Faleceu no dia 6 de Fevereiro de
1997, o veterano


Fernando dos Santos Vilaverde
Capitão Mil.º de
Infantaria na situação de reforma
Angola: 1961 a
1963
Comandante de
pelotão de
Companhia de
Caçadores 187
Batalhão de
Caçadores 186
«AÇO»
«DISTINTOS E
ADMIRÁVEIS BRIGAREMOS SEM PÃO»
Medalha de Prata de Valor Militar
com palma
Louvor Individual
Fernando dos Santos Vilaverde,
Capitão Mil.º de Infantaria na
situação de reforma, filho de Mário
Valverde e de Júlia Santos;
Em 1 de Novembro de 1960,
Aspirante-a-Oficial Miliciano de
Infantaria do Regimento de
Infantaria 12
(RI12-Coimbra) «FIRMES
COMO ROCHAS» na situação de
disponibilidade, promovido a Alferes
Miliciano;
Em 30 de Maio de 1961, colocado no
Regimento de Infantaria 5 (RI5 -
Caldas da Rainha) «ONDE ESTIVER SOU
PENHOR DE DIGNIDADE E VALOR»;

Em 18 de Julho de 1961, tendo sido
mobilizado pelo Regimento de
Infantaria 2 (RI2 - Abrantes)
«EXCELENTE E VALOROSO» para servir
Portugal na Província Ultramarina de
Angola, embarca
em Lisboa no NTT
"Moçambique" rumo ao porto de
Luanda, como comandante de pelotão
da Companhia de Caçadores 187
(CCac187) do Batalhão de Caçadores
186 (BCac186) «AÇO» - «DISTINTOS E
ADMIRÁVEIS BRIGAREMOS SEM PÃO»;
Em 30 de Setembro de 1963, agraciado
com a Medalha de Prata de Valor
Militar com palma, por relevantes
acções em combate no dia 12 de Julho
de 1963:
Alferes Miliciano de Infantaria
FERNANDO DOS SANTOS VILAVERDE
CCac187/BCac186 - RI2
ANGOLA
Grau: Prata, com palma
Transcrição do louvor publicado na
Ordem do Exército n.º 11 – 2.ª
série, de 1963:
Por Portaria de 30 de Setembro de
1963:
Louvado o Alferes Miliciano de
Infantaria, da Companhia de
Caçadores n.º 187, do Batalhão de
Caçadores n.º 186, Fernando dos
Santos Vilaverde, porque se revelou
extraordinariamente esforçado e
possuidor de um espirito de
sacrifício notável, no
desenvolvimento de uma actividade
operacional digna do maior realce.
Mentalizando todos os elementos do
seu Pelotão na melhor maneira de
actuar, conseguiu, com o seu comando
e exemplo, excelente acção e
colaboração dos seus subordinados.
Actuando com muita agressividade, de
forma metódica, calma, muito
ardilosa, usando de iniciativa muito
a propósito, adquirindo do inimigo e
do terreno um conhecimento profundo,
tem executado acções em que a
eficiência da sua forma de actuar
atingiu um elevado grau, atestado
pelo grande número de prisioneiros
conseguido, quantidade de baixas
infligidas, documentos capturados e
quartéis destruídos.
Possuidor de uma resistência física
notável, de uma imaginação viva e de
uma coragem agressiva na sua
actuação, orienta as acções que lhe
são atribuídas com eficiência, bem
patenteada nos seus resultados. Só
com tais qualidades poderia ter
conseguido num golpe de mão
brilhantemente conduzido, aprisionar
o António Castro, um dos chefes
terroristas da região, após uma
actuação particularmente dura, na
qual nem a densidade das matas, nem
o caudal do rio Mujolo, constituíram
obstáculo para o bom termo da sua
missão.
Por vezes revelou também tão
imaginosos ardis que, desconcertando
inteiramente o inimigo, lhe viriam a
permitir fazer uma numerosa colheita
de prisioneiros e a exploração
imediata das suas informações. Foi
desta forma que no dia 12 de Julho,
na região de Quipossa, dispondo os
seus homens em dois núcleos, de tal
forma hábil na conjugação dos seus
esforços, que, fosse qual fosse a
direcção donde os elementos inimigos
aparecessem, seriam empurrados para
uma das emboscadas ali preparadas;
admitindo que a acção não decorresse
inteiramente como fora delineada,
chegou ao pormenor de prever, para
os possíveis transviados, o
lançamento de granadas ofensivas à
sua frente, o que os obrigaria a
entregarem-se totalmente vencidos.
Assim aconteceu com os dois
prisioneiros feitos nessa ocasião,
os quais, em exploração imediata das
suas indicações, o levaram à
destruição de duas sanzalas daquela
região.
Em todas as acções em que tomou
parte, deu sempre provas de ser um
chefe de grande valor, inteiramente
alicerçado em raras qualidades de
abnegação, heroísmo, valentia e
coragem, arriscando por vezes a
própria vida.
Oficial extraordinariamente
aprumado, de uma serenidade e
honestidade dignas de realce,
constitui um exemplo a apontar e a
distinguir pelo muito que tem
contribuído para honra e prestígio
do Exército.
Transcrição da Portaria que
concede a condecoração, publicada na
mesma Ordem do Exército:
Por Portaria de 30 de Setembro de
1963:
Condecorado com a Medalha de Prata
de Valor Militar, com palma, nos
termos do § 1.º do artigo 51.º, com
referência ao artigo 7.º, do
Regulamento da Medalha Militar, de
28 de Maio de 1946:
Alferes Miliciano de Infantaria,
Fernando dos Santos Vilaverde, da
Companhia de Caçadores n.º 187, do
Batalhão de Caçadores n.º 186 —
Regimento de Infantaria n.º 2,
porque conseguiu com o seu comando,
exemplo e excelente acção e
colaboração dos seus subordinados,
actuar com muita agressividade, de
forma metódica e calma, muito
ardilosa, usando de iniciativa e
adquirindo do inimigo e do terreno
um conhecimento profundo, que lhe
permitiu a execução eficiente de
acções que infligiram ao inimigo
grande número de prisioneiros,
baixas, captura de documentos e
destruição de quartéis.
Em todas as acções em que tomou
parte, deu sempre provas de ser um
chefe de grande valor, raras
qualidades de abnegação, heroísmo,
valentia e coragem, arriscando por
vezes a própria vida.
Em 2 de Novembro de 1963, embarca em
Luanda no NTT "Niassa" de regresso à
Metrópole;
Em 20 de Novembro de 1963, colocado
no Centro de Instrução de Condução
Auto 1 (CICA1) «AGE QUOD AGIS» /
Regimento de Artilharia Pesada 2
(RAP2 - Figueira da Foz) «BRAVOS E
SEMPRE LEAIS»;
Em 1 de Dezembro de 1963, promovido
a Tenente Miliciano na
disponibilidade;
Em 28 de Julho de 1975, colocado na
Guarda Nacional Republicana (GNR)
«PELA LEI E PELA GREI» e promovido a
Capitão Miliciano de Infantaria.
Faleceu no Hospital de Santo
António, no Porto, em consequência
de uma queda de um cavalo, próximo
da sua residência
Paz à sua Alma