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Estremoz

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Estremoz

 

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Listagem dos mortos naturais do concelho de Estremoz

 

 

São Lourenço de Mamporcão

 

Carlos Manuel Sena Canhoto

 

Soldado Condutor Auto-Rodas (N.º 09921365)

 

Companhia de Artilharia 1513

 

Batalhão de Artilharia 1881

«OMNIA OMNIBUS»

 

Moçambique: 21Fev a 26Ago1966 (data do falecimento)

 

Em Memória do Soldado Condutor Auto-Rodas Carlos Manuel Sena Canhoto (N.º 09921365)

Companhia de Artilharia N.º 1513 / Batalhão de Artilharia N.º 1881

Regimento de Artilharia Ligeira N.º 1 (RAL 1 – Lisboa)

Erigimos esta solene e sentida homenagem em memória do nosso camarada de armas, Soldado Condutor Auto-Rodas Carlos Manuel Sena Canhoto, em nome de todos os seus irmãos de armas da Companhia de Artilharia N.º 1513 (CArt 1513), do Batalhão de Artilharia N.º 1881 (BArt 1881) — sob a divisa «OMNIA OMNIBUS» — e de todos os veteranos que combateram nas três frentes do Ultramar — Angola, Guiné e Moçambique.

Natural da freguesia de São Lourenço de Mamporcão, no concelho de Estremoz, e filho de Manuel da Conceição Canhoto e de Enfrazina da Estrela Sena, o jovem Carlos Canhoto respondeu ao apelo do serviço militar e realizou a sua formação na Unidade Mobilizadora, o Regimento de Artilharia Ligeira N.º 1 (RAL 1), em Lisboa. Integrado na CArt 1513 — sob o firme e digno comando do Capitão de Artilharia António Bernardo Pinto — e no BArt 1881, comandado pelo Tenente-Coronel de Artilharia Manuel Rosado Carmelo Rosa, preparou-se para cumprir o seu dever na Província Ultramarina de Moçambique.

No dia 26 de janeiro de 1966, na Gare Marítima do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou a bordo do Navio Transporte de Tropas (NTT) ‘Quanza’. Durante quase um mês de navegação e incerteza, partilhou com os seus companheiros a vivência, a ansiedade e os laços indissolúveis de camaradagem que só a vida militar constrói. O desembarque em terras moçambicanas ocorreu no dia 21 de fevereiro de 1966, no porto de Porto Amélia (atual Pemba).

A CArt 1513 foi imediatamente projetada para o exigente teatro de operações no norte de Moçambique, no distrito de Cabo Delgado. A unidade seguiu para a região do Chai, onde rendeu a CArt 560, ficando sob a alçada operacional do Batalhão de Caçadores de Porto Amélia. Ali, o Soldado Carlos Canhoto e os seus irmãos de armas executaram intensos patrulhamentos e operações de nomadização nos complexos itinerários Chai-Macomia e Chai-Quiterajo, bem como nas zonas do lago Chai, Malani, Singuidita, Tuco e na margem sul do rio Messalo.

No cumprimento incansável destas difíceis missões e no desempenho honroso das suas funções, o Soldado Carlos Canhoto enfrentou com bravura as agruras do terreno e a constante ameaça do combate. Foi no dia 26 de agosto de 1966, no setor do Chai - Mueda, que a sua jovem vida foi tragicamente ceifada, falecendo em consequência de graves ferimentos sofridos em combate.

Cingindo-nos rigorosamente à sua trajetória até ao fatídico dia do seu sacrifício supremo, curvamo-nos com profundo respeito e saudade perante a sua memória. Repousando na sua terra natal, no Cemitério de São Lourenço - Estremoz, o seu exemplo de lealdade, coragem e entrega à Pátria jamais será esquecido por nenhum dos seus camaradas do BArt 1881, da CArt 1513 ou pelos veteranos das três frentes de combate.

Honra e Glória à Sua Memória!

 

 

 

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