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Condecorações

Henrique de Carvalho Morais, Capitão de Cavalaria, cmdt. da CCav2482

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

Henrique de Carvalho Morais

 

Capitão de Cavalaria

 

 

Comandante da

 

Companhia de Cavalaria 2482 «BOINAS NEGRA»

 

Batalhão de Cavalaria 2867

«SOMOS COMO SOMOS» - «FIRMEZA AUDÁCIA DECISÃO CORAGEM»

 

Guiné: 01Mar1969 a 23Dez1970

 

Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma

 

Louvor Individual

 

 Henrique de Carvalho Morais, Capitão de Cavalaria, nascido no dia 26 de Fevereiro de 1941, na freguesia de Lordelo do Ouro, concelho do Porto;

 

Em 23 de Fevereiro de 1969, nomeado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, embarcou, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, no NTT ‘Uíge’, como comandante da Companhia de Cavalaria 2482 (CCav2482) «BOINAS NEGRAS» do Batalhão de Cavalaria 2867 (BCav2867) «SOMOS COMO SOMOS» - «FIRMEZA AUDÁCIA DECISÃO CORAGEM», rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde de desembarcou no dia 01 de Março de 1969;

 

A sua subunidade de cavalaria seguiu imediatamente para Tite, assumindo a responsabilidade do respectivo subsector e rendendo a Companhia de Artilharia 2414 (CArt2414) «OS AUDACIOSOS» - «FORTUNA JUVAT AUDACES» em 02 de Março de 1969; em 30 de Junho de 1969, por rotação com a Companhia de Caçadores 2314 (CCac2314) «OS AUDAZES» do Batalhão de Caçadores 2834 (BCac2834) «JUNTOS VENCEREMOS» - «PARA VENCER, CONVENCER», assumiu a responsabilidade do subsector de Fulacunda; em 14 de Dezembro de 1970, foi rendida pela Companhia de Artilharia 2772 (CArt2772) do Batalhão de Artilharia 2924 (BArt2924) «PORFIAMOS» - «O CÉU A TERRA E AS ONDAS ATROANDO» e recolheu a Bissau para o embarque de regresso.

 

Em 23 de Dezembro de 1970, embarcou no NTT ‘Uíge’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 28 de Dezembro de 1970;

 

Louvado e agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma por feitos em combate no teatro de operações da Guiné Portuguesa, pela Portaria de 30 de Janeiro de 1971, publicado na Ordem do Exército n.º 4 – 2.ª série, páginas 450, 456 e 457, de 15 de Fevereiro de 1971, na Revista da Cavalaria do ano 1971, páginas 106 e 107, e referenciado no Jornal do Exército n.º 137, página 59, de Maio de 1971:

 

Capitão de Cavalaria

HENRIQUE DE CARVALHO MORAIS

 

CCav2482/BCav2867 – RC3

Guiné

 

Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma

 

Transcrição do Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 4 – 2.ª série, página 450, de 15 de Fevereiro de 1971

 

Por Portaria de 30 de Janeiro de 1971:

 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas na Guiné, o Capitão de Cavalaria Henrique de Carvalho Morais, do Comando Territorial Independente da Guiné, com a Medalha de Prata de Serviços Distintos, com Palma, nos termos da alínea a) do artigo 17.º, com referência ao parágrafo 2.º do artigo 51.º, do Regulamento da Medalha Militar de 28 de Maio de 1946.

 

Transcrição do louvor que originou a condecoração.

 

(Publicado naquela Ordem do Exército, nas páginas 456 e 457)

 

Pela forma altamente eficiente como comandou a Companhia de Cavalaria n.º 2482, durante a sua comissão de serviço no teatro de operações da Guiné.

 

Oficial excepcionalmente dedicado, vivendo intensamente a sua profissão, dotado de elevado espírito militar, disciplinado e disciplinador e altamente apto para conduzir homens em campanha, impôs-se, pelo seu exemplo, à consideração, ao respeito e à estima dos seus subordinados, factores estes que estão na base do invulgar espírito de corpo que caracterizou sempre a Companhia de Cavalaria n.º 2482.

 

No desempenho da sua acção de comando evidenciou excepcional dinamismo, determinação e espírito de iniciativa, planeando e orientando com elevada eficiência todas as operações da sua Companhia e imprimindo-lhes na execução um notável cunho de agressividade e alto sentido de missão.

 

Desenvolvendo uma dinâmica e intensa actividade operacional, que se estendeu a áreas onde há muito não se fazia sentir a acção das nossas tropas, merece especial relevância a operação «CABEÇA NEGRA», onde, mercê de um eficiente trabalho de mentalização e disciplina das suas tropas, foi possível realizar vários golpes de mão a acampamentos inimigos, com a obtenção de resultados francamente positivos, sem que fosse realizado um único disparo. Ocupando sempre lugares de maior risco, agindo com energia, calma e serenidade em todas as acções debaixo de fogo, soube, assim, impôr-se de forma natural à admiração dos seus subordinados, interpretando de forma notável as suas obrigações de Chefe militar e criando um vincado Espírito Cavaleiro na sua companhia.

 

O Capitão Morais, pelas qualidades de comando reveladas, a que alia ainda um conjunto raro de qualidades profissionais e morais de excepção, é digno de ser apontado como Oficial de elite, que muito honra a Arma de Cavalaria a que pertence e o Exército, tendo prestado no teatro de operações da Guiné, em campanha, serviços que muito justamente se devem considerar extraordinários, relevantes e distintos.

 

(publicado no Diário do Governo,

2.ª série, n.º 31, de 06 de Fevereiro de 1971)

 

 

 

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