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Jorge Manuel Jardim
Gonçalves, Tenente Mil.º de Engenharia,
comandante do 3.º Pelotão/CSap123
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Elementos cedidos por um
colaborador do
portal UTW |

Jorge Manuel Jardim
Gonçalves
Alferes Mil.º Sapador de Engenharia
Comandante do 3.º
pelotão da
Companhia de Sapadores 123
Angola: 12Jun1961
a 05Jul1963
Cruz de Guerra de 3.ª
classe
Louvor Individual
Grã-Cruz da Ordem do
Infante Dom Henrique

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Jorge Manuel Jardim Gonçalves, Alferes
Mil.º de Engenharia, nascido no dia 4 de Outubro de 1935
na freguesia de Santa Maria Maior na cidade do Funchal,
filho de Maria
Bernardete Estêvão de Sousa Jardim e de
Agostinho Carlos Gonçalves;
Em 1960 conclui na Faculdade de Engenharia da
Universidade do Porto a licenciatura em engenharia
civil;
No dia 3 de Junho de 1961, Aspirante-a-Oficial Miliciano
Sapador de Engenharia da Escola Prática de Engenharia
(EPE – Tancos) «UBIQUE DOCERE ET PUGNARE», promovido a
Alferes Miliciano e tendo sido mobilizado para servir
Portugal na Província Ultramarina de Angola, embarca em
Lisboa no NTT 'Vera Cruz' rumo ao porto de Luanda como
comandante do 3.º pelotão da Companhia de Sapadores 123
(CSap123);
– «O batalhão [Batalhão de
Caçadores 96] foi reforçado com três pelotões: um de
canhões sem recuo; um de morteiros; e um de engenharia
[comandado pelo Engenheiro Alferes Miliciano Sapador
Jorge Manuel Jardim Gonçalves da Companhia de Sapadores
123 (CSap123)], com caterpillars e bulldozers para
retirar árvores e tapar valas. O avanço era mais lento
que a marcha normal de um homem, com flagelações
laterais. A seguir à ponte do Danje estiveram no rio
Luíca 2 a 3 dias, para fazer uma ponte: até meio do rio
encheram com terra e na outra metade puseram árvores
para poder passar. Nessa ponte morreu [em 20 de
Julho de 1961 numa emboscada da UPA na margem sul]
o
cozinheiro [1.º Cabo
Sapador n.º 850/59 João Gama de Araújo
da Companhia de Sapadores 123]..»¹
¹
(Alferes de Infantaria
João Joaquim Leão Repolho,
comandante do Pelotão de Reconhecimento e Informações da
Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Caçadores
96; excerto de seu depoimento em 26 de Setembro de 1994,
in "A Guerra de África")
– «Tinha-se iniciado a reconquista
dos centros populacionais abandonados com especial
incidência em Nambuangongo, para o qual convergiam
colunas em três eixos diferentes, requerendo apoio aéreo
quase permanente sempre que as condições “meteo” o
permitiam. Eram forças recém-chegadas da Metrópole sem
grande preparação e equipamento inadequado.
[...] Pelo oficial de operações da Esquadra
[91 da Base Aérea n.º 9], responsável pela marcação
dos vôos [dos PV-2] de acordo com os pedidos
entrados, foi-me atribuído o apoio ao Batalhão de
Caçadores 96 sob o comando
Tenente-Coronel Maçanita,
que
não conhecia e progredia no eixo que, da ponte do Danje
perto Quibaxe, se dirigia para oeste passando por
Mucondo, Quicunzo, Muxaluando e finalmente Nambuangongo.
Era um itinerário com cerca de 100km, bastante
acidentado na sua parte inicial e que, como os outros,
se desenrolava ao longo de densa e luxuriante vegetação,
apresentando inúmeros abatizes, valas profundas, pontões
e pontes destruídas. A 17 [i.e, 15]
de Julho de
1961 iniciou-se a progressão a partir da ponte do Danje.
O primeiro grande obstáculo surgiu logo de imediato
[no dia 17] na passagem do rio Luíca, lá bem no fundo
do vale e cuja ponte tinha sido destruída. Foram três
dias de intensos trabalhos do pelotão de engenharia
[comandado pelo Engenheiro Alferes Miliciano Sapador
Jorge Manuel Jardim Gonçalves da Companhia de Sapadores
123] coadjuvado por muitos trabalhadores pretos.»²
²
(Capitão Piloto Aviador António da Silva Cardoso
[03Fev1928-13Jun2014]; excerto do seu livro "Angola -
Anatomia de uma Tragédia")
Em 8 de Janeiro de 1963, agraciado com
a Cruz de Guerra de 3.ª classe, por relevantes serviços
militares prestados em acções de combate no noroeste de
Angola:
Alferes Miliciano de
Engenharia
JORGE MANUEL JARDIM GONÇALVES
CSap123 - EPE
ANGOLA
3.ª CLASSE
Transcrição
da Portada publicada na Ordem do Exército n.º 2 – 2.ª
série, de 1963.
Por Portaria de 08 de Janeiro de 1963:
Condecorado com a medalha da Cruz de Guerra de 3.ª
classe, por ter sido considerado ao abrigo dos artigos
9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, por
serviços prestados em acções de combate na Província de
Angola:
O Alferes Miliciano de Engenharia, Jorge Manuel Jardim
Gonçalves.
Transcrição
do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 72, de 07 de Setembro
de 1962, do Quartel-General da Região Militar de
Angola):
Louva o Alferes Miliciano de Engenharia, Jorge Manuel
Jardim Gonçalves, porque, comandando o 3.º Pelotão da
Companhia de Sapadores 123, em reforço do Batalhão de
Caçadores 96, nas operações de guerra para a recuperação
de parte do território de Angola, no período que
decorreu entre 20 de Julho e 10 de Agosto de 1961, deu,
com a sua presença e nos lugares mais expostos, um
óptimo exemplo às tropas sob o seu comando.
Nesta fase intensa das operações, a remoção de centenas
de abatizes existentes nos itinerários a abrir,
especialmente no itinerário Ponte do Luíca - Mucondo -
Nambuangongo por onde o Batalhão de Caçadores 96
progrediu, teve que ser feita sob constante ameaça do
fogo inimigo e com a falta dos seus dois sargentos, logo
de início feridos em combate, demonstrando decisão,
coragem, serena energia e sangue frio debaixo de fogo,
que muito o honram como militar.
Não menos é de salientar a sua competência como
engenheiro, sobretudo no período que se seguiu, na
realização dos trabalhos relativos às comunicações e às
instalações necessárias às tropas durante a época das
chuvas, que muito contribuiu para minorar as
dificuldades e os sacrifícios das forças militares em
operações.
Em 5 de Julho de 1963, embarca em Luanda no NTT 'Vera
Cruz' de regresso à Metrópole;
Em 1 de Dezembro de 1964, considerado Tenente Miliciano
na disponibilidade (com antiguidade a 1 de Dezembro de
1963);
Em 9 de Junho de 2005, agraciado com a Grã-Cruz da Ordem
do Infante Dom Henrique.

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