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Guiné

Alferes Graduado 'CMD' Braima Baldé - 2 Cruzes de Guerra de 4.ª classe e Prémio Governador da Guiné

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA
Elementos cedidos pelo veterano JC Abreu dos Santos
5.º Volume, Tomo IV, pág. 135, da RHMCA / CECA / EME
5.º Volume, Tomo VII, pág. 377, da RHMCA / CECA / EME
7.º Volume, Tomo II, pág.s 260 a 262,da RHMCA / CECA / EME
7.º Volume, Tomo II, pág.s 646 e 647,da RHMCA / CECA / EME
Jornal do Exército, ed. 90, pág. 23, de Junho de 1967
 

HERÓI NACIONAL fuzilado pelo PAIGC, em Bambadinca, no dia 23 de Março de 1975.
 


Braima Baldé

 

Alferes graduado 'Comando'

 

Soldado de Cavalaria, n.º 141/64, integrado na CCav789/BCav790

 

Grupo de Combate «OS PUMAS»

 

«SINE SANGUINE NON EST VICTORIA»

 

1.º Sargento Graduado 'Comando', integrado no BCmdsG

 

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

 

 

2 Cruzes de Guerra de 4.ª classe

 

Prémio Governador da Guiné

 

Braima Baldé, Alferes Graduado 'Comando'.

 

Mobilizado pelo Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG) para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, como Soldado de Cavalaria integrado na Companhia de Cavalaria 789 do Batalhão de Cavalaria 790 «SINE SANGUINE NON EST VICTORIA», mais tarde, integrou, como 1.º Sargento Graduado 'Comando', o Batalhão de Comandos da Guiné «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES».

 

1.ª Cruz de Guerra de 4.ª classe:

 

Louvado e condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, publicado na Ordem de Serviço n.º 1, de 5 de Janeiro de 1967, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné, e na Ordem do Exército n.º 6 - 3.ª série, de 1967.

 

Prémio Governador da Guiné:

 

Agraciado com o Prémio Governador da Guiné, publicado no Jornal do Exército, edição 90, pág. 23, de Junho de 1967

 

 

2.ª Cruz de Guerra de 4.ª classe:

 

Louvado e condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, publicado nas Ordens de Serviço n.º 26, de 19 de Junho de 1973, do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné, e n.º 26, de 28 de Junho de 1973, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné, e na Ordem do Exército n.º 27 - 3.ª série, de 1973.

 

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

Ordem do Exército n.º 27 - 3.ª série, de 1973

 

 

 

1.º Sargento Graduado, Comando
BRAIMA BALDÉ

 

BCmds - CTIG
GUINÉ
 

4.ª CLASSE
 

Transcrição do Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 27 – 3.ª série, de 1973.


Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do art.º 20.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 566/71, de 20 de Dezembro de 1971, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 02 de Junho de 1973, o 1.° Sargento Graduado, Braima Baldé, do Batalhão de Comandos da Guiné.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado nas Ordens de Serviço n.º 26, de 19 de Junho de 1973, do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné (CCFAG) e n.º 26, de 28 do mesmo mês e ano, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné (QG/CTIG):


O General Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, por despacho de 9 de Junho de 1973, louvou, o 1.º Sargento Graduado, Comando, Braima Baldé, do Batalhão de Comandos da Guiné, pelo seu extraordinário comportamento durante a operação "Ametista Real", levada a efeito em Maio de 1973, no Teatro de Operações da Guiné.


Manobrando habilmente o Grupo sob o seu comando, muitas vezes debaixo de intenso fogo inimigo, e revelando absoluto desprezo pelo perigo, afirmou-se um excelente condutor de homens e cumpriu brilhantemente a missão que lhe foi atribuída.

 
Tendo-lhe sido confiada a defesa do Posto de Comando, resistiu firmemente à violenta pressão do inimigo, contra-atacando, em seguida, à frente dos seus homens, conseguindo, com irresistível agressividade, pô-lo em debandada.


O 1.º Sargento Braima Baldé, pela sua coragem, decisão, sangue-frio e serena energia debaixo de fogo, honrou os Comandos Africanos e o Exército Português a que se orgulha de pertencer.

