
José
João Ruivo Ferreira Rodrigues
Alferes Mil.º Atirador de Cavalaria,
n.º 07708669
Comandante de
Grupo de Combate da
Companhia de
Cavalaria 3458
Batalhão de Cavalaria 3862
«INDÓMITO – LEAL – ALTIVO»
Angola:
23Dez1971 a 21Abr1972 (data do
falecimento)
Cruz de Guerra de 4.ª classe
(Título póstumo)
Louvor Individual
(Título póstumo)
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In
Memoriam: Alferes Mil.º de Cavalaria
José João Ruivo Ferreira Rodrigues
«Perguntai ao inimigo quem somos»
• «Indómito – Leal – Altivo»
Há nomes que o tempo não apaga e
sacrifícios que a Pátria jamais
esquecerá. Evocamos hoje, com a mais
profunda vénia, respeito e saudade,
a memória do Alferes Miliciano
Atirador de Cavalaria José João
Ruivo Ferreira Rodrigues, um jovem
filho de Coimbra que, na flor da sua
juventude, deu tudo o que tinha —
incluindo a própria vida — em nome
do cumprimento do dever na Guerra do
Ultramar.
Nascido
na histórica freguesia de Santa
Clara, em Coimbra, no seio familiar
de João Ferreira Rodrigues e
Margarida Rodrigues Ruivo, o Alferes
Rodrigues personificou os valores
mais nobres da juventude portuguesa
da sua geração. Mobilizado pelo
prestigiado Regimento de Cavalaria 4
(RC4 - Santa Margarida da Coutada),
partiu rumo ao desconhecido com a
coragem dos que não hesitam perante
o chamamento do dever.
A Partida e o
Teatro de Operações
No
dia 14 de Dezembro de 1971, a Gare
Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, testemunhava o
seu embarque no NTT Vera Cruz.
Como comandante do Grupo de
Combate
da Companhia de Cavalaria 3458
(CCav3458) do Batalhão de Cavalaria
3862 (BCav3862), desembarcou em
Luanda a 23 de Dezembro do mesmo
ano. O seu destino foi a exigente e
isolada zona de Chiume, no leste de
Angola.
Foi nas matas de Ninda que a sua
bravura se testou ao limite. No dia
21 de Abril de 1972, na enfermaria
de sector no Luso, o Alferes
Rodrigues sucumbiu aos graves
ferimentos sofridos em combate,
causados por estilhaços de granada
de mão e tiros inimigos. Tinha o
peito feito escudo e os seus homens
no coração.
"Sempre à
frente dos seus homens, com grande
entusiasmo e arrojo, deu provas de
possuir decisão, coragem,
sangue-frio, espírito de sacrifício
e serena energia debaixo de fogo..."
O
Legado de um Herói: A Cruz de Guerra
A Pátria reconheceu o seu heroísmo
além do fim. Agraciado a título
póstumo com a
Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª
classe (publicada na Ordem do
Exército n.º 5 – 2.ª série, de
1974), o seu louvor militar faz
ecoar a grandeza da sua alma:
• Liderança pelo Exemplo: Sendo o
primeiro homem a lançar-se sobre o
perigo, liderou sempre na linha da
frente, demonstrando um elevado
espírito de missão.
• Camaradagem e Carácter:
Distinguiu-se não só pela técnica
militar, mas pelas qualidades morais
que o tornaram um exemplo vivo para
os seus camaradas de armas.
• Sacrifício Supremo: Entregou-se
totalmente à missão, honrando
inexoravelmente o Exército e a farda
que vestia.
Mais do que um número de matrícula
(07708669) ou uma inscrição num
monumento, o Alferes José João Ruivo
Ferreira Rodrigues é uma chama
eterna de dignidade. À sua memória,
ao seu sangue vertido em Angola e à
dor imperecível da sua família,
curvamo-nos em eterna gratidão.
À sua memória, Honra e Glória!

Foto
extraída da pág. 255 do livro "DE
LEIRIA À GABELA. MEMÓRIAS DE UM
SOLDADO NA GUERRA COLONIAL
(1971-1974)", da autoria de João
Torres Lima,
e que foi posteriormente processada
por inteligência artificial.