Carlos dos Santos Dias, Alferes Mil.º de
Infantaria
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas, mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

Carlos
dos Santos Dias
Alferes Mil.º de Infantaria, n.º 04796764
Comandante de Grupo de Combate da
Companhia de Caçadores 1549
«JAGUDIS DE BOLANHA»
Batalhão de Caçadores 1888
«…VENDO TRATANDO E PELEJANDO»
Guiné: 26Abr a 06Out1966 (data do
falecimento
Cruz de Guerra de 2.ª
classe
(Título
póstumo)
Louvor Individual
(Título
póstumo)
Carlos dos Santos Dias, Alferes Mil.º
de Infantaria, n.º 04796764, natural
da
freguesia de Queluz, concelho de Sintra, filho de João
Dias e de Maria da Nazaré dos Santos Dias, solteiro.
Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 1 (RI1 -
Amadora) «UBI GLORIA, OMNE PERICULUM DULCE» para servir
Portugal na
Província
Ultramarina da Guiné.
No dia 20 de Abril de 1966, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Uíge’, como
comandante de Grupo de Combate da Companhia de Caçadores
1549 (CCac1549)
«JAGUDIS
DE BOLANHA» do Batalhão de Caçadores 1888 (BCac1888)
«…VENDO TRATANDO E PELEJANDO», rumo ao estuário do Geba
(Bissau), onde desembarcou no dia 26 de
Abril
de 1966.
A sua subunidade de infantaria, comandada pelo Capitão
Mil.º de Infantaria José Luís Adrião de Castro Brito,
após o desembarque seguiu para Tite, a fim de substituir
o Esquadrão de Cavalaria 677 (ECav766), como
subunidade
de intervenção e reserva do sector, com um pelotão
destacado em Fulacunda, até 28 de Junho de 1966 e outro
em Enxudé, a partir de 30 de Maio de 1966 ficando
integrada
no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 1860
(BCac1860) e depois do Batalhão de Artilharia 1914
(BArt1914) «SEM TEMOR» - «EM PERIGOS E GUERRAS
ESFORÇADOS», tendo actuado em diversas operações
efectuadas na região de Fulacunda.
Faleceu no dia 06 de Outubro de 1966, no itinerário
Fulacunda – Gã Formoso, na bolanha em frente da mata de
Gã Formoso, em consequência ferimentos em combate.
Paz à sua Alma.
Está inumado no cemitério paroquial de Queluz, no
concelho de Sintra.

Recorte extraída do facebook
do sítio de
Joaquim Ramiro Oliveira
Por proposta do Comandante Militar da
Guiné, foi louvado, a título póstumo, por feitos em
combate no teatro de operações da Guiné, por despacho do
Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 01 de
Novembro de 1966, publicado nas Ordens de Serviço n.º
09/66 de 09 de Novembro de 1966, do Comando-Chefe das
Forças Armadas da Guiné e n.º 46, de 17 de Novembro de
1966, do Quartel-General do Comando Territorial
Independente da Guiné.
Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe,
pela Portaria de 07 de Março de 1967, publicado na Ordem
do Exército n.º 7 – 2.ª série, página 711, de 01 de
Abril de 1967, e referenciado no Jornal do Exército n.º
89, página 36, de Maio de 1967:
Alferes
Miliciano de Infantaria
CARLOS DOS SANTOS DIAS
CCac1549/BCac1888 - RI1
GUINÉ
2.ª CLASSE (Título póstumo)
Transcrição da
Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 7 - 2.ª
série, página 711, de 01 de Abril de 1967.
Por Portaria de 07 de Março de 1967:
Condecorado, a título póstumo, com a Cruz de Guerra de
2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do
Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946,
por serviços prestados em acções de combate na Província
da Guiné Portuguesa, o Alferes Miliciano de Infantaria,
Carlos dos Santos Dias, da Companhia de Caçadores n.º
1549 do Batalhão de Caçadores n.º 1888 - Regimento de
Infantaria n.º 1.
Transcrição do
louvor que originou a condecoração.
(Publicado nas Ordens de Serviço n.º 09/66 de 09 de
Novembro de 1966, do Comando-Chefe das Forças Armadas da
Guiné e n.º 46, de 17 de Novembro de 1966, do
Quartel-General do Comando Territorial Independente da
Guiné):
Por seu despacho de 01 de Novembro de 1966 e proposta do
Comandante Militar da Guiné, louvou:
A título póstumo, o Alferes Miliciano de Infantaria,
Carlos dos Santos Dias, que foi da Companhia de
Caçadores n.º 1549, morto em combate no dia 06 de
Outubro do corrente ano, pelas provas de valentia,
coragem, serenidade, sangue-frio e espírito de
sacrifício que sempre evidenciou em todas as acções de
combate em que se encontrava empenhado.
Durante a operação "Nalu", quando progredindo no 1.º
escalão, a sua Companhia de Caçadores atravessava uma
bolanha, foi com o seu Grupo de Combate enquadrado pelo
fogo inimigo que se entrincheirava na mata em frente.
Com o seu exemplo, encorajando os seus homens, o Alferes
Dias atirou-se denodadamente para a frente procurando
desencorajar o inimigo que, entretanto, começava a ser
neutralizado por uma cortina de fumos. Quis o destino
que uma bala traiçoeira e um estilhaço o prostrassem
para sempre.
Corajosa e abnegadamente o Alferes Dias deu sobejas
provas de sangue-frio, espírito agressivo e desprezo
pela vida, que honestamente sacrificou na defesa do solo
sagrado da Pátria, tornando-se com o seu exemplo e
actuação merecedor da admiração e respeito dos seus
concidadãos.

A foto foi
extraída do recorte acima
identificado, e que foi posteriormente processada
por inteligência artificial.