Soldado
Pára-Quedista, n.º 1176/70
3.º Pelotão da
Companhia de
Caçadores Pára-Quedistas 121
Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 12
«UNIDADE E
LUTA»
Zona Aérea de
Cabo Verde e Guiné
«ESFORÇO E
VALOR»
Cruz de Guerra
de 3.ª classe
Manuel da Silva Peixoto, Soldado Pára-Quedista,
n.º 1176/70, nascido no dia 24 de Janeiro
de
1951, no lugar de Caxinas, na freguesia de Gião,
concelho de Vila do Conde, distrito do Porto;
Em 29 de Maio
de 1970, incorporado como voluntário no
Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP –
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM».
Em 2 de Julho de 1971, concluiu o 67.º Curso de Pára-
quedismo Militar,
pelo que lhe foi concedido o brevet n.º 9929.
Mobilizado pelo
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE
NUNCA
POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné, integrado no 3.º Pelotão
da Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 121 do
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12)
«UNIDADE
E LUTA» da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG)
«ESFORÇO E VALOR»;
Faleceu no dia 23 de Maio de 1973, nos
arredores de Guidage, em consequência de ferimentos em
combate, ocorrido durante a operação
Operação "MAMUTE DOIDO"
(parte do texto da operação);
Tinha 22 anos.
Paz à sua Alma
Louvado, a título póstumo, por
feitos em combate no teatro de
operações da Guiné, por despacho
de Sua Excelência o General
Comandante Chefe das Forças
Armadas da Guiné, de 12 de Março
de 1974;
Agraciado a com a Medalha da
Cruz de Guerra de 3.ª classe, a
título póstumo, pela Portaria de
18 de Abril de 1974, publicado
na Ordem de Serviço n.º 16, do
Comando-Chefe das Forças Armadas
da Guiné, de 23 de Março de
1974:
Soldado
Pára-quedista
MANUEL DA SILVA PEIXOTO
Medalha
da Cruz de Guerra de 3.ª Classe
Por portaria de 18 de abril de
1974
Sua Excelência o General
Comandante Chefe das Forças
Armadas da Guiné, por seu
despacho de 12MAR74, louvou:
A título póstumo, o Soldado
Pára-quedista N.º 1176/70 MANUEL
DA SILVA PEIXOTO, do BCP12,
pelos excelentes dotes de
combatente que revelou, ao longo
da sua comissão de serviço, no
Teatro de Operações da Guiné.
Apontador experiente de
metralhadora ligeira, deu o
melhor do seu esforço no
cumprimento das tarefas
operacionais atribuídas à sua
Subunidade, ainda que em
situações de evidente risco.
Na operação “TORDO CINZENTO/A”,
quando a força em que se
integrava teve contacto e ficou
sob fogo inimigo, reagiu, a
peito descoberto, com serenidade
e sangue frio batendo as
posições que aquele ocupava,
contribuindo, desta forma, para
os resultados obtidos.
A sua intervenção na operação
“MAMUTE DOIDO”, de igual modo
revelou corajoso e decidido
comportamento debaixo de fogo.
Apesar de envolvido em área
desprotegida, por forte
emboscada montada às NT, que
sofreram baixas, utilizou,
prontamente e com total desprezo
pela própria vida, a sua arma,
até que inesperada avaria desta
o colocou à mercê do inimigo,
que o atingiu provocando-lhe
ferimentos de que veio a
resultar a morte. Ao ser
socorrido, embora gravemente
ferido, não deixou de incutir o
melhor ânimo aos seus camaradas,
incitando-os a lutar.
Pelas qualidades evidenciadas e
alto exemplo de bem servir, o
Soldado PEIXOTO dignificou, em
campanha, as Forças Armadas da
Província da Guiné, ganhando jus
ao reconhecimento público.