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Gavião

 

Para visualização do conteúdo clique no sublinhado que se segue:

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Gavião

 

 

 

Comenda

 

 

Armindo de Matos André

 

Furriel Mil.º Atirador de Cavalaria, n.º 00045665

 

Companhia de Cavalaria 2749

 

Batalhão de Cavalaria 2922

«…Á CARGA!”

 

Guiné: 23Jul1970 a 26Out1971 (data do falecimento)

MEMÓRIA E HOMENAGEM AO

FURRIEL MIL.º ATIRADOR DE CAVALARIA ARMINDO DE MATOS ANDRÉ

Em memória do Furriel Mil.º Atirador de Cavalaria n.º 00045665 Armindo de Matos André, morto ao serviço da Pátria.

1. IDENTIFICAÇÃO

Armindo de Matos André, Furriel Miliciano Atirador de Cavalaria, Número de Matrícula 00045665.

Filho de Manuel Joaquim André e de Ermelinda de Matos, natural da Freguesia de Comenda, Concelho de Gavião. Estado civil: solteiro.

Faleceu em 26 de Outubro de 1971, em Oco Maunde, na estrada entre Nova Lamego e Piche, na Província Ultramarina da Guiné.

Causa da morte: ferimentos sofridos em combate, em consequência de uma emboscada a uma coluna de reabastecimento.

Encontra-se sepultado no Cemitério do Alto de São João, em Lisboa.

2. ORIGEM E MOBILIZAÇÃO

Foi mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» – «...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» – para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné.

Integrou a Companhia de Cavalaria 2749 do Batalhão de Cavalaria 2922 «…À CARGA!».

A sua partida para o Ultramar deu-se no dia 18 de Julho de 1970, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, a bordo do NTT 'Uíge', rumo ao estuário do Geba, em Bissau, onde desembarcou no dia 23 de Julho de 1970, integrado num grupo de combate da sua Companhia.

3. ENQUADRAMENTO OPERACIONAL

O Batalhão de Cavalaria n.º 2922, unidade de escalão Batalhão, tinha como Unidade Mobilizadora o RC3 – Estremoz.

Era comandado pelo Tenente-Coronel de Cavalaria António Manuel Guerreiro Chaves Guimarães e posteriormente pelo Tenente-Coronel de Cavalaria Raúl Augusto Paixão Ribeiro, tendo como 2.º Comandante o Major de Cavalaria António José Pereira Calisto.

O Batalhão tinha como divisa «À CARGA!» e era constituído pela Companhia de Comando e Serviços e pelas Companhias de Cavalaria 2747, 2748 e 2749.

Em 12 de Agosto de 1970, rendendo o Batalhão de Artilharia 2857 «TODOS OU NENHUNS», o BCav 2922 assumiu a responsabilidade do Sector L4, com sede em Piche e abrangendo os subsectores de Canquelifá, Buruntuma e Piche, mantendo as suas subunidades sempre integradas no dispositivo e manobra do Batalhão.

A Companhia de Cavalaria 2749, quando foi colocada em Piche, ali rendeu a Companhia de Artilharia 2440 «ATÉ AO FIM» do Batalhão de Artilharia 2857 «TODOS OU NENHUNS».

A Companhia seguiu em 31 de Julho de 1970 para Piche, a fim de efectuar a sobreposição e rendição da CArt 2440, tendo assumido a responsabilidade do referido subsector de Piche, em 12 de Agosto de 1970, com destacamentos em Cambor e Ponte do rio Caium.

4. COMANDO DA COMPANHIA

A Companhia de Cavalaria 2749 foi comandada sucessivamente por:

O Capitão de Cavalaria José Luís Pereira Pissarra e o Capitão Miliciano de Cavalaria Rodrigo José Afreixo Ferreira.

O Capitão Rodrigo José Afreixo Ferreira havia servido inicialmente como Comandante da Companhia de Comando e Serviços do Batalhão, antes de assumir o comando da CCav 2749.

5. ACTIVIDADE OPERACIONAL ATÉ 26 DE OUTUBRO DE 1971

Até à data da sua morte, o Furriel Armindo de Matos André partilhou com os seus camaradas a intensa actividade operacional desenvolvida pelo BCav 2922.

Essa actividade consistiu em acções de patrulhamento, reconhecimento, emboscadas e de controlo e segurança dos itinerários, além da protecção aos trabalhos de construção e asfaltamento da estrada Piche – Nova Lamego, tendo ainda executado acções de reacção a numerosos e violentos ataques aos aquartelamentos e aldeamentos da sua zona de acção.

Da actividade operacional do Batalhão, no seu conjunto, ressalta a captura de 1 espingarda, 2 lança-granadas foguete, 15 cunhetes e 26 granadas de armas pesadas e a detecção e levantamento de 22 minas, testemunho da dureza do sector que guarnecia.

Foi precisamente numa das missões mais perigosas e vitais – a segurança de uma coluna de reabastecimento na estrada Nova Lamego – Piche – que, em Oco Maunde, que o seu grupo de combate foi alvo de emboscada.

6. HOMENAGEM

Neste dia 26 de Outubro, recordamos o Furriel Miliciano Armindo de Matos André.

Recordamos o jovem de Comenda, do concelho de Gavião, que deixou a sua terra para cumprir o dever militar longe da Metrópole. Recordamos o camarada de armas, Atirador de Cavalaria, que sob o guião escarlate da sua Companhia – o cavaleiro de espada em riste e a divisa «...À CARGA!» – serviu com honra, coragem e lealdade.

Morreu a fazer o que competia aos Dragões de Olivença: na guerra, conduta mais brilhante. Na estrada de Piche, em Oco Maunde, ao proteger os seus e ao garantir que o reabastecimento chegava, tombou em combate.

Que a sua memória permaneça viva entre os seus, entre os antigos combatentes do BCav 2922 e da CCav 2749, e entre todos os Portugueses. Que o seu sacrifício não seja esquecido.

À memória do Furriel Mil.º Armindo de Matos André – Honra e Glória.

Pela Pátria, cumpriu.

 

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