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Domingos
Francisco Botelho Gama, Sargento-Chefe de Infantaria.
"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom
que para preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA
e
nota
de óbito |
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Faleceu no 1.º semestre do ano de
2007 (DR n.º 161 – 2.ª série, de 22Ago2007) o veterano
Domingos
Francisco Botelho Gama
Sargento-Chefe de Infantaria
Moçambique: 21Fev1968 a 28Fev1970
Como 2.º Sargento de Infantaria da
Companhia de Caçadores 2322
Batalhão de Caçadores 2837
«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»
Guiné: 24Dez1971 a 28Mar1974
Como 1.º Sargento de Infantaria da
Companhia de Caçadores 3491 «É MUITO…!» -
«DULOMBI»
Batalhão de Caçadores 3872 «O INIMIGO VOS DIRÁ QUEM SOMOS»
Cruz de Guerra
de 4.ª classe
Prémio
Governador-Geral de Moçambique

Domingos Francisco Botelho Gama,
Sargento-Chefe de Infantaria.
Comissão de serviço em Moçambique, como 2.º
Sargento de Infantaria (21Fev1968
a 28Fev1970):
Mobilizado
pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 – Chaves) «SEMPRE EXCELENTES E
VALOROSOS» para servir Portugal na
Província
Ultramarina de Moçambique.
No dia 31 de Janeiro de 1968, na Gare Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz, integrado num dos
pelotões da Companhia de Caçadores 2322 (CCac2322) do Batalhão de
Caçadores 2837 (BCac2837) «SEMPRE EXCELENTES EVALOROSOS», rumo ao porto
da cidade de Porto Amélia, onde desembarcou no dia 21 de
Fevereiro
de 1968.
A sua subunidade de infantaria, comandada pelo Capitão de Infantaria
José Luís Guerreiro Portela, após o desembarque, foi colocada em Mataca,
onde rendeu a
Companhia
de Artilharia 1599 (CArt1599) «PELA PÁTRIA LUTAR»; de Fevereiro de 1968
a Setembro de 1969, efectuou acções de contra guerrilha, através de
patrulhamentos e nomadizações nas regiões de Goli, Altare, Carriana,
Calambo, Mitumba, Quissanga, Panguia, Regule, Narrara, Nantomba, Escola,
Mahate, Alifa, serra do Mapé e dos rios Mapi, Messalo, Mitece, Unho e
Napeu, escoltas a colunas logísticas e abertura dos itinerários de
Mataca para Macomia, Mitumba e Muaguide, designadamente as operações
"Beta 1 e 2", "Olho Vivo" e "Leão"; tomou parte nas operações "Dragão
Vermelho", "Dragão Prateado", "Agora Vai", "Bate Certo", "Serpente" e
"Iniciação 1, 2 e 3".
Louvado por feitos em combate no teatro de operações de Moçambique, pelo
despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique, de 26 de
Fevereiro de 1969, publicado na Ordem de Serviço n.º 20, de 12 de Março
de 1969, do Quartel-General da Região Militar de Moçambique.
Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, por despacho de
Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique, de 17 de Abril de
1969, publicado na Ordem do Exército n.º 17 – 3.ª série, de 1969, e
referenciado no Jornal do Exército n.º 116, página 36, de Agosto de
1969:
2.º
Sargento de Infantaria
DOMINGOS FRANCISCO BOTELHO GAMA
CCac2322/BCa2837 - BC10
MOÇAMBIQUE
4.ª CLASSE
Transcrição
do Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 17 – 3.ª série, de 1969.
Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 12.º
do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667,
de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Moçambique, de 17 de Abril de 1969, o 2.º Sargento de
Infantaria, Domingos Francisco Botelho Gama, da Companhia de Caçadores
n.º 2322 do Batalhão de Caçadores n.º 2837 - Batalhão de Caçadores n.º
10.
Transcrição
do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 20, de 12 de Março de 1969, do
Quartel-General da Região Militar de Moçambique):
Que, por seu despacho de 26 de Fevereiro de 1969, louvou o 2.º Sargento
de Infantaria, n.º 51788811, Domingos Francisco Botelho Gama, da
Companhia de Caçadores n.º 2322 do Batalhão de Caçadores n.º 2837,
porque, quando do ataque inimigo ao estacionamento da sua Companhia, em
15 de Outubro de 1968, correu logo para a sua posição e com grande
serenidade e sangue-frio, organizou a defesa desse sector, que
enfrentava um dos maiores esforços do inimigo. Com a sua experiência de
combate, e expondo-se constantemente, para poder fazer fogo ajustado
sobre o inimigo, galvanizou os seus camaradas e subordinados, levando-os
a repelir o inimigo e a comportarem-se com brilhantismo.
Terminado o ataque nesse sector, e apercebendo-se de que havia outro
sector empenhado, logo para ali correu, continuando a contribuir
poderosamente para a vitória das nossas tropas.
Deu, assim, provas de grande coragem, valentia, serenidade debaixo de
fogo e desprezo pelo perigo, pelo que é credor do reconhecimento público
e digno de ser apontado como exemplo.
Distinguido com o Prémio Governador-Geral de Moçambique, publicado no
Jornal do Exército n.º 118, página 58, de Outubro de 1969 (transcrição):
“Pelo
excepcional sangue-frio e serenidade debaixo de fogo que revelou no
decorrer de um ataque ao estacionamento da sua Companhia, expondo-se
constantemente ao fogo inimigo para poder fazer fogo ajustado com a sua
arma e orientar o esforço dos homens sob o seu comando, os quais
galvanizou pelo seu exemplo levando-os a brilhante comportamento na
imediata e eficiente reacção ao ataque.
Resolvida a situação
no seu sector, pela retirada do in. e apercebendo-se que em outro sector
o in. reforçava o seu esforço de ataque, logo ali acorreu prontamente a
reforçar a defesa dando mais uma vez provas de um notável desprezo pela
vida e exacta noção das suas responsabilidades, em muito contribuindo
com o seu comportamento para o fracasso do ataque in.
É condecorado com a Cruz de Guerra
de 4.ª Classe.”

