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Memoriais

Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos combatentes)

 

Em memória daqueles que tombaram em defesa de Portugal na Guerra do Ultramar

 

Viana do Castelo

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Viana do Castelo

 

Santa-Maria-Maior

 

Santa Maria Maior

 

Em Memória e Homenagem do seu camarada-de-armas

1.º Cabo António Cunha

 
Humberto Gonçalves Vaz

 

Furriel Mil.º Vagomestre

 

Companhia de Caçadores 763

«OS LASSAS»

«NOBRES NA PAZ E NA GUERRA»

 

Guiné: 17Fev1965 a 24Fev1966 (data do falecimento)

 

In Memoriam:

Furriel Miliciano Humberto Gonçalves Vaz


1. Identificação e Mobilização

 

Humberto Gonçalves Vaz, natural da freguesia de Santa Maria Maior, concelho de Viana do Castelo, filho de Serafim da Silva Vaz e Maria Gonçalves Vaz, cumpria o seu serviço militar como Furriel Miliciano da especialidade de Alimentação (Vagomestre).


Foi mobilizado pelo Regimento de Infantaria n.º 1 (RI 1 – Amadora), integrando a Companhia de Caçadores n.º 763 (CCaç 763), conhecida pela designação informal «Os Lassas», sob a divisa «Nobres na Paz e na Guerra» e comandada pelo Capitão de Infantaria Carlos Alberto Wahnon Mourão da Costa de Campos.


2. Embarque e Chegada ao Teatro de Operações


No dia 11 de fevereiro de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no Navio de Transporte de Tropas (NTT) Timor rumo ao Teatro de Operações da Guiné Portuguesa.


Após navegar com destino ao estuário do rio Geba, desembarcou em Bissau a 17 de fevereiro de 1965.


3. Atividade Operacional da Companhia de Caçadores 763


Chegada a Bissau, a CCaç 763 permaneceu temporariamente na dependência do BCaç 600, colaborando na segurança e proteção das populações e instalações locais, enquanto realizava instrução de adaptação operacional na região de Prábis-Antula com a CCaç 557.


Entre 2 e 17 de março de 1965, a subunidade deslocou-se por frações para Cufar para efetuar a rendição da CCav 703. Em 19 de março de 1965, assumiu a responsabilidade do subsector de Cufar, integrando o dispositivo dos Batalhões de Caçadores BCaç 619 e, posteriormente, BCaç 1858.


Para além da ação no seu subsector, participou em diversas operações nas zonas de Cabolol (Operação "Saturno", a 10 de junho de 1965) e Caboxanque (Operação "Satan", a 8 de julho de 1965), entre outras.


4. A Operação TESTE e a Ação de Combate


A 24 de fevereiro de 1966, no âmbito da Operação TESTE — que visava a abertura e segurança da estrada Catió–Cobumba —, a CCaç 763 saiu de Cufar de madrugada para garantir a proteção aos sapadores e a passagem de uma coluna auto.


Por volta das 04h00 da manhã, na região do cruzamento para Cabolol Nalu, a testa da coluna foi violentamente emboscada pelo inimigo no momento em que procedia à sua instalação na zona.


O ataque desferiu intenso fogo cruzado com metralhadoras pesadas 12,7 mm, lança-granadas foguete (LGF), morteiros de 82 mm e granadas de mão. A violência e densidade dos disparos colocaram a unidade numa zona de morte, na qual o Furriel Miliciano Humberto Gonçalves Vaz tombou em combate.


5. Testemunhos de Camaradas e Homenagem de Sangue


Conforme registado no blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné, os sucedidos e a memória do militar foram preservados pelos testemunhos diretos dos seus camaradas de armas: o Ex-1.º Cabo António Cunha (1.º Cabo da CCaç 763), que presenciou a queda do militar a escassos metros de si durante a emboscada daquela madrugada; e o Ex-Furriel Miliciano Mário Fitas (Ranger / Operações Especiais da CCaç 763), que recordou o companheirismo e a profunda estima que a unidade nutria pelo Furriel Humberto Vaz.


Na altura, não estando prevista a cobertura governamental para os custos de transladação dos restos mortais dos combatentes tombados, os militares da CCaç 763 uniram-se num gesto extraordinário de fraternidade militar: descontaram proporcionalmente do seu próprio pré para custear integralmente o transporte do caixão.


Graças a essa atitude dos seus camaradas, os restos mortais do Furriel Humberto Gonçalves Vaz puderam regressar à sua terra natal, repousando no Cemitério de Viana do Castelo.


Paz à sua Alma
 

 
 

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