HERÓI NACIONAL
fuzilado pelo PAIGC, em Bambadinca, no dia 23 de Março de 1975.
Braima Baldé
Alferes
graduado 'Comando'
Soldado de
Cavalaria, n.º 141/64, integrado na CCav789/BCav790
Grupo de
Combate «OS PUMAS»
«SINE SANGUINE
NON EST VICTORIA»
1.º Sargento
Graduado 'Comando', integrado no BCmdsG
«A SORTE
PROTEGE OS AUDAZES»
2 Cruzes de
Guerra de 4.ª classe
Prémio
Governador da Guiné
Braima Baldé,
Alferes Graduado 'Comando'.
Mobilizado
pelo Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG) para servir
Portugal na Província Ultramarina da Guiné, como Soldado de
Cavalaria integrado na Companhia de Cavalaria 789 do Batalhão de
Cavalaria 790 «SINE SANGUINE NON EST VICTORIA», mais tarde,
integrou, como 1.º Sargento Graduado 'Comando', o
Batalhão de Comandos da Guiné «A SORTE PROTEGE OS
AUDAZES».
1.ª
Cruz de Guerra de 4.ª classe:
Louvado e
condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, publicado
na Ordem de Serviço n.º 1, de 5 de Janeiro de 1967, do Quartel
General do Comando Territorial Independente da Guiné, e na Ordem do
Exército n.º 6 - 3.ª série, de 1967.
Prémio
Governador da Guiné:
Agraciado com o
Prémio Governador da Guiné, publicado no Jornal do Exército, edição
90, pág. 23, de Junho de 1967
2.ª Cruz de
Guerra de 4.ª classe:
Louvado e
condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, publicado
nas Ordens de Serviço n.º 26, de 19 de Junho de 1973, do
Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné, e n.º 26, de 28 de Junho
de 1973, do Quartel General do Comando Territorial Independente da
Guiné, e na Ordem do Exército n.º 27 - 3.ª série, de 1973.
Cruz de Guerra
de 4.ª classe
Ordem do Exército
n.º 27 - 3.ª série, de 1973

1.º Sargento
Graduado, Comando
BRAIMA BALDÉ
BCmds - CTIG
GUINÉ
4.ª CLASSE
Transcrição do
Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 27 – 3.ª série, de 1973.
Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do art.º
20.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º
566/71, de 20 de Dezembro de 1971, por despacho do Comandante-Chefe
das Forças Armadas da Guiné, de 02 de Junho de 1973, o 1.° Sargento
Graduado, Braima Baldé, do Batalhão de Comandos da Guiné.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado nas Ordens de Serviço n.º 26, de 19 de Junho de 1973, do
Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné (CCFAG) e n.º 26, de 28
do mesmo mês e ano, do Quartel General do Comando Territorial
Independente da Guiné (QG/CTIG):
O General Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, por despacho
de 9 de Junho de 1973, louvou, o 1.º Sargento Graduado, Comando,
Braima Baldé, do Batalhão de Comandos da Guiné, pelo seu
extraordinário comportamento durante a operação "Ametista Real",
levada a efeito em Maio de 1973, no Teatro de Operações da Guiné.
Manobrando habilmente o Grupo sob o seu comando, muitas vezes
debaixo de intenso fogo inimigo, e revelando absoluto desprezo pelo
perigo, afirmou-se um excelente condutor de homens e cumpriu
brilhantemente a missão que lhe foi atribuída.
Tendo-lhe sido confiada a defesa do Posto de Comando, resistiu
firmemente à violenta pressão do inimigo, contra-atacando, em
seguida, à frente dos seus homens, conseguindo, com irresistível
agressividade, pô-lo em debandada.
O 1.º Sargento Braima Baldé, pela sua coragem, decisão, sangue-frio
e serena energia debaixo de fogo, honrou os Comandos Africanos e o
Exército Português a que se orgulha de pertencer.
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Batalhão de Comandos da
Guiné