 Em
Setembro de 1969, a sua subunidade de infantaria foi rendida em Mataca,
pela Companhia de Caçadores 2555 (CCac2555) «CHACAIS DA MATACA» do
Batalhão de Caçadores 2881 (BCac2881) «OUSADOS» e transferida para
Lourenço Marques, onde rendeu a Companhia de Caçadores 1714 (CCac1714)
do Batalhão de Caçadores
 1918
(BCac1918) «FOGO»; foi retirada definitivamente ao batalhão, ficando sob
o comando do Batalhão de Caçadores 18 (BCac18 - Lourenço Marques)
«PRIMEIRO ENTRE OS IGUAIS»; até final da comissão executou
patrulhamentos na cidade e zona limítrofes.
Em 28 de Fevereiro de 1970, regressou à Metrópole.
Comissão de serviço na Guiné, como 1.º Sargento de
Infantaria
(24Dez1971 a 28Mar1974):
Mobilizado
pelo Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes) «EXCELENTE E VALOROSO»
para servir Portugal na
Província
Ultramarina da Guiné.
No dia 18 de Dezembro de 1971, na Gare Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Angra do Heroísmo’, integrado na
Companhia de Caçadores 3491 (CCac3491) «É MUITO…!» - «DULOMBI» do
Batalhão de Caçadores 3872 (BCac3872) «O INIMIGO
VOS
DIRÁ QUEM SOMOS», rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde
desembarcou
no dia 24 de Dezembro de 1971.
A sua subunidade de infantaria, comandada pelo Capitão Mil.º de
Artilharia Fernando de Jesus Pires, após o treino operacional e
sobreposição com a Companhia de Caçadores 2700 (CCac2700) do
Batalhão
de Caçadores 2912 (BCac2912) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROOS» desde 24 DE
Janeiro de 1972, assumiu a responsabilidade do subsector de Dulombi em
08 de Março de 1972, tendo deslocado um pelotão para reforço da
guarnição de Cancolim até 22 de Setembro de 1972; em 09Março de 1973,
por extinção do subsector de Dulombi e sua integração no subsector de
Galomaro, foi transferida para
esta
localidade, tendo assumido a responsabilidade do respectivo subsector,
então atribuído à Companhia de Comando e
Serviços
(CCS) do batalhão, entretanto, desde 04 de Maio de 1973, cedeu um
pelotão para reforço da guarnição de Piche, no sector do Batalhão de
Caçadores 3883 (BCac3883) «NOBREZA NO DEVER», o qual foi deslocado, a
partir de finais de Agosto de 1973, para Nova
Lamego,
ficando então em reforço do Batalhão de Cavalaria 3854 (BCav3854)
«CUMPRIR»
e depois do Batalhão de Artilharia 6523/73 (BArt6523/73) «HONRA E
DEVER»; em 08 de Março de 1974, foi rendida pela 1.ª Companhia do
Batalhão de Caçadores 4518/73 (1ª/BCac4518/73) e recolheu seguidamente a
Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.
Em 28 de Março de 1974, embarcou no NTT ‘Niassa’ de regresso à
Metrópole, onde desembarcou no dia 04 de Abril de 1974.
Faleceu no primeiro semestre do ano de 2007 (DR n.º 161 – 2.ª série, de
22Ago2007).
Paz à sua Alma


A fotografia foi
extraída da
Jornal do Exército n.º 118, página
58, de Outubro de 1969,
e que foi posteriormente processada
por inteligência artificial.
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