 

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Batalhão de Comandos da Guiné

Identificação:
BCmds
 

Comandante:
Major de Cavalaria ‘Comando’ João de Almeida Bruno
Major de Infantaria ‘Comando’ Raul Miguel Socorro Folques
Major de Infantaria ‘Comando Florindo Eugénio Batista Morais
 

2.º Comandante:
Capitão de Infantaria ‘Comando’ Raul Miguel Socorro Folques
Capitão de Infantaria ‘Comando’ João Batista Serra
Capitão de Cavalaria ‘Comando’ Carlos Manuel Serpa de Matos Gomes
Capitão de Artilharia ‘Comando’ José Castelo Glória Alves

Início:

2 de Novembro de 1972


Extinção:
7 de Setembro de 1974


Síntese da Actividade Operacional
A unidade foi criada, a título provisório, em 2 de Novembro de 1972, a fim de integrar as subunidades de Comandos da Metrópole em actuação na Guiné e também as Companhia de Comandos Africanas (CCmdsAfricanas), passando a superintender no seu emprego operacional e no seu apoio administrativo e logístico.


Em 1 de Abril de 1973, o Batalhão de Comandos (BCmds) foi criado a título definitivo, tendo a sua organização sido aprovada por despacho de 21 de Fevereiro de 1973 do ministro do Exército.


Desenvolveu intensa actividade operacional, efectuando diversas operações independentes em áreas de intervenção do Comando-Chefe ou em coordenação com os batalhões dos diferentes sectores onde as suas forças foram utilizadas, nomeadamente nas regiões de


Cantanhez (operação "Falcão Dourado", de 15 a 19 de Janeiro de 1973, e operação "Kangurú Indisposto", de 21 a 23 Março de 1973); de


Morés (operação "Topázio Cantante", de 25 a 27 de Janeiro de 1973); de


Changalana-Sara (operação "Esmeralda Negra", de 13 a 16 de Fevereiro de 1973); de


Morés e Cubonge (operação "Empresa Titânica", de 27 de Fevereiro a 1 de Março de 1973); de
Samoge-Guidage (operação "Ametista Real", em 20 e 21 de Maio de 1973); de


Caboiana (operação "Malaquite Utópica", de 21 a 22 de Julho de 1973 e operação "Gema Opalina", de 24 a 27 de Setembro de 1973); de


Choquemone (operação "Milho Verde/2", de 14 a 17 de Fevereiro de 1974); de


Biambifoi (operação "Seara Encantada", de 22 a 26 de Fevereiro de 1974) e de


Canquelifá (operação "Neve Gelada", de 21 a 23 de Março de 1974), entre outras.


As suas subunidades, em especial as metropolitanas, foram ainda atribuídas em reforço de outros batalhões, por períodos variáveis, para intervenção em operações específicas ou reforço continuado do respectivo sector.


Das operações efectuadas, refere-se especialmente a operação "Ametista Real", efectuada de 17 a 20 de Maio de 1973, em que, tendo sofrido 14 mortos e 25 feridos graves, provocou ao inimigo 67 mortos e muitos feridos, destruindo ainda 2 metralhadoras antiaéreas e 22 depósitos de armamento e munições com 300 espingardas, 112 pistolas-metralhadoras, 100 metralhadores ligeiras, 11 morteiros, 14 canhões sem recuo, 588 lança-granadas foguete, 21 rampas de foguetão 122, 1785 munições de armas pesadas, 53 foguetões de 122, 905 minas e 50.000 munições de armas ligeiras.


Destacou-se também, pela oportunidade da intervenção e captura de 3 morteiros 120, 367 granadas de morteiro, 1 lança granadas foguete e 2 espingardas e 26 mortos causados ao inimigo, a acção sobre a base de fogos que atacava Canquelifá, em 21 de Março de 1974.


Em 20 de Agosto de 1974, as três subunidades de pessoal africano foram desarmadas, tendo passado os seus efectivos à disponibilidade.


Em 7 de Setembro de 1974, o batalhão foi desactivado e extinto.

 

 

 

 

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