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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos aos Combatentes
e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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cada um dos
sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Mêda

Fonte Longa
Marcílio Aldo Ribeiro Rodrigues

Alferes Mil.º Atirador de Cavalaria,
n.º 16527670
Comandante de um grupo
de combate da
Companhia de Cavalaria
3560
«VERITAS VINCIT
Moçambique: 21Jul1972 a 30Ago1973
(data do falecimento)
Em Memória do Alferes
Miliciano Atirador de Cavalaria
MARCÍLIO ALDO RIBEIRO RODRIGUES – N.º 16527670
Natural de Fonte Longa, concelho de
Mêda, filho de Avelino Augusto Rodrigues e de Adelina de
Jesus Ribeiro, solteiro, jaz no Cemitério de Longroiva,
em Mêda.
O Soldado e a sua
Subunidade
 Mobilizado
pelo Regimento de Cavalaria N.º 3 – Estremoz, integrou
como Alferes Mil.º Atirador de Cavalaria a Companhia de
Cavalaria N.º 3560 – CCav 3560, cuja divisa era “VERITAS
VINCIT” – A Verdade Vence.
Comandada
pelo Capitão Miliciano João F. F. Pires, a Companhia
pertencia ao Quadro Orgânico do Batalhão de Cavalaria
3888, do qual foi retirada definitivamente no período
que antecedeu o embarque.
No dia 20 de Julho de 1972, no
Aeródromo de Manobra n.º 1 – Figo Maduro, em Lisboa,
embarcou em Transporte Aéreo Militar (TAM), rumo à Base
Aérea n.º 10 – Beira, onde desembarcou no dia 21 de
Julho de 1972.
A Actividade
Operacional até ao seu Sacrifício
 A
CCav 3560 desembarcou na Beira a 21Jul72 e seguiu para o
Chai, onde rendeu em 02 de Agosto de 1972 a CCav 3318 /
BCav 3837. Integrada no dispositivo do BCav 3878,
sedeado em Macomia (Subsector BMC), teve a seu cargo a
proteção aos trabalhos de engenharia na construção da
picada
Chai – Escola, na Operação “Íngreme”, e efectuou
patrulhamentos e
nomadizações
na sua Zona de Acção.
Em Setembro de 1972, a Companhia foi
transferida para Tambara, onde substituiu um pelotão da
CCaç 2794, sedeada em Chemba, guarnecendo Lundo com um
pelotão.
Passou
a estar sob o comando operacional do BCaç 3842, que
havia assumido a responsabilidade do Comando de
Guarnição e GE, em Agosto de 1972, na zona norte do
Comando Territorial do Centro, com sede no Guro.
No
final de Julho de 1973, já nos seus últimos dias de
vida, o dispositivo alterou-se: o CGGE (Comando Geral
dos Grupos Especiais) foi substituído pelo COFI (Comando
Operacional das Forças de
Intervenção),
articulado em dois subagrupamentos, atribuídos ao BArt
7221/73 e ao BArt 3876, sedeado em Chemba, do qual a
CCav 3560 passou a depender.
Foi numa zona de subversão violenta,
marcada por emboscadas e engenhos explosivos – a própria
Companhia sofrera uma emboscada entre Lundo e Chazica
que lhe causara baixas – que o Alferes Marcílio
Rodrigues cumpriu o seu dever. A CCav 3560 efectuou
inúmeras operações nas regiões de Tambara, Lundo,
Bandar, dos rios Pompué, Nhamacombe, Nhadudzo e Chidje e
margem direita do Zambeze, das quais se destacam as
operações: “Gás”, “Garupa 3, 5 e 7”, “Guarita 1 e 6”,
“Galho 7”, “Gaia 1 a 4”, “Lama”, “Lima”, “Gibão 2 e 3”,
“Golo”, “Glote 1”, “Gama 4”, “Dócil 7”, “Tufão 2”,
“Geada 1”, “Cifrão 1 a 5”, “Lírio 7” e “Roda 2 e 5”.
A CCav 3560 não foi rendida em
Tambara. Só regressaria a 27 de Setembro de 1974, já sem
ele.
O Sacrifício
No dia 30 de Agosto de 1973, na Região
de Tambara, o Alferes Mil.º Marcílio Aldo Ribeiro
Rodrigues tombou em combate, em consequência de
ferimentos em combate, quando cumpria uma missão
operacional com os seus homens.
Cumpriu até ao fim o juramento de
defender os seus camaradas e de honrar a farda que
envergava.
Homenagem
À memória do jovem Alferes de
Cavalaria, natural da Beira Alta, que partiu de Fonte
Longa para servir Portugal numa terra distante e que ali
deixou a vida aos 20 e poucos anos.
Que a sua coragem, a sua lealdade e o
seu exemplo permaneçam vivos.
Paz à sua Alma.
“A sua
coragem permanece viva no coração dos seus irmãos de
armas. Veritas Vincit.”

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