"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Elementos cedidos pelo PQ
Pedro Castanheira |
Eduardo
Maria Passarinho Franco Preto
Coronel Pára-Quedista na situação de
reforma
Guiné: 07Nov1966 a 30Jul1968
Comandante do 2.º Pelotão da
Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas 121
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
12
«UNIDADE E LUTA»
Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné
«ESFORÇO E VALOR»
Moçambique: 30Ago a 26Set1969
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
31 «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»
Comando da Região Aérea n.º 3
«LEALDADE E CONFIANÇA»
Moçambique: 27Set1970 a 16Dez1970
Comandante da
2.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
31 «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»
Comando da Região Aérea n.º 3
«LEALDADE E CONFIANÇA»
Moçambique: 16Jan1971 a 02Mar1972
Comandante da
1.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas «VINCERE EST VELLE»
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
31 HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»
Comando da Região Aérea n.º 3
«LEALDADE E CONFIANÇA»
Cruz de Guerra de 1.ª classe
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com Palma
Prémio Governador da Guiné

Eduardo Maria Passarinho Franco
Preto, Coronel Pára-Quedista na
situação de reforma, nascido no dia
21 de Agosto de 1941, em Vila Nova
de Ourém;
Em
8 de Outubro de 1962, ingressou na
Academia Militar (AM) «DULCE ET
DECORUM EST PRO PATRIA MORI»;
Em 01 de Novembro de 1965, promovido
a Alferes;
Em
31 de Março de 1966, no Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP –
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM» frequenta o 32.º Curso de
Pára-Quedismo Militar, após a sua
conclusão, obtém o brevet n.º 3531;

Em 07 de Novembro de 1966, Tenente
Pára-Quedista, é
mobilizado
pelo Regimento de
Caçadores
Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE
NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para
servir Portugal na Província
Ultramarina da Guiné, como
comandante do 2.º Pelotão da
Companhia
de
Caçadores Pára-Quedistas 121
(CCP121) do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E
LUTA» da Zona Aérea de Cabo Verde e
Guiné (ZACVG)
«ESFORÇO
E VALOR»;
Em 05 de Março de 1968, distinguido
com o
Prémio Governador da Guiné
por feitos em combate;
Em 26 de Janeiro de 1968, agraciado
com a
Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª
classe:
Tenente
Pára-Quedista
EDUARDO MARIA PASSARINHO FRANCO
PRETO
Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª
Classe
Por Portaria de 26 de Janeiro de
1968
Louvado, sob proposta do
comandante-chefe das forças armadas
da Guiné, o Tenente Pára-Quedista
Eduardo Maria Passarinho Franco
Preto, do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas n.º 12, pelos
brilhantes serviços prestados
durante mais de um ano na Guiné.
Muito calmo e ponderado, deve
considerar-se um oficial amadurecido
e seguro de si, cônscio das suas
responsabilidades, que à instrução
do pessoal deu o melhor dos seus
conhecimentos e entusiasmo.
Muito sabedor, este oficial é
tecnicamente de uma competência
notável.
De caráter franco e leal,
disciplinado e disciplinador,
revelou-se em operações como um
chefe militar de rara craveira, pela
coragem, sangue-frio, determinação e
perfeita condução dos seus homens,
de que deu provas em inúmeras
situações delicadas, em que a sua
acção pessoal se tornou decisiva
para o bom êxito das missões.
Comandando
desde o início um pelotão de
combate, conseguiu obter com ele um
alto nível de rendimento
operacional, um bloco com espírito
de corpo e agressividade à imagem e
semelhança do seu chefe, cuja
coragem física e moral foi para
todos um exemplo permanente.
No decorrer da Operação “PIRANHA I”
quando o seu grupo, que se deslocava
à testa da companhia, foi detectado
pelo inimigo, que o esperava
emboscando, pôde o Tenente Preto,
afirmar em pleno as suas notáveis
qualidades de combatente e de chefe,
manobrando as suas secções por tal
forma que o inimigo debandou com
baixas e sem que algum elemento das
nossas tropas fosse atingido.
Na Operação “PHOENIX IV”, o Tenente
Preto montou uma emboscada a forças
inimigas e, para poder orientar o
fogo da sua metralhadora, não
hesitou em pôr-se de pé debaixo de
fogo inimigo, que caíra na zona de
morte, comprovando mais uma vez por
forma inequívoca que é um verdadeiro
oficial de Para-Quedistas,
evidenciando completo desprezo pelo
perigo e pela sua segurança.
Provou ser credor de estima e
respeito de camaradas e superiores,
honrando com a sua conduta as tropas
Pára-Quedistas.
Por tudo isto, e porque da sua
acção, considerada brilhante e
altamente honrosa, resultaram
prestígio para a Força Aérea e
admiração e reconhecimento das
outras forças armadas, o Tenente
Eduardo Maria Passarinho Franco
Preto merece ser apontado como
exemplo.
Em Fevereiro de 1968, durante a
visita de Sua Ex.ª o Presidente da
República Almirante Américo Deus
Rodrigues Thomaz à Província
Ultramarina da Guiné, perante as
Forças Armadas reunidas em parada na
Praça do Império, em Bissau, foi-lhe
imposta a Medalha da Cruz de Guerra
de 1.ª classe;

