingressa na
Escola do Exército;
Em 1957 promovido a alferes do
quadro permanente de
artilharia, fica colocado na Escola
Prática de Artilharia (EPA-Vendas
Novas);
De 7 a 12 de Março de 1960,
entretanto promovido a tenente,
frequenta na Escola Prática de
Infantaria (EPI-Mafra) o 11º curso
de métodos de instrução;

De 17 de Julho a 12 de Agosto de
1961 frequenta no Centro de
Instrução de Operações Especiais
(CIOE-Lamego) o estágio de
caçadores;

Em 1 de Dezembro de 1961 promovido a
capitão;
Em 13 de Julho de 1962 mobilizado
pelo Regimento de Artilharia
Antiaérea
Fixa
(RAAF-Queluz) para servir Portugal
na Província Ultramarina de Angola,
a fim de comandar a Bateria de
Artilharia Antiaérea 386 (BtrAA386);
Em
1 de Setembro de 1964 a Bateria de
Artilharia Antiaérea 386 (BtrAA386)
regressa à Metrópole;
Em 27 de Outubro de 1964 agraciado
com a Medalha de Prata de Serviços
Distintos, porque...
... «Demonstrou no exercício do
comando da bateria de artilharia
antiaérea nº 386, durante a sua
comissão de serviço na Região
Militar de Angola, invulgar zelo e
entusiasmo sem limites. Graças à sua
acção inteligente, devotada,
persistente e dinâmica, pode a
bateria de artilharia antiaérea nº
386, ser justamente apontada como
exemplo de unidade de artilharia
antiaérea de elite, de elevado grau
de eficiência e prontidão
operacionais, merecedora da inteira
confiança do comando da Região
Militar de Angola, devendo assim a
actividade do capitão Loureiro dos
Santos ser considerada como parão de
comando de unidade de artilharia
antiaérea. Tendo sido ainda
atribuída à bateria de artilharia
antiaérea a comissão de vigilância e
defesa de uma importante área do
sector de Luanda, sobreposta à
missão prioritária de defesa
antiaérea de Luanda, conseguiu o
capitão Loureiro dos Santos incutir
nos seus homens, elevado sentido das
responsabilidades que lhes cabiam no
conjunto da defesa da capital da
província, obtendo assim da sua
unidade, na execução das missões de
patrulhamento da área a seu cargo,
eficiência de assinalar, tanto mais
quanto é certo tratar-se de pessoal
sem preparação especial para o
desempenho de acções de tal
natureza. Com a sua colaboração
entusiástica, os seus conselhos de
ordem técnica e a constante acção
sobre os dispositivos de autodefesa
dos estabelecimentos industriais,
foi possível estabelecer na zona do
Farol das Lagostas - muito antes da
Organização Provincial de
Voluntários da Defesa Civil, poder
tomar para si a respectiva
responsabilidade -, um eficiente
sistema coordenado de defesa
integrado no conjunto geral da
defesa de Luanda. Por outro lado,
apesar de a sua unidade não ter
responsbilidades de acção
psicosocial, não deixou o capitão
Loureiro dos Santos de envidar todos
os esforços para captar por essa
forma a simpatia das populações, o
que conseguiu em larga escala. Tendo
ainda sido encarregado da orientação
técnica de todas as subunidades de
artilharia antiaérea existentes na
Região Militar de Angola,
cumulativamente com o exercício do
comando da sua bateria, foi sempre
um porta-voz competente e incansável
dos seus problemas, tendo
apresentado numerosas propostas,
onde demonstrou plenamente o seu
vasto saber, destinadas a conseguir
a maior eficiência do sistema de
defesa de artilharia antiaérea
implantado no seu duplo aspecto de
detecção-radar e das armas da
artilharia antiaérea. Oficial muito
estudioso, dotado de forte
personalidade, revelou ainda possuir
em
elevado
grau aquelas qualidades de lealdade,
carácter, força de vontade e amor às
responsabilidades que caracterizam
um verdadeiro militar, tornando-o
digno de ser apontado como exemplo
por ter contribuído de forma
invulgar para prestigiar as
instituições militares, havendo
prestado serviços que devem com toda
a justiça ser considerados altos,
relevantes e distintos.»
Em Julho de 1966 nomeado para
frequentar no Instituto de Altos
Estudos Militares (IAEM-Pedrouços),
o curso geral de estado-maior no ano
lectivo de 1966/67;
Em 1 de Agosto de 1967 conclui o
curso geral de estado-maior, sendo
colocado no Regimento de Lanceiros 1
(RL1-Elvas);
Em 1 de Outubro de 1967 transferido
para o Estado-Maior do Exército;
Em 1 de Agosto de 1969 conclui no
Instituto de Altos Estudos Militares
(IAEM-Pedrouços) o curso
complementar de estado-maior, sendo
promovido a major (com antiguidade a
6 de Janeiro de 1969);
Em 27 de Novembro de 1969 nomeado
professor eventual do 1º grupo de
matérias dos cursos de estado-maior
do Instituto de Altos Estudos
Militares (IAEM-Pedrouços);
Em 31 de Julho de 1970 conclui o
tirocínio do curso complementar de
estado-maior, dando entrada no Corpo
do Estado Maior do Exército;
Em
4 de Agosto de 1970 nomeado
professor interino do 2º grupo de
matérias dos cursos de estado-maior
do Instituto de Altos Estudos
Militares (IAEM-Pedrouços);
Durante o ano de 1971 «frequentou
com aproveitamento o curso de
comando e estado-maior, que decorreu
na Escola de Comando e Estado-Maior
do Exército do Brasil (ECEME)»;

Em 11 de Setembro de 1972 nomeado
para servir Portugal na Província
Ultramarina de Cabo Verde, ficando
colocado em São Vicente no
respectivo Quartel General do
Comando Territorial Independente de
Cabo Verde (QG/CTICV);

Em 5 de Fevereiro de 1974 agraciado
com o grau de Cavaleiro da Ordem
Militar de Avis;
Em 25 de Abril de 1974 desloca-se à
Cidade da Praia, onde participa na
acção de 'saneamento ad-hoc' do
governador do arquipélago;
A partir de 27 de Abril de 1974,
tendo sido «nomeado encarregado do
Governo, delegado da Junta de
Salvação Nacional e comandante-chefe
das Forças Armadas em Cabo Verde»,
foi precursor da "descolonização"
naquele arquipélago;
Em 27 de Setembro de 1974,
encontrando-se regressado à
Metrópole e colocado na Direcção da
Arma de Artilharia, passa a prestar
serviço em diligência no Estado
Maior General das Forças Armadas
(EMGFA).

Em 1 de Abril de 1975 designado
secretário permanente do Conselho da
Revolução;
Em 5 de Maio de 1975 louvado por
portaria do Ministério do Exército;
Em 7 de Junho de 1975 agraciado com
a segunda Medalha de Prata de
Serviços Distintos;
Em Agosto de 1975 passa a integrar
uma "secção de acção psicológica do
Estado Maior General das Forças
Armadas";
Em 1 de Outubro de 1975, entretanto
promovido a tenente-coronel, cessa
funções no Conselho da Revolução;
Em 25 de Novembro de 1975
encontra-se no Palácio de Belém, a
«acompanhar o evoluir da situação»;
Em 6 de Abril de 1977 graduado em
general e designado vice Chefe
Estado-Maior General das Forças
Armadas;
De 22 de Novembro de 1978 a 27 de
Dezembro de 1979, Ministro da Defesa
Nacional;
De 18 de Março de 1991 a 18 de
Setembro de 1992, Chefe de
Estado-Maior do Exército.