Identificação:
BCmds
Comandante:
Major
de Cavalaria ‘Comando’ João de Almeida Bruno
Major de Infantaria ‘Comando’ Raul Miguel
Socorro Folques
Major de Infantaria ‘Comando Florindo Eugénio Batista Morais
2.º
Comandante:
Capitão de Infantaria ‘Comando’ Raul Miguel
Socorro Folques
Capitão de Infantaria ‘Comando’ João Batista Serra
Capitão de Cavalaria ‘Comando’ Carlos Manuel Serpa de Matos Gomes
Capitão de Artilharia ‘Comando’ José Castelo Glória Alves

Início:
2 de Novembro de
1972
Extinção:
7 de
Setembro de 1974
Síntese
da Actividade Operacional
A
unidade foi criada, a título provisório, em 2 de Novembro de 1972, a
fim de integrar as subunidades de Comandos da Metrópole em actuação
na Guiné e também as Companhia de Comandos Africanas (CCmdsAfricanas),
passando a superintender no seu emprego operacional e no seu apoio
administrativo e logístico.
Em 1 de Abril de 1973, o Batalhão de Comandos (BCmds) foi criado a
título definitivo, tendo a sua organização sido aprovada por
despacho de 21 de Fevereiro de 1973 do ministro do Exército.
Desenvolveu intensa actividade operacional, efectuando diversas
operações independentes em áreas de intervenção do Comando-Chefe ou
em coordenação com os batalhões dos diferentes sectores onde as suas
forças foram utilizadas, nomeadamente nas regiões de
Cantanhez (operação "Falcão Dourado", de 15 a 19 de Janeiro de 1973,
e operação "Kangurú Indisposto", de 21 a 23 Março de 1973); de
Morés (operação "Topázio Cantante", de 25 a 27 de Janeiro de 1973);
de
Changalana-Sara (operação "Esmeralda Negra", de 13 a 16 de Fevereiro
de 1973); de
Morés e Cubonge (operação "Empresa Titânica", de 27 de Fevereiro a 1
de Março de 1973); de
Samoge-Guidage (operação "Ametista Real", em 20 e 21 de Maio de
1973); de
Caboiana (operação "Malaquite Utópica", de 21 a 22 de Julho de 1973
e operação "Gema Opalina", de 24 a 27 de Setembro de 1973); de
Choquemone (operação "Milho Verde/2", de 14 a 17 de Fevereiro de
1974); de
Biambifoi (operação "Seara Encantada", de 22 a 26 de Fevereiro de
1974) e de
Canquelifá (operação "Neve Gelada", de 21 a 23 de Março de 1974),
entre outras.
As suas subunidades, em especial as metropolitanas, foram ainda
atribuídas em reforço de outros batalhões, por períodos variáveis,
para intervenção em operações específicas ou reforço continuado do
respectivo sector.
Das operações efectuadas, refere-se especialmente a operação
"Ametista Real", efectuada de 17 a 20 de Maio de 1973, em que, tendo
sofrido 14 mortos e 25 feridos graves, provocou ao inimigo 67 mortos
e muitos feridos, destruindo ainda 2 metralhadoras antiaéreas e 22
depósitos de armamento e munições com 300 espingardas, 112
pistolas-metralhadoras, 100 metralhadores ligeiras, 11 morteiros, 14
canhões sem recuo, 588 lança-granadas foguete, 21 rampas de foguetão
122, 1785 munições de armas pesadas, 53 foguetões de 122, 905 minas
e 50.000 munições de armas ligeiras.
Destacou-se também, pela oportunidade da intervenção e captura de 3
morteiros 120, 367 granadas de morteiro, 1 lança granadas foguete e
2 espingardas e 26 mortos causados ao inimigo, a acção sobre a base
de fogos que atacava Canquelifá, em 21 de Março de 1974.
Em 20 de Agosto de 1974, as três subunidades de pessoal africano
foram desarmadas, tendo passado os seus efectivos à disponibilidade.
Em 7 de Setembro de 1974, o batalhão foi desactivado e extinto.
