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 Guiné

GUINÉ - José Martins

 

José da Silva Marcelino Martins

ex- Furriel Miliciano de Transmissões de Infantaria

Companhia de Caçadores 5

Nova Lamego e Canjadude (Guiné 1968/1970)

josesmmartins@sapo.pt

 

10Nov2018

 

Recordações de Guerra: Hino da Companhia de Caçadores nº 5 da Guiné.

Foi criado em 1969 e cantado até hoje, porque não esquecemos o nosso hino, apesar de já terem passado 49 anos.

Houve ninhadas sucessivas de Gatos Pretos, em Canjadude, até 20 de Agosto de 1974.

 

Grito das Transmissões

 

            Na vanguarda, avançamos

            O mundo, informamos

            O segredo, guardamos

            As transmissões, mantemos

 

            Alfa, Bravo, radiações

            Bip, bip, TRANSMISSÔES

 

                               Revista A ALMENARA [*] – Ano I – nº 01 – 2º Semestre/09 – Pag 52

 

[*] Almenara – Farol ou facho que se acendia nas torres e castelos, para dar sinal ao longe.

 

Escola Prática de Transmissões

 

 

Armas

 

Escudo de azul, oito raios de ouro apontados ao meio do chefe, à ponta, aos planos dextro e sinistro, e aos cantões dextro e sinistro do chefe e da ponta, brocante um Castelo do mesmo iluminado e aberto de vermelho, em chefe duas lucernas de ouro, acesas de vermelho e em ponta um livro aberto de ouro.

Elmo Militar de prata, forrado a vermelho, a três quartos para a dextra.

Correia de vermelho perfilada de ouro.

Paquife e Virol de azul e de ouro.

Timbre: Uma garra de leão de prata empunhando seis raios eléctricos de ouro.

Divisa: Num listel de prata, ondulando, sotoposto ao escudo, em letras de estilo elzevir, maiúsculas de negro: «HONRA E VALOR»

 

Simbologia e Alusão das Peças

 

O Livro Aberto - representa a instrução.

As Lucernas - a sabedoria.

Os oito Raios Eléctricos com castelo brocante - são o emblema tradicional das tropas de Transmissões.

A Garra de Leão de Prata- alude às armas do Exército.

 

Os Esmaltes Significam

 

O Ouro - Nobreza, força.

A Prata - Esperança, eloquência.

O Vermelho - Fogo, ardor bélico.

O Azul - Espaço, lealdade.

 

© Brasão e texto retirado do Portal do Exército, com a devida vénia.

 

HISTORIAL DA UNIDADE [**]

 

Edifício de Comando no Aquartelamento do Bom Pastor

© Foto retirada da página do Exército, com a devida vénia.

 

Foram criados em 1911, pela Ordem do Exercito Nº 13 – 1ª Série, dois corpos de Engenharia, um no activo, que incluía a 3ª Secção de Telegrafistas de Campanha, e outro na reserva, que veio a ser designado por Regimento de Sapadores Mineiros (RSM).

            Pela Ordem do Exército Nº 12 – 1ª Série de 1926, o diversos elementos de tropas de engenharia existentes no Porto e os que pudessem ser transferidos do BSM, foi organizado, na cidade do Porto, o Regimento de Sapadores Mineiros nº 2.

            No ano seguinte, o Regimento de Sapadores Mineiros nº 2, pela Ordem do Exército Nº 5 – 1ª Série, passa a designar-se Batalhão de Sapadores Mineiros nº 2 e é integrado no Regimento de Sapadores Mineiros, que fica com sede em Lisboa. Este Batalhão passa a designar-se por 2º Grupo do Regimento de Sapadores Mineiros, de acordo com a Ordem do Exército Nº 7 – 1ª Série, também do ano de 1927.

            Treze anos mais tarde, o 2º Grupo do Regimento de Sapadores Mineiros e o 1º Grupo do Regimento de Telegrafistas, ambos sedeados no Porto, dão origem ao Regimento de Engenharia nº 1 (RE 1), de acordo com a Ordem do Exército nº 1 – 1ª Série de 1940 e Ordem de Serviço nº 1 do RE 1, ao reunir nesta unidade todo o material e efectivos.

            Portaria Nº 21197 de 26 de Março de 1965, determina que o Regimento de Engenharia nº 1 se passe a designar por Regimento de Transmissões, passando a ser o herdeiro do património histórico e das tradições das unidades suas antecessoras, pela Ordem do Exercito nº 3 - 1ª Série de 31 de Março de 1965.

            Em 1 de Fevereiro de 1977, pelo Decreto-lei nº 181/77 e pela Ordem do Exército Nº 5 desse ano, a unidade passa a designar-se por Escola Prática de Transmissões, designação que ainda mantém.

            A 10 de Maio de 1993 a unidade é transferida do Aquartelamento do Bom Pastor, também conhecido como o Quartel de Arca d’Água, para as antigas instalações do Regimento de Infantaria do Porto, à Circunvalação, entretanto extinto.

 

 Edifício de Comando da Actual Escola

© Foto retirada da página do Exército, com a devida vénia.

 

[**] Texto elaborado com recurso ao Portal do Exército, com a devida vénia.

 

            O Padroeiro da Arma de Transmissões é o Arcanjo São Gabriel, enviado por Deus para transmitir a Maria que seria a Mãe de Jesus, tendo sido declarado em 12 de Janeiro de 1951, pelo Papa Pio XII como o Patrono das Telecomunicações, que, pela mesma razão é considerado Patrono da Arma de Transmissões.

(Post nº 5423 de 8 de Dezembro de 2009, blogue Luís Graça e Camaradas da Guiné e no separador Patronos das Forças Armadas, na página Ultramar Terraweb **).  

 

José Martins

8 de Setembro de 2010

 

 

** - Padroeiro da Arma de Transmissões

 

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