Manuel Raposo Marques, Soldado
Atirador de Artilharia, n.º
18757368, natural da freguesia de
Corte do Pinto, concelho de Mértola,
distrito de Beja;
Mobilizado pelo Regimento de
Artilharia Ligeira 3 (RAL3 - Évora)
«HONRA E GLÓRIA» para servir
Portugal na
Província Ultramarina da
Guiné;
No dia 7 de Maio de 1969, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarca no NTT
‘Niassa’, integrado na Companhia de
Artilharia 2519 (CArt2519) «OS
MORCEGOS», rumo ao
estuário do Geba
(Bissau), onde desembarca no dia 12
de Maio de 1969;
A sua subunidade de artilharia,
comandada pelo Capitão de Artilharia
Jacinto Manuel Barrelas, em 19 de
Maio de 1969, foi instalada em
Mampatá, com a missão prioritária de
dar protecção aos trabalhos de
construção da estrada Buba - Aldeia
Formosa e assumiu a responsabilidade
do respectivo subsector, então
criado na zona de acção do Comando
Operacional 4 (COP4); após conclusão
da construção da estrada, em 9 de
Agosto de 1969, e mantendo-se em
Mampatá, passou a ter a missão
prioritária de contra penetração no
corredor de Missirã, em coordenação
estreita com outra subunidade do
sector – Companhia de Caçadores 2614
(CCac2614) do Batalhão de Caçadores
2892 (BCac2892) «POUCOS QUANTO
FORTES» -, mantendo-se integrada no
dispositivo e manobra do Comando
Operacional 4 (COP4) e depois do
Batalhão de Caçadores 2892
(BCac2892) «POUCOS QUANTO FORTES»,
causando ao inimigo baixas sensíveis
e capturando elevada
quantidade de
munições em diversas emboscadas; em
24 de Fevereiro de 1971, foi rendida
no subsector de Mampatá pela
Companhia de Caçadores 3326
(CCac3326) «OS SEMPRE OPERACIONAIS»,
recolhendo a Bissau, a fim de
aguardar o embarque de regresso;
Louvado e distinguido com o Prémio
Governador da Guiné, publicado no
Jornal do Exército n.º 128, página
52, de Agosto de 1970;
No dia 17 de Março de 1971, embarca
no NTT ‘Uíge’ de regresso à
Metrópole, onde desembarca no dia 22
de Março de 1971.
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Prémio Governador da Guiné
Soldado Atirador de Artilharia, n.º
1875738
MANUEL RAPOSO MARQUES
CArt2519 – RAL3
Guiné
Prémio Governador da Guiné
Publicado no Jornal do Exército n.º
128, página 52, de Agosto de 1970
Louvado pela maneira brilhante como
se tem conduzido em combate. A
referida praça é o exemplo vivo da
generosidade do nosso Soldado, em
tempo de guerra.
Quando o seu corpo de Combate não
sai, é voluntário para sair com
qualquer outro. Algumas vezes até
mesmo adoentado não deixa de sair
para o mato. Sendo assim não é de
admirar, que tenha tomado parte
praticamente em todos os contactos
da companhia e, como voluntário,
para seguir em frente do seu Grupo
de Combate.
No último contacto com o inimigo
mais uma vez se revelou o seu
espírito de abnegação e sangue-frio
debaixo de fogo, pois, apesar de
estar a ser batido pelo fogo
inimigo, nem por isso deixou de
cobrir a retirada do seu Comandante
de Secção quando este se encontrava
ferido.
