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Condecorações

Fernando de Oliveira Lopes, 1.º Cabo de Cavalaria, da CCav1450/BCav1863

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

 

CG-2-Classe-350Fernando-de-Oliveira-Lopes-350

 

Fernando de Oliveira Lopes

 

1.º Cabo de Cavalaria, n.º 1732/65

 

Companhia de Cavalaria 1450

 

Batalhão de Cavalaria 1863

«PRONTOS PARA TUDO»

 

Angola: 23Out1965 a 13Dez1967

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

Louvor Individual e Colectivo

 

Para visualização do conteúdo clique em cada um dos sublinhados existentes no texto que se segue:

 

Fernando de Oliveira Lopes, 1.º Cabo de Cavalaria n.º 1732/65;


RC7Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda, Lisboa) «QUO TOTA VOCANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


CCav1450-1No dia 14 de Outubro de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, integrado na Companhia de Cavalaria 1450 (CCav1450) do Batalhão de Cavalaria 1863 (BCav1863) «PRONTOS PARA TUDO» [contém Actividade, Louvor Colectivo e Cruz de Guerra de 2.ª classe do Ten-Coronel Fernando Rodrigues de Sousa Costa], rumo ao BCav1863porto de Luanda, onde desembarcou no dia 23 de Outubro de 1965;


A sua subunidade de cavalaria foi colocada em Teixeira de Sousa; em Dezembro de 1966 foi transferida para o Cavungo, e em Fevereiro de 1967 rodou para a Lumbala Nova;

 

Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria 1863 – por despacho do General Comandante de Região Militar de Angola, de 6 de Junho de 1967, publicado na Revista da Cavalaria do ano de 1967, página 206


CG-2-Classe-350Louvado por feitos em combate no teatro de operações de Angola, publicado na Ordem de Serviço n.º 60, de 28 de Julho de 1967, da Região Militar de Angola, e na Revista da Cavalaria do ano de 1967, página 80;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, pela Portaria de 17 de Outubro de 1967, publicada na Ordem do Exército n.º 32 – 3.ª série, de 20 de Novembro de 1967;


No dia 13 de Dezembro de 1967, embarcou no NTT ‘Niassa’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 23 de Dezembro de 1967.

 

Banda desenhada, in Jornal do Exército n.º 98, de Fevereiro de 1968, páginas 40 e 41: Fernando de Oliveira Lopes, 1.º Cabo de Cavalaria n.º 1732/65, da autoria de Baptista Mendes

 

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Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

 

CG-2-Classe-7001.º Cabo de Cavalaria, n.º 1732/65
FERNANDO DE OLIVEIRA LOPES
 

CCav1450/BCav1863 - RC7
ANGOLA


2.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 32 – 3.ª série, de 20 de Novembro de 1967.


Por Portaria de 17 de Outubro de 1967:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola, o 1.º Cabo n.º 1732/65, Fernando de Oliveira Lopes, da Companhia de Cavalaria n.º1450 do Batalhão de Cavalaria n.º 1863 - Regimento de Cavalaria n.º 7.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do Exército):

 
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, adoptar para todos os efeitos legais, o louvor conferido em Ordem de Serviço n.º 60, de 28 de Julho de 1967, da Região Militar de Angola, ao 1.º Cabo n.º 1732/65, Fernando de Oliveira Lopes, da Companhia de Cavalaria n.º 1450 do Batalhão de Cavalaria n.º 1863 - Regimento de Cavalaria n.º 7, com a seguinte redacção:


Por, encontrando-se integrado nas funções de apontador de morteiro 60, nos elementos das nossas tropas que, no dia 22 de Março de 1967, constituíam escolta à brigada da Junta Autónoma das Estradas de Angola, em obras no itinerário Lumbala - Caripande, na tarde do mesmo dia, quando já de regresso em viaturas, durante a forte emboscada sofrida e observando que na sua frente se movia um elemento inimigo preparando-se para o lançamento de uma granada de mão, depois de ter accionado a pistola metralhadora, que não funcionou, num gesto do maior arrojo, decisão e com grave risco de vida, se ter lançado sobre ele, agredindo-o com o tubo do morteiro, ao mesmo tempo que lhe capturava não só as granadas de mão mas ainda uma espingarda semi-automática com que este se encontrava armado.


Posteriormente, para executar tiro de morteiro, a fim de interceptar a retirada inimiga, e não possuindo nas proximidades senão já uma granada, debaixo de fogo e auxiliado por outro camarada, dirigiu-se à viatura que se encontrava no meio da picada a fim de transportar um cunhete de granadas prosseguindo em seguida o respectivo fogo.


Pela sua conduta, demonstrou o 1.º Cabo Lopes não só elevada serenidade, nas particularmente críticas situações de combate, como ainda um procedimento tal que, enfrentando o inimigo com extraordinária coragem, não só se honrou perante aquele, como o Exército e a Pátria que devotamente serve.

 


Fernando-de-Oliveira-Lopes-920
 

 

 

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