Arménio Moutinho da Costa

Soldado Condutor Auto-Rodas, n.º
11429/66
Companhia de
Artilharia 1661
«CORAGEM ESPERANÇA»
Guiné: 06Fev a 07Out1967 (data do
falecimento)
MEMÓRIA E HOMENAGEM AO
SOLDADO ARMÉNIO
MOUTINHO DA COSTA
Soldado Condutor Auto-Rodas n.º
11429/66
CArt 1661 «CORAGEM ESPERANÇA»
1.
Identificação e Dados Militares
Arménio Moutinho da Costa, Soldado
Condutor Auto-Rodas, com o Número de Matrícula 11429/66.
Pertenceu à Companhia de Artilharia
N.º 1661 - CArt 1661 «CORAGEM ESPERANÇA».
Unidade mobilizadora: Regimento de
Artilharia de Costa - RAC, Oeiras - «MOSTRANDO A RUDA
FORÇA QUE SE ESTIMA».
O seu distintivo, em forma de escudo,
ostentava sobre as asas estilizadas que abraçam a
granada, o lema que guiou toda a sua comissão: CORAGEM
ESPERANÇA. Na base do distintivo está inscrita a
designação da companhia, CART 1661, que corresponde à
Companhia de Artilharia N.º 1661, e ao centro o brasão
do RAC.
2. Dados
Pessoais e Origem
Era natural do lugar de Calquim,
Freguesia de Gondim, Concelho da Maia.
Filho de David Moreira da Costa e de
Maria da Conceição Sousa.
No que respeita ao seu estado civil,
era solteiro à data da sua mobilização para o Ultramar.
3.
Percurso Militar e Mobilização para a Guiné Portuguesa
Foi
mobilizado pelo Regimento de Artilharia de Costa (RAC -
Oeiras) para servir Portugal na Província Ultramarina da
Guiné, integrado num grupo de combate da CArt 1661.
Habilitou-se
na especialidade de Condutor Auto-Rodas, função vital
para a mobilidade e sustentação da Companhia no teatro
de operações.
No dia 01 de Fevereiro de 1967, na
Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa,
embarcou no Navio Transporte de Tropas NTT ‘Uíge’,
integrado num grupo de combate da Companhia de
Artilharia 1661 «CORAGEM ESPERANÇA», rumo ao estuário do
Rio Geba, em Bissau, onde desembarcou no dia 06 de
Fevereiro de 1967.
4.
Comando da Companhia
O comando da CArt 1661 durante a
comissão na Guiné foi assegurado por:
Capitão Miliciano de Artilharia Luís
Vassalo Namorado Rosa - mobilizado pelo RAC, comandante
inicial da Companhia.
Alferes Miliciano de Artilharia
Fernando António de Sá - que assegurou o comando
interinamente, em substituição do Capitão Luís Vassalo
Namorado Rosa, até à chegada do novo comandante.
Capitão de Artilharia Manuel Jorge
Dias de Sousa Figueiredo - que assumiu posteriormente o
comando da Companhia.
5.
Actividade Operacional da CArt 1661 até 07 de Outubro de
1967
A
actividade operacional da Companhia até à data do seu
falecimento desenvolveu-se em duas fases distintas, no
Sector de Bafatá / Mansoa.
Na primeira fase, logo após o
desembarque
em
06 de Fevereiro de 1967, a CArt 1661 deslocou-se para Fá
Mandinga, a fim de substituir a Companhia de Caçadores
818 (CCac 818).
Ali realizou um curto período de
adaptação operacional, sob orientação do Batalhão de
Caçadores 1888 - BCaç 1888 «VENDO
TRATANDO
E PELEJANDO», actuando de seguida nas regiões de Xime,
Enxalé e Xitole, até 08 de Março de 1967.
Na segunda fase, após rotação por
fracções com a CCaç 1439 «BRAVOS AVANTE», a
CArt
1661 assumiu em 03 de Abril de 1967 a responsabilidade
integral do subsector de Enxalé.
Passou a guarnecer com pelotões
destacados em Missirá, Porto Gole e Bissá, mantendo-se
integrada no dispositivo e manobra do BCaç 1888 e, a
partir de 01 de Julho de 1967, do BCaç 1912 «VALENTES
DESTEMIDOS».
6.
Circunstâncias do Falecimento em Combate - ATUALIZADO
No cumprimento de mais uma arriscada
missão de reabastecimento e patrulhamento, no itinerário
entre Porto Gole e Bissá, a coluna militar
em
que se deslocava foi alvo de uma emboscada antecedida
pela ação de uma mina anticarro.
Em consequência dos graves ferimentos
sofridos em combate nesse itinerário, o Soldado Condutor
Arménio Moutinho da Costa foi evacuado para o Hospital
Militar 241 (HM241 – Bissau).
Não resistindo à severidade das
lesões, faleceu no dia 07 de Outubro de 1967, com apenas
cerca de oito meses de comissão cumpridos na Guiné,
honrando a farda e o lema da sua subunidade.
7. Local
de Sepultura e Culto da Memória
Os seus restos mortais foram
trasladados para a sua terra natal e encontram-se
sepultados no Cemitério de Gondim.
Ali repousa o Soldado Arménio Moutinho
da Costa, junto dos seus, lembrado como um dos militares
do concelho da Maia que deu a vida por Portugal na
Guerra do Ultramar.
A sua memória permanece viva entre os
camaradas da CArt 1661, cuja comissão terminaria com o
embarque de regresso em 19 de Novembro de 1968, e entre
todos os que preservam a História dos nossos
combatentes.
Que o seu exemplo de Coragem e
Esperança jamais seja esquecido.
Honra e Glória ao Soldado Arménio
Moutinho da Costa!
Paz à sua Alma.
