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 Guiné

GUINÉ - José Martins

 

José da Silva Marcelino Martins

ex- Furriel Miliciano de Transmissões de Infantaria

Companhia de Caçadores 5

Nova Lamego e Canjadude (Guiné 1968/1970)

josesmmartins@sapo.pt

 

10Nov2018

 

Recordações de Guerra: Hino da Companhia de Caçadores nº 5 da Guiné.

Foi criado em 1969 e cantado até hoje, porque não esquecemos o nosso hino, apesar de já terem passado 49 anos.

Houve ninhadas sucessivas de Gatos Pretos, em Canjadude, até 20 de Agosto de 1974.

Ração de Combate

 

Onde já vai o tempo da Rações Tipo E?

                                                                                                    

Quem ainda se lembra, pode comparar!

 

Aproveitando a ida a Belém, adquiri uma Ração Individual de Combate – NATO APPROVED – e fabricada para a Força Aérea Portuguesa, por uma empresa espanhola, em Alicante.

 

 

A caixa deixou de ser castanha, Tem novo visual.

 

 

  

Pequeno-almoço:

Cacau com açúcar, 18 gramas; leite em pó, 15 gramas; bolacha doce, 125 gramas; geleia de fruta 2 embalagens de 20 gramas cada.

 

 

Almoço:

Jardineira de feijão, 145 gramas; paté de fígado, 65 gramas; doce de maçã, 50 gramas.

 

 

Jantar:

Massa Bolonhesa, 400 gramas, sardinhas em óleo, 115 gramas.

 

 

 

Complementos alimentares:

Bolachas de água e sal, 2 embalagens de 120 gramas, cada; sumo de fruta em pó, 2 carteiras de 20 gramas, cada; açúcar, 2 pacotes de 10 gramas; sal, pacotes de uma grama cada; chocolate, 2 barras de 25 gramas, cada; chiclete, 2 unidades e caramelos, 4 rebuçados.

 

 

 Complementos não alimentares:

Comprimidos purificadores de água, 4 unidades; pastilhas inflamáveis, seis unidades; dispositivo de aquecimento, uma chapa moldável; carteira de fósforos; talheres de plástico; saco para lixo.

 

 

 Instruções de montagem do dispositivo de aquecimento, disponível em francês e inglês.

Quem não dominar estas línguas não terá problemas, dado que o português é, por definição, desenrascado.

 

Curiosidades:

 

A “tenda” onde adquiri a ração de combate, já de que uma tenda de campanha se tratava, era supervisionada por uma Major. Como caixa tinha uma Capitão, e os/as assistentes, soldados.

 

E, já agora, o preço de venda ao publico: 11,00 euros, que, traduzindo para escudos ao valor “cambial” de 1 € = 200$482, dará 2.205$30.

 

Recuemos ao dia 31 de Outubro de 2008, dia em que o blogue do Luís Graça e o UTW, publicaram um texto sobre os vencimentos dos militares, em campanha, baseado nos elementos recolhidos na página nº 211, com data de 24 de Julho de 1965, no livro do nosso camarada Inácio Maria Góis “O meu Diário” GUINE – 1964/1965, soldado da Companhia de Caçadores nº 674.

Utilizando o mesmo coeficiente de desvalorização da moeda (para o ano em questão (1965) o coeficiente é de 60,93), e uma vez que a variação de 2008 para 2010 é irrelevante (0.95%), o custo da Ração de Combate à época, com base no valor actual, seria de € 6,83 € ou seja 1.369$29.

 

 

Se a alimentação fosse paga por cada um, tínhamos de pedir dinheiro para casa, para comer!

 

José Marcelino Martins

Texto e fotos

10 de Junho de 2011.

 

 
Capa do livro do nosso camarada Inácio Maria Góis,
O Meu Diário: Guiné 1964/66. Companhia de Caçadores 674.
Edição de autor.
Mineira, Aljustrel.
2006

 

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