Manuel Basílio Soares Domingues, Furriel Mil.º de
Infantaria;
Mobilizado
pelo Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 – Vila Nova
de Gaia) «BRAVOS E SEMPRE LEAIS» para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné;
No
dia 08 de Outubro de 1963, na gare Marítima da rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Ana
Mafalda’, integrado num dos pelotões da Companhia de
Artilharia 564 (CArt564) «BRAVOS E SEMPRE LEAIS», rumo
ao estuário do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 14
de Outubro de 1963;
A
sua subunidade de artilharia, comandada, sucessivamente,
pelo Capitão Mil.º de Artilharia Rodrigo Claro de
Albuquerque Menezes de Vasconcelos e pelo Capitão de
Artilharia António Manuel Fevereiro
Chambel,
em 18 de Outubro de 1963, rendendo a Companhia de
Artilharia 240 (CArt240), foi colocada no sector de
Bissau, com pelotões destacados em Nhacra e Quinhámel,
ficando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão
de Caçadores 600 (BCaç600), com vista a garantir a
segurança
das instalações e das populações da área; a partir de 24
de Dezembro de 1963, um pelotão foi destacado para Binar
e seguidamente para Teixeira Pinto, a fim de reforçar a
actividade
do Batalhão de Caçadores 507 (BCac507), enquanto outro
pelotão se instalou em Encheia, na zona de acção do
Batalhão de Caçadores 512 (BCac512) «HONRA E GLÓRIA», a
fim de ocupar aquela povoação; em 12 de Maio de 1964,
assumiu a responsabilidade do subsector de Nhacra,
então
criado, na zona de acção do Batalhão de Caçadores 600
(BCaç600), continuando, no entanto, a manter o pelotão
destacado em Encheia até 01 de Julho de 1964; em 01 de
Julho de 1964, por rotação com a Companhia de Caçadores
413
(CCac413),
assumiu a responsabilidade do subsector de Mansoa,
ficando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão
de Caçadores 512 (BCac512) «HONRA E GLÓRIA» e depois do
Batalhão de Artilharia 645 (BArt645) «ÁGUIAS NEGRAS» -
«BRAVOS SEMPRE FIEIS», sendo utilizada, cumulativamente,
na
função
de força de intervenção do sector, de 12 de Setembro de
1964 a Fevereiro d 1965 e actuando nas regiões de
Santambato, Cubonge e Mantefa; em 13 de Abril de 1965,
voltou a ter um pelotão destacado em Encheia, tendo
ainda mantido efectivos em Cutia, por períodos
variáveis; em 27 de Outubro de 1965, foi substituída no
subsector de Mansoa pela Companhia de Artilharia 644
(CArt644) do Batalhão de Artilharia 645 (BArt645)
«ÁGUIAS NEGRAS» - «BRAVOS SEMPRE FIEIS», tendo seguido
para Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.
Em 28 de Outubro de 1965, embarcou no NTT ‘Niassa’ de
regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 03 de
Novembro de 1965;
Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de
1.ª classe por feitos em combate no teatro de operações
da Guiné, pela Portaria de 12 de Abril de 1966,
publicado na Ordem do Exército n.º 13 – 3.ª série, de
1966, e referenciado na página 34 do Jornal do Exército
n.º 78, de Junho de 1966:
Furriel
Miliciano de Infantaria
MANUEL BASÍLIO SOARES DOMINGUES
CArt564/BArt 645 - RAP2
GUINÉ
1.ª CLASSE
Transcrição da
Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 13 – 3.ª
série, de 1966.
Por Portaria de 12 de Abril de 1966:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 1.ª
classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento
da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços
prestados em acções de combate na Província da Guiné
Portuguesa:
O Furriel Miliciano de Infantaria, Manuel Basílio Soares
Domingues, da Companhia de Artilharia n.º 564 adstrita
ao Batalhão de Artilharia n.º 645 - Regimento de
Artilharia Pesada n.º 2.
Transcrição do
louvor que originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do
Exército):
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
do Exército, adoptar para todos os efeitos legais, o
seguinte louvor conferido em Ordem de Serviço n.º 3, de
15 de Abril de 1965, do Comando-Chefe das Forças Armadas
da Guiné Portuguesa, ao Furriel Miliciano de Infantaria,
Manuel Basílio Soares Domingues, da Companhia de
Artilharia n.º 564 adstrita ao Batalhão de Artilharia
n.º 645 - Regimento de Artilharia Pesada n.º 2, porque,
em Janeiro de 1965, como comandante da Secção reforçada
que defendeu Cutia do ataque inimigo com numerosos
elementos fortemente armados, mostrou possuir o
conhecimento perfeito da sua função e do seu dever e,
com sangue-frio e moral excepcional e indiferente ao
perigo, acorreu continuamente aos diversos postos
ajudando a desencravar as armas, a transportar munições
e incutindo coragem.
Quando verificou que falhou a metralhadora ligeira do
principal abrigo defensivo, ajudado por duas praças,
veio para o exterior e lançando granadas de mão com uma
cadência impressionante levou o inimigo a retirar
deixando já dentro do arame farpado vários mortos e
diverso material de guerra, incluindo um lança-granadas
foguete.
Arriscando a vida, demonstrou extraordinária valentia,
abnegação e coragem, sendo de considerar heroico o seu
procedimento a que se fica devendo grande parte da
vitória obtida sobre o inimigo.
No dia 10 de Junho de 1966, perante as Forças Armadas
reunidas em parada no Terreiro do Paço, em Lisboa,
foi-lhe imposta a Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª
classe, in Diário de Lisboa n.º 15618, página 7, de 11
de Junho de 1966 -
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