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Francisco Agostinho Luís,
1.º Cabo de Infantaria: Medalha de Cobre de
Valor Militar, com palma
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HONRA E GLÓRIA |
Fontes:
5.º Volume, Tomo I, pág.
162, da RHMCA / CECA / EME
8.º Volume, Tomo I, Livro 1,
pág.27, da RHMCA / CECA / EME
Jornal do Exército, ed. 16,
de Abr1961
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1.º Cabo de Infantaria, n.º 577/60
Companhia de
Caçadores Especiais 78
7.ª Companhia de Caçadores Especiais / RMA
Medalha de
Cobre de Valor Militar, com palma
Francisco
Agostinho Luís, 1.º Cabo, n.º
577/60, natural da freguesia de Alhos
Vedros, concelho da Moita, solteiro, filho
de Agostinho Luís e de Maria da Piedade
Conceição Gonçalves.
Mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 5 (BC5
- Campolide) para servir Portugal na
Província Ultramarina de Angola integrado na
Companhia de Caçadores Especiais 78, a qual,
na Região Militar de Angola passou a
designar-se pela 7.ª Companhia de
Caçadores Especiais.
Faleceu no dia 3 de Abril de 1961, em Cólua,
a 22 Km da Aldeia Viçosa, vítima de
ferimentos em combate.
Está inumado no cemitério de Santana
(Catete), em Angola
Medalha de
Cobre de Valor Militar,
1.º
Cabo de Infantaria, n.º 577/60
FRANCISCO AGOSTINHO LUÍS
Grau: Cobre, com palma (Título póstumo)
Transcrição da Portaria publicada na OE N.º
14 — 3.ª série de 1962:
Por Portaria de 27 de Abril de 1962:
Manda o Governo da República Portuguesa,
pelo Ministro do Exército, condecorar com a
Medalha de Cobre de Valor Militar, com
palma, nos termos do parágrafo 2.º do art.º
8.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28
de Maio de 1946, por satisfazer às condições
expressas no parágrafo 1.º do art.º 7.º do
mesmo Regulamento:
A título póstumo, o Primeiro-cabo n.º
577/60, da 78.ª Companhia de Caçadores [Especiais],
Francisco António Luís, porque, no dia 3 de
Abril de 1961, na região de Cólua, tendo
sido detida, num corte de estrada, a viatura
que transportava a Secção a que pertencia,
conseguiu atingir uma mata próxima,
juntamente com três outras praças, duas das
quais foram feridas durante a progressão,
devido a intenso fogo de terroristas
emboscados; fora já da zona de perigo e
podendo ir reunir-se à sua coluna, como
tencionava fazer, ao verificar que o seu
sargento e um soldado tinham caído
gravemente feridos quando progrediam para a
mata, imediatamente decidiu voltar à
retaguarda, a fim de os proteger e
transportar, acto em que prontamente foi
secundado pelo outro cabo da Secção [José
Martins Silvestre], também já ferido,
vindo ambos a encontrar a morte sob o
nutrido fogo que continuava a bater a área,
tombando gloriosamente junto do cadáver do
seu comandante de Secção [2.º
Sargento de Infantaria Francisco José
Ribeiro] e de quatro soldados [Aníbal
Gonçalves de Almeida, António José Cerejo,
Manuel dos Santos Moreira e Manuel Serafim
Lavado] que igualmente ali deram a
vida pela Pátria.
Com a sua pronta e desassombrada atitude, de
verdadeiro desprezo pelo perigo e amor ao
próximo, demonstrou possuir, em elevado
grau, as virtudes que mais podem dignificar
um soldado - valentia, coragem, abnegação e
espírito de sacrifício.
Este graduado, não obstante a sua curta vida
militar, tinha já conseguido impor-se à
consideração dos superiores e estima dos
camaradas, pelas suas excepcionais
qualidades de aprumo e disciplina e noção de
camaradagem.
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