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Alberto Mourão da Costa Ferreira,
Capitão de
Cavalaria
"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom
que para preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

Alberto
Mourão da Costa Ferreira
Capitão de Cavalaria
Comandante da
Companhia de
Cavalaria 788
Batalhão de Cavalaria 790
«SINE SANGUINE NON EST VICTORIA»
Guiné:
28Abr1965 a 08Fev1967
Medalha de Prata de
Serviços Distintos com Palma
Louvor Individual
Alberto Mourão da Costa Ferreira,
Capitão de Cavalaria.
Mobilizado
pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda) «QUO TOTA VOGANT» -
«REGIMENTO
DO CAIS» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné.
No dia 23 de Abril de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Uíge’, como comandante da Companhia
de Cavalaria 788 (CCav788) do Batalhão de Cavalaria 790 8BCav790) «SINE
SANGUINE NON EST VICTORIA»,
rumo
ao porto de Luanda, onde
desembarcou
no dia 28 de Abril de 1965.
A sua subunidade de cavalaria, após um curto período de permanência em
Bissau na dependência do Batalhão de Caçadores 600 (BCac600), em
substituição da Companhia dde Caçadores 412 (CCac412) «CAPACETES
VERDES», seguiu, a partir de 11 de Março de
 1965,
por fracções, para Bula, a fim de render a Companhia de Caçadores 762
(CCac762) «ARMA VIRUNQUE IN GLORIA», como subunidade de intervenção e
reserva do seu batalhão, a partir de 28 de Maio de 1966, tendo actuado
em diversas operações
realizadas
nas regiões de Bissum, Pache, Binar, Unche e Jol, entre outras.
Em 20 de Outubro de 1965, rendendo, por
troca,
a Companhia de Cavalaria 567 (CCav567) «A GALOPE E CORAÇÃO AO ALTO»,
assumiu a responsabilidade do subsector de Ingoré, com um pelotão
destacado em Sedengal, mantendo-se integrada no dispositivo e manobra do
seu batalhão e depois, a seguir à criação do sector respectivo, do
Batalhão de
Caçadores
1894 (BCac1894) «NON NOBIS» - «JUSTOS E FORTES».
Em 15 de Janeiro de 1967, foi rendida no subsector de Ingoré pela
Companhia de Cavalaria 1482 (CCav1482) e recolheu a Bissau a fim de
aguardar o embarque de regresso.
Em 08 de Fevereiro de 1967, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’ de regresso à
Metrópole, onde desembarcou no dia 19 de Fevereiro de 1967.
Louvado e agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos com
Palma, pela Portaria de 18 de Abril de 1967, publicada na Ordem do
Exército n.º 12 – 2 série, de 15 de Junho de 1967, e referenciado no
Jornal do Exército n.º 91, página 36, de Julho de 1967:
Capitão
de Cavalaria
Alberto Mourão da Costa Ferreira
CCav788/BCav790 – RC7
Guiné
Transcrição da
Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 12 – 2.ª série, de 15 de
Junho de 1967
Por Portaria de 18 de Abril de 1967:
Condecorado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos, com palma, por
ter sido considerado ao abrigo da alínea a) do artigo 17.ª. com
referência ao § 2.º do artigo 51.º, do Regulamento da Medalha Militar,
de 28 de Maio de 1946, o Capitão de Cavalaria Alberto Moura da Costa
Ferreira.
Louvor que
deu origem à condecoração
(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do Exército)
LOUVADO, pela forma altamente eficiente como tem desempenhado as
importantes funções de comandante da sua companhia, com destaque
especial para a actividade operacional e captação das populações.
Durante o tempo que a Companhia de de Cavalaria n.º 788 constituiu a
unidade de intervenção do batalhão, mercê da acção directa do seu
comandante, rapidamente completou o treino operacional e desenvolveu
actividade merecedora de justo relevo, com participação valorosa em
inúmeras operações. As qualidades reveladas pelo Capitão Costa Ferreira,
em que há a destacar uma lúcida inteligência, grande capacidade de
organização e muito bom senso, foram factor determinante na escolha da
Companhia de Cavalaria n.º 788 para um sector de grande responsabilidade
e delicadeza. Após um ano nesta situação, pode classificar-se de notável
o trabalho realizado, que permitiu eficiente obstáculo ao grande esforço
inimigo para alastramento da subversão e aniquilamento de tabancas que
se têm notabilizado na defesa da causa de Portugal multirracial e
pluricontinental.
No campo operacional, o Capitão Costa Ferreira revelou-se um combatente
decidido e consciente, com grande espírito de sacrifício e que, pela sua
valentia c audácia, é permanente estímulo para os seus subordinados.
Assim, é digno exemplo do militar completo, de cuja acção tem resultado
honra e lustre para o Exército e cujos serviços muito justamente devem
ser considerados distintos, relevantes e extraordinários.

A fotografia foi
extraída da Revista da Cavalaria do
ano de 1967, página 191,
e que foi posteriormente processada
por inteligência artificial.
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