José Manuel Ribeiro
Baptista, Alferes de Infantaria, da
CCac1517
"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom
que para preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

José
Manuel Ribeiro Baptista
Alferes de Infantaria
Companhia de Caçadores
1517
Angola: 05Jan a 17Mar1967 (data do
falecimento)
Cruz de Guerra de 2.ª
classe
(Título póstumo)
Homenagem de Honra,
Glória e Memória
Em Memória do Alferes
de Infantaria José Manuel Ribeiro Baptista
(1945 – 1967)
"A sua
decisão, valentia e compreensão profunda do que é o
espírito de missão, tornam-no totalmente credor desta
última homenagem para quem, em combate, generosa e
conscientemente, fez pela Pátria o sacrifício máximo da
sua vida."
I. As Origens e a
Formação do Oficial
Natural
da histórica cidade de Chaves, nascido a 6 de fevereiro
de 1945, José Manuel Ribeiro Baptista era filho de
António Baptista e de Nazaré Gomes Ribeiro Baptista.
Imbuído de um forte sentimento de dever e vocação
militar, ingressou na Academia Militar a 20 de setembro
de 1963 (n.º 126 do Corpo de Alunos), onde moldou o
caráter, a disciplina e as virtudes de comando que o
distinguiriam como um promissor Oficial do Quadro
Permanente do Exército Português.
II. A Mobilização e o
Teatro de Operações de Angola
No
âmbito da Guerra do Ultramar, foi mobilizado como
Alferes de Infantaria para o Teatro de Operações de
Angola pelo Regimento de Infantaria n.º 1 (RI1 -
Amadora),
integrando a Companhia de Caçadores 1517 (CCac 1517),
sob o comando do Capitão de Infantaria Armando Pernil de
Magalhães Taborda.
Em estágio de oficiais do QP na CCac
1517, o Alferes Ribeiro Baptista evidenciou desde logo
uma invulgar capacidade de liderança.
Oferecendo-se
voluntariamente para todas as missões de maior perigo,
soube mentalizar e motivar os seus subordinados para os
sacrifícios exigidos pelas exigências do combate,
conduzindo com excecional aprumo todas as ações sob o
seu comando.
III. O Acto do
Sacrifício Supremo
No dia 17 de março de 1967, no
cumprimento de uma árdua missão de serviço — a escolta a
uma coluna de reabastecimento e o reconhecimento da
futura zona de ação da sua Companhia —, o Alferes
Ribeiro Baptista tomou conhecimento da presença de um
acampamento inimigo na região de Sessa (estrada Sessa –
Muié, a 20 km de Sessa, Luchaze).
Demonstrando grande determinação e sem
a mais leve hesitação, decidiu por sua iniciativa
avançar sem demora para neutralizar a ameaça que pairava
sobre as populações locais. No decorrer dessa ação
audaciosa, a sua força foi vítima de uma emboscada. No
cumprimento do dever e na linha da frente, o Alferes
José Manuel Ribeiro Baptista tombou em combate, aos 22
anos de idade, vítima de ferimentos de guerra.
IV.
Condecoração e Reconhecimento Póstumo
A demonstrada elevação moral, a
nobreza de atitudes e o cumprimento exemplar do dever
valeram-lhe o louvor póstumo publicado na Ordem de
Serviço n.º 16/1967 do CCFAA e n.º 75/1967 do
Quartel-General da Região Militar de Angola.
Por Portaria de 20 de fevereiro de
1968 (publicada no Ordens do Exército n.º 6 – 2.ª série,
de 1968),
foi-lhe atribuída, a título póstumo, a Medalha da Cruz
de Guerra de 2.ª Classe, ao abrigo dos artigos 9.º e
10.º do Regulamento da Medalha Militar, perpetuando o
seu nome na galeria dos heróis que honraram a farda e a
bandeira do Exército Português.
Honra à sua Memória. Glória ao seu
Exemplo.
Jaz no Cemitério de
Chaves, na sua terra natal, onde repousa em paz e na
consideração eterna dos seus concidadãos e da Pátria.
