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Condecorações

Abílio Lourenço Vinhas, Alferes Mil.º de Infantaria, da Ccac509

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

 

Abílio Lourenço Vinhas

 

Alferes Mil.º de Infantaria  

 

Comandante de pelotão da

 

Companhia de Caçadores 509
 

Guiné: 20Jul1963 a 25Ago1965

 

Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma

 

Louvor Individual

 

Abílio Lourenço Vinhas, Alferes Mil.º de Infantaria.


Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 7 (RI7 - Leiria) «SINE SANGUINE VICTORIA NON EST» - «HONRA E GLÓRIA» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné.


No dia 14 de Julho de 1963, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Índia’, como comandante de pelotão da Companhia de Caçadores 509 (CCac509), rumo ao estuário do Geba, onde desembarcou no dia 20 de Julho de 1963.


A sua subunidade de infantaria, comandada pelo Capitão de Infantaria Francisco Alberto Cabral Couto, após o desembarque, seguiu, em 04 de Agosto de 1963, para a zona Leste, onde assumiu a responsabilidade do subsector de Piche, então criado, em consequência da remodelação do dispositivo e dos efectivos, então verificada. Com pelotões destacados em Buruntuma e Canquelitá, (este até à criação do respectivo subsector em 24 de Fevereiro de 1965, com a Companhia de Caçadores 727 (CCac727), ficou integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 506 (BCac506) e, depois de nova reformulação dos sectores, no dispositivo do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512) e ainda, depois, no do Batalhão de Cavalaria 705 (BCav705).


Por períodos variáveis, destacou ainda forças para guarnecer outras povoações do sector, nomeadamente Cantacunda, Chaúra, Cantiré, Camassuli, Sinchã Coi e Sinchã Joté e realizou operações nas regiões de Piai-Nigi, Bucurés, Cabuca e Campada, entre outras, tendo nesta última apreendido bastante material ao inimigo.


Louvado por serviços prestados na Guiné Portuguesa, publicado na Ordem de Serviço n.º 6, de 11 de Maio de 1965, do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné.


Em 10 de Agosto de 1965, foi rendida no subsector de Piche pela Companhia de Caçadores 817 (CCac817) e recolheu em 14 de Agosto de 1965 a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.

 

Em 25 de Agosto de 1968, embarcou no NTT 'Niassa' de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 31 de Agosto de 1965


Agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma, pela Portaria de 18 de Janeiro de 1966, publicada na Ordem do Exército n.º 5 – 2.ª série, página 421, de 01 de Março de 1966, e referenciado no Jornal do Exército n.º 77, página 39, de Maio de 1966:


Alferes Mil.º de Infantaria
Abílio Lourenço Vinhas


CCac509/BCac512 – RI7
Guiné


Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma


Publicada na Ordem do Exército n.º 5 – 2.ª série, página 421, de 01 de Março de 1966


Pela Portaria de 18 de Janeiro de 1966


Condecorado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos, com palma, por ter sido considerado ao abrigo da alínea a) do artigo 17.º, com referência ao parágrafo 2.º do artigo 51.º, do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o Alferes Miliciano de Infantaria Abílio Lourenço Vinhas, da Companhia de Caçadores n.º 509, Batalhão de Caçadores n.º 512 – Regimento de Infantaria n.º 7.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado naquela Ordem do Exército, páginas 429 e 430):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, adaptar, para todos os efeitos legais, o seguinte louvor, conferido na Ordem de Serviço n.º 6, de 11 de Maio de 1965, do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné Portuguesa, ao Alferes Miliciano de Infantaria Abílio Lourenço Vinhas, da Companhia de Caçadores n.º 509, Batalhão de Caçadores n.º 512, Regimento de Infantaria n.º 7, por durante a sua comissão de serviço militar nesta Província Ultramarina ter revelado excepcional qualidades do aprumo, carácter e desembaraço.


Como comandante do destacamento de Boruntuma, desde o início da sua comissão, mercê do seu dinamismo, cedo criou, pelas obras realizadas no seu aquartelamento, condições de vida razoáveis para os seus homens.


Pela intensa acção psicossocial desenvolvida na sua área, granjeou também a muita simpatia e respeito das populações nativas.


De salientar, entretanto, a extraordinária agressividade posta na luta ao inimigo, quando este, a partir de 15 de Janeiro passado, tentou a infiltração no seu subsector. Derrotando-o com pesadas baixas em vários encontros, explorando com extraordinária eficácia todas as notícias recebidas, transmitiu aos seus homens uma agressividade moral e confiança notáveis.


Pelas qualidades apontadas, os seus serviços devem, deste modo, ser considerados extraordinários, relevantes e distintos.
 

 

 

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