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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos aos Combatentes
e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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no
sublinhado
Listagem dos mortos naturais do concelho
da
Santa Maria da Feira

Lobão
Manuel
Pinto de Castro

Soldado Condutor Auto-Rodas, n.º
01204566
Companhia de
Artilharia 1661
«CORAGEM ESPERANÇA»
Guiné: 06Fev a 16Set1967 (data do
falecimento)
MEMÓRIA E HOMENAGEM AO
SOLDADO MANUEL PINTO
DE CASTRO
Soldado Condutor Auto Rodas n.º
01204566 - CArt 1661 - Tombado em Combate a 16 de
Setembro de 1967
Lema da Subunidade: CORAGEM
ESPERANÇA
1. Identificação e
Dados Pessoais
Manuel Pinto de Castro, Soldado
Condutor Auto Rodas, com o Número de Matrícula 01204566.
Era natural do lugar de Barbeito,
Freguesia de Lobão, Concelho de Santa Maria da Feira.
Filho de Celestino de Castro e de Palmira Pinto de
Jesus.
No que respeita ao seu estado civil,
era solteiro à data da sua mobilização para o Ultramar.
Pertenceu
à Companhia de Artilharia n.º 1661 - CArt 1661, unidade
mobilizada pelo
Regimento
de Artilharia de Costa - RAC, em Oeiras. A sua companhia
ostentava no seu distintivo, em forma de escudo, o lema
que guiou toda a sua comissão: CORAGEM ESPERANÇA, sobre
as asas que abraçam a granada e a torre.
O comando da CArt 1661 foi assegurado
pelos Capitães Luís Vassalo Namorado Rosa e Manuel Jorge
Dias de Sousa Figueiredo e pelo Alferes Fernando António
de Sá.
2. Percurso Militar e
Mobilização para a Guiné Portuguesa
Integrado na CArt 1661, o Soldado
Manuel Pinto de Castro cumpriu a sua preparação
operacional em território metropolitano, no RAC de
Oeiras, habilitando-se como Condutor Auto Rodas, função
vital para a mobilidade e sustentação da Companhia no
teatro de operações.
Embarcou para a então Província da
Guiné Portuguesa no dia 01 de Fevereiro de 1967, a bordo
do Navio Transporte de Tropas NTT 'Uíge'.
Após travessia marítima, rumo ao
estuário do Rio Geba, desembarcou em Bissau no dia 06 de
Fevereiro de 1967, pronto para iniciar a sua comissão de
serviço.
3. Actividade
Operacional da CArt 1661 até 16 de Setembro de 1967
A actividade operacional da Companhia
até à data do seu falecimento
desenvolveu-se
em duas fases distintas, no Sector de Bafatá / Mansoa.
Na primeira fase, logo após o
desembarque, em 06 de Fevereiro de 1967,
a
CArt 1661 deslocou-se para Fá Mandinga, a fim de
substituir a Companhia de Caçadores 818.
Ali realizou um curto período de
adaptação operacional, sob orientação do Batalhão de
Caçadores 1888 - BCaç 1888, actuando de seguida nas r egiões
de Xime, Enxalé e Xitole, até 08 de Março de 1967.
Na segunda fase, após rotação, por
fracções, com a CCaç 1439, a CArt 1661 assumiu em 03 de
Abril de 1967 a responsabilidade integral do subsector
de
Enxalé.
Passou a guarnecer com pelotões
destacados em Missirá, Porto Gole e Bissá, mantendo-se
integrada no dispositivo e manobra do BCaç 1888 e, a
partir de 01 de Julho de 1967, do BCaç 1912, por
alteração dos limites dos sectores daqueles batalhões.
Foi neste quadro exigente de controlo
de itinerários, de protecção das populações e de
resposta à actividade guerrilheira, que o Soldado Manuel
Pinto de Castro cumpriu o seu dever até ao último dia,
participando em colunas auto, escoltas e operações de
reabastecimento no subsector.
4. Circunstâncias do
Falecimento em Combate
O Soldado Manuel Pinto de Castro
tombou em combate no dia 16 de Setembro de 1967.
O seu falecimento ocorreu na Estrada
Porto Gole - Mamboncó, junto ao cruzamento para Mansoa,
uma das vias mais fustigadas da zona de acção do seu
Batalhão.
De acordo com a sua ficha de serviço,
a causa da morte foi "Ferimentos em combate", sofridos
no cumprimento de uma missão operacional ao serviço da
sua Companhia e da Pátria.
Deu a vida com apenas cerca de sete
meses de comissão cumpridos na Guiné, honrando a farda e
o lema da sua subunidade.
5. Local de Sepultura
e Culto da Memória
Os seus restos mortais foram
trasladados para a sua terra natal e encontram-se
sepultados no Cemitério do Lobão, na Freguesia de Lobão,
Concelho de Santa Maria da Feira.
Ali repousa o Soldado Manuel Pinto de
Castro, junto dos seus, lembrado como um dos militares
do concelho que deu a vida por Portugal na Guerra do
Ultramar.
A sua memória permanece viva entre os
camaradas da CArt 1661, cuja comissão terminaria com o
embarque de regresso em 19 de Novembro de 1968, e entre
todos os que preservam a História dos nossos
combatentes.
Que o seu exemplo de Coragem e
Esperança jamais seja esquecido.
Honra e Glória ao Soldado Manuel Pinto
de Castro!
Paz à sua Alma

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