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Manuel Pereira
Antunes , Soldado de Cavalaria, n.º
1673/64, da CCav789/BCav790
"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom
que para preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
 Manuel
Pereira Antunes
Soldado de Cavalaria, n.º 1673/64
Companhia de
Cavalaria 789
Batalhão de Cavalaria 790
«SINE SANGUINE NON EST VICTORIA»
Guiné: 28Abr1965 a
08Fev1967
Cruz de Guerra de
4.ª classe
Louvor Individual e
Colectivo
Manuel
Pereira Antunes, Soldado de Cavalaria, n.º
1673/64;
Mobilizado
pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda, Lisboa)
«QUO TOTA VOCANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para servir
Portugal na Província Ultramarina da
Guiné;
Em 23 de Abril de 1965, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT 'Uíge',
integrado na Companhia de Cavalaria 789 (CCav789) do
Batalhão de Cavalaria 790
(BCav790)
«SINE SANGUINE NON EST VICTORIA», rumo ao estuário
do Geba, onde desembarcou no dia 28 de Abril de
1965;
A sua subunidade de cavalaria, foi comandada,
sucessivamente, pelos Capitães Gabriel da Fonseca
Dores,
Joaquim Manuel Martins Cavaleiro e Eurico António
Sacavém da Fonseca, seguiu imediatamente para
Teixeira Pinto, a fim de substituir a Companhia de
Artilharia 527 (CArt527) e
assumir
a responsabilidade do respectivo subsector, com um
pelotão destacado em Cacheu e uma secção em Bachile,
ficando
integrada
no dispositivo e manobra do seu batalhão; em 25 de
Janeiro de 1966, foi substituída no subsector de
Teixeira Pinto pela
Companhia
de Cavalaria 787 (CCav787) do Batalhão de Cavalaria
790 (BCav790) «SINE SANGUINE NON EST VICTORIA»,
tendo sido transferida para Binar,
no
mesmo sector, onde rendeu a Companhia de Caçadores
618
(CCac618)
do Batalhão de Caçadores 619 (BCac619) «SENTINELA DO
SUL»; em 2 de Fevereiro de 1967, já na dependência
do Batalhão de Caçadores 1876 (BCac1876)
«DETERMINAÇÃO
– TENACIDADE – AGRESSIVIDADE», foi rendida pela
Companhia de Caçadores 1497 (CCac1497) e recolheu
seguidamente a Bissau, a fim de efectuar o embarque
de regresso.
Louvado
por feitos em combate na Província Ultramarina da
Guiné, publicado na Ordem de Serviço n.º 01, de 05
de Janeiro de 1967, do Quartel-General do Comando
Territorial Independente da Guiné e na Revista da
Cavalaria do ano de 1967, página 140;
Louvor Colectivo - Companhia de Cavalaria 789 -
publicado na Ordem de Serviço n.º 25, de 4 de
Fevereiro de 1967, do Batalhão de Cavalaria 790 e na
Revista da Cavalaria do ano de 1967, página209.
Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª
classe, por despacho do Comandante-Chefe das Forças
Armadas da Guiné, de 16 de Janeiro de 1967,
publicado na Ordem do Exército n.º 6 – 3.ª série, de
28 de Fevereiro de 1967;
No dia 8 de Fevereiro de 1967, embarcou no NTT ‘Vera
Cruz’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no
dia 14 de Fevereiro de 1967.
Cruz de Guerra de
4.ª classe
Soldado
de Cavalaria, n.º 1673/64
MANUEL PEREIRA ANTUNES
CCav789/BCav790 - RC7
GUINÉ
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho
publicado na Ordem do Exército n.º 6 – 3.ª série, de
28 de Fevereiro de 1967.
Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos
termos do artigo 12.º do Regulamento da Medalha
Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28
de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe
das Forças Armadas da Guiné, de 16 de Janeiro de
1967:
O Soldado n.º 1673/64, Manuel Pereira Antunes, da
Companhia de Cavalaria 789 do Batalhão de Cavalaria
790 - Regimento de Cavalaria n.º 7.
Transcrição do louvor
que originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 01, de 05 de
Janeiro de 1967, do Quartel-General do Comando
Territorial Independente da Guiné):
Louvado o Soldado n.º 1673/64, da Companhia de
Cavalaria 789 do Batalhão de Cavalaria 790, Manuel
Pereira Antunes, pela forma relevante como se
distinguiu nas acções de combate em que participou.
Particularmente na "Operação Alvorada I", em que
após ter sido detectado um grupo inimigo bem armado
de 15 indivíduos, perseguiu-o corajosamente e, em
conjunto com outro camarada, chegou mesmo a
distanciar-se com muito perigo, na vanguarda do
dispositivo das Nossas Tropas, para poder alcançar e
abater um elemento inimigo e seguidamente
capturar-lhe a respectiva arma.
Demonstrou raras qualidades de decisão, sangue frio,
bravura e serena energia debaixo de fogo,
revestindo-se a sua conduta, durante a execução de
toda a missão, de muito esforço e brilho quando já
eram decorridas nove horas de marcha fatigante em
zona de operações.
Também na "Operação Abastecimento", detectado que
foi um grupo inimigo armado, avançou isolada e
corajosamente e não obstante o rebentamento de uma
granada de mão lançada pelo inimigo e que ocorreu
muito perto de si, perseguiu o adversário debaixo de
fogo, com energia, ânimo e bravura notáveis.
O Soldado Antunes, pelo entusiasmo, brio e espírito
ofensivo demonstrados, destacou-se como muito
esforçado e valoroso, em dezenas de missões
operacionais.

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