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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Castelo Branco

 

Para visualização dos conteúdos clique em vcada um dos sublinhados que se seguem:

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Castelo Branco

 Almaceda

 

 

Almaceda

 

Manuel da Costa Domingos

 

Soldado Atirador n.º 638/62

 

Companhia de Caçadores 510

 

Guiné: 20Jul a 06Nov1963 (data do falecimento)

 

MEMÓRIA E HOMENAGEM AO

SOLDADO ATIRADOR MANUEL DA COSTA DOMINGOS
N.º 638/62 - Companhia de Caçadores 510

I - IDENTIFICAÇÃO E ORIGEM

O Soldado Atirador n.º 638/62, Manuel da Costa Domingos, era natural da freguesia de Almaceda, concelho de Castelo Branco, filho de António Domingos e de Maria Emília, de estado civil solteiro.

Era Atirador da Companhia de Caçadores 510. Representa uma geração de jovens que cumpriram Portugal até ao sacrifício supremo.

A sua memória está indissociavelmente ligada à do seu camarada de armas, o Soldado Condutor Auto-Rodas n.º 1483/62, Domingos Rodrigues Torres, natural da freguesia de Santa Maria Maior, Viana do Castelo, falecido no mesmo instante e no mesmo local.

II - A MOBILIZAÇÃO E A PARTIDA PARA A GUINÉ

Foi mobilizado pelo Regimento de Infantaria 7 (RI7 - Leiria) «SINE SANGUINE VICTORIA NON EST» - «HONRA E GLÓRIA» para servir na Província Ultramarina da Guiné, como Atirador da Companhia de Caçadores 510.

A sua Unidade, a Companhia de Caçadores 510, com o mesmo lema, «SINE SANGUINE VICTORIA NON EST», era comandada pelo Capitão de Infantaria João Fernandes da Ressurreição.

No dia 14 de Julho de 1963, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no Navio Transporte de Tropas NTT ‘Índia’, integrado no seu grupo de combate, rumo ao estuário do rio Geba, em Bissau, onde desembarcou no dia 20 de Julho de 1963.

III - A ACTIVIDADE OPERACIONAL NO SECTOR DE XITOLE

Após o desembarque e curta permanência em Bissau, em que foi integrada no Batalhão de Caçadores 236, a fim de substituir, transitoriamente, a Companhia de Caçadores 153 até à chegada da Companhia de Caçadores 154, a CCac 510 assumiu, em 10 de Agosto de 1963, a responsabilidade do sector de Xitole, então criado, com um pelotão destacado em Saltinho, tendo substituído os efectivos da Companhia de Caçadores 412 ali estacionados e ficado integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 506 e depois do Batalhão de Caçadores 697.

Por períodos variáveis, destacou forças para guarnecer outras localidades e pontos sensíveis da sua zona de acção, nomeadamente Quirafo, Camamungo, Cossé, Galomoro e a ponte do rio Pulom, entre outras. Pelotões seus tomaram parte em acções em reforço das guarnições de Canquelifá, Ponta Varela e Ponta do Inglês.

Tal como consta do Documento n.º 2, em 16 de Julho de 1965, a Companhia foi rendida pela CCac 818 e recolheu a Bissau, onde permaneceu até ao embarque de regresso, em situação de reserva do Comando-Chefe. O Soldado Manuel da Costa Domingos não chegou a esse dia. Cumpriu o seu dever nos primeiros três meses da comissão.

IV - O SACRIFÍCIO SUPREMO - 5 DE NOVEMBRO DE 1963

No dia 5 de Novembro de 1963, no itinerário Xitole - Bambadinca, na Província Ultramarina da Guiné a viatura em que seguia accionou uma mina anticarro.

Em consequência da explosão, faleceu devido a ferimentos em combate, juntamente com o seu camarada Soldado Condutor Auto-Rodas Domingos Rodrigues Torres.

Após o seu falecimento foi sepultado no cemitério de Bafatá. Em Dezembro de 2008, os seus restos mortais foram, tal como os do seu camarada de Santa Maria Maior, trasladados para o Ossário da Liga dos Combatentes, no cemitério de Bissau, na Guiné-Bissau, onde repousa com os seus camaradas de armas.

V - DO DEVER DE MEMÓRIA

A Guerra do Ultramar ceifou a vida a milhares de jovens portugueses. Quando dois camaradas tombam juntos, na mesma viatura, no mesmo troço de estrada, a memória de um não pode viver sem a do outro.

Se em Viana do Castelo se constata a falta de um memorial onde constem os nomes dos militares do concelho tombados na Guerra do Ultramar, conforme referido na homenagem ao Soldado Domingos Rodrigues Torres, o mesmo dever de memória se impõe em Castelo Branco para com o Soldado Manuel da Costa Domingos.

Que o nome de ambos, tombados a 5 de Novembro de 1963 em Xitole-Bambadinca, seja lembrado em conjunto, como viveram e morreram: juntos, ao serviço da mesma Companhia, da CCac 510.

VI - HOMENAGEM FINAL

Ao Soldado Atirador Manuel da Costa Domingos, n.º 638/62, da Companhia de Caçadores 510.

Ao seu camarada inseparável desse dia, Soldado Condutor Auto-Rodas Domingos Rodrigues Torres, n.º 1483/62.

À sua família, à freguesia de Almacenda, a Castelo Branco, à CCac 510 e a todos os que com eles serviram.

Prestamos a nossa mais profunda e respeitosa homenagem.

Que as suas Almas descansem em Paz.

HONRA E GLÓRIA.
SINE SANGUINE VICTORIA NON EST.

 

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