
Com a devida
vénia, foto do militar extraída do
blogue
Luís Graça & Camaradas da Guiné
José Lima da Silva
Soldado de
Infantaria n.º 08179565
Companhia de Caçadores 1496
Batalhão de
Caçadores 1876
«DETERMINAÇÃO -
TENACIDADE – AGRESSIVIDADE»
Guiné: 26Jan1966 a 04Nov1967
Cruz de Guerra de 4.ª classe
HOMENAGEM AO SOLDADO JOSÉ LIMA DA
SILVA
Soldado de
Infantaria n.º 08179565
Condecorado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 4.ª Classe
Companhia de Caçadores 1496 /
Batalhão de Caçadores 1876 - RI 2
Divisa: DETERMINAÇÃO - TENACIDADE -
AGRESSIVIDADE
Guiné 1966-1967
1.
O Soldado e a sua Comissão
JOSÉ LIMA DA
SILVA, Soldado de Infantaria, n.º
08179565, da Companhia de Caçadores
1496.
No
dia 20 de Janeiro de 1966, na Gare
Marítima
da Rocha do Conde de Óbidos, em
Lisboa, embarcou no NTT
‘Uíge’ integrado num Grupo de
Combate da CCac1496 do BCac1876,
rumo ao estuário do Geba, em Bissau,
onde desembarcou no dia 26 de
Janeiro de 1966.
Regressou
à Metrópole embarcando no NTT ‘Uíge’
no dia 04 de Novembro de 1967,
desembarcando no dia 10 de Novembro
de 1967.
Pelos feitos
praticados em combate, foi agraciado
com a Cruz de Guerra de 4.ª classe,
que lhe foi imposta no dia 10 de
Junho de 1968, perante as Forças
Armadas Portuguesas reunidas em
parada na Praça do Município / Praça
Almeida Garrett, no Porto, em
cerimónia presidida pelo Ministro da
Economia, Dr. José Gonçalo Correia
de Oliveira.
2.
A sua Subunidade - Companhia de
Caçadores 1496 - Actividade
Operacional
A CCac1496 era
comandada pelo Capitão de Infantaria
António
Fernando
Soares Barbosa, integrada no
Batalhão de Caçadores 1876.
A sua actividade
operacional no Teatro de Operações
da Guiné foi a seguinte:
A CCac1496 ficou
inicialmente estacionada
em Bissau,
em substituição da Companhia de
Artilharia 643, ficando integrada no
dispositivo do seu batalhão, com
vista à segurança e protecção das
instalações e das populações da
área.
Em 05 de Abril de
1966, iniciou o deslocamento para
Pirada, por escalões, a fim de
render, por troca, a Companhia de
Artilharia 676.
Em 11
de Abril de 1966, assumiu a
responsabilidade
do respectivo subsector com um
pelotão destacado em Paúnca, ficando
integrada no dispositivo e manobra
do Batalhão de Cavalaria 757 e
depois do Batalhão de Caçadores
1877.
Em 21
de Fevereiro de 1967, foi rendida no
subsector
de Pirada pela Companhia de
Caçadores 1499, tendo depois seguido
para Bula, a fim de render em 02 de
Março de 1967 a Companhia de
Artilharia 1526, ficando novamente
integrada no dispositivo e manobra
do seu batalhão, em missão de
intervenção e reserva do sector.
Em 21
de Setembro de 1967, foi rendida
pela Companhia de Cavalaria 1693 e
recolheu em 06 de Outubro de 1967 a
Bissau, a fim de aguardar o embarque
de regresso.
3.
O Acto de Bravura - Texto que
concedeu a Medalha
Transcrição do
Despacho publicado na Ordem do
Exército n.º 3 — 3.ª série, de 1968:
Agraciado
com a Cruz de Guerra de 4.ª classe,
nos termos do artigo 2.º do
Regulamento da Medalha Militar,
promulgado pelo Decreto n.º 35 667,
de 28 de Maio de 1946, por despacho
do Comandante-Chefe das Forças
Armadas da Guiné, de 05 de Dezembro
de 1967, o Soldado n.º 08179565,
José Lima da Silva, da Companhia de
Caçadores n.º 1496 do Batalhão de
Caçadores n.º 1876 — Regimento de
Infantaria n.º 2.
Transcrição do
louvor que originou a condecoração -
Publicado na Ordem de Serviço n.º
50, de 09 de Novembro de 1967, do
Quartel-General do Comando
Territorial Independente da Guiné:
Louvo
o Soldado n.º 8179565, José Lima da
Silva, da Companhia de Caçadores
1496 do Batalhão de Caçadores 1876 –
Regimento de Infantaria 2 porque,
como municiador de "bazooka", ter
demonstrado possuir elevadas
qualidades de coragem, abnegação e
desprezo pelo perigo, bem
patenteadas na Operação "Brusca" e
na emboscada que a coluna em que
seguia sofreu na estrada Bula-Binar,
em 03 do corrente, entre outras.
Nunca
se notou no Soldado Lima da Silva,
outra preocupação que não fosse a de
municiar constante e eficazmente a
sua arma, desprezando o risco que a
sua vida corria sempre que, a peito
descoberto e debaixo de fogo, corria
a qualquer ponto da coluna, e
transportava as granadas ao
apontador, que em situação alguma
deixou de seguir, formando com ele
uma parelha de tal forma homogénea
que o Comandante do seu Grupo de
Combate não hesitou em classificá-la
como ideal para a sua utilização do
Lança-Granadas Foguete.
Tendo
por diversas vezes de substituir o
apontador da sua arma, nem por isso
deixou diminuídas as suas qualidades
de coragem e determinação,
encabeçando sempre a coluna com a
valentia e serena energia de quem
compreende o alto significado da sua
missão de combatente.
Considerado dos melhores elementos
da sua Companhia, muito se orgulham
os seus superiores de o poderem
apontar como exemplo de militar
extremamente educado, aprumado e
íntegro, dotado de personalidade
vincada, que o impõem ao respeito e
admiração de todos os camaradas.
Honra e Glória ao
Soldado José Lima da Silva.
A sua coragem a
peito descoberto debaixo de fogo
ficará para sempre como exemplo.