Fevereiro de 1968: Praça do Império,
Bissau
Em 30 de Julho de 1968 regressa à
Metrópole;
Em
30 de Agosto de 1969, Capitão
Pára-Quedista, mobilizado pelo
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE
NUNCA POR
VENCIDOS
SE CONHEÇAM» para servir Portugal na
Província Ultramarina de Moçambique,
integrado no Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 31 (BCP31) «HONRA-SE
A PÁTRIA DE TAL GENTE» do Comando da
Região Aérea n.º 3 (ComRA3)
«LEALDADE E CONFIANÇA»;
Em 27 de Setembro de 1969,
comandante da 2.ª Companhia de
Caçadores Pára-Quedistas (2ªCCP)
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
31 (BCP31) «HONRA-SE A
PÁTRIA
DE TAL GENTE» do Comando da Região
Aérea n.º 3 (ComRA3) «LEALDADE E
CONFIANÇA»;
Em 16 de Dezembro de 1970, cessa as
funções de comandante da 2.ª
Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas (2ªCCP) Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31)
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL
GENTE»
do Comando da Região Aérea n.º 3
(ComRA3) «LEALDADE E CONFIANÇA»;
Em 16 de Janeiro de 1971, passou a
comandar a 1.ª Companhia de
Caçadores Pára-Quedistas (1ªCCP)
«VINCERE EST VELLE» Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31)
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE» do
Comando da Região Aérea n.º 3
(ComRA3) «LEALDADE E CONFIANÇA»;
Em 02 de Março de 1972 regressa à
Metrópole;
Em 05 de Abril de 1972, agraciado
com a
Medalha de Serviços Distintos com
Palma:
Capitão
Pára-quedista
EDUARDO MARIA PASSARINHO FRANCO
PRETO
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com Palma
Por Portaria de 5 de Abril de
1972
Louvado, por proposta do comandante
da 3.ª Região Aérea, o Capitão
Pára-Quedista Eduardo Maria
Passarinho Franco Preto, do Batalhão
de Caçadores Pára-Quedistas n.º 31,
pela forma brilhante e altamente
eficiente não só como comandou,
durante cerca de ano e meio, uma
companhia operacional desta Unidade,
mas também como vem desempenhando,
há cerca de sete meses, as funções
de oficial de operações.
Oficial inteligente, disciplinado,
perfeitamente integrado no espírito
de missão, dotado de elevada
capacidade de comando e invulgares
dotes de condutor de homens,
sobretudo em campanha, tem sabido
impor-se de forma inequívoca à
consideração e respeito dos seus
superiores, camaradas e
subordinados.
Tomando parte efectiva em quase
todas as operações da sua companhia,
pôs à prova as suas excepcionais
qualidades militares, a par de
invulgar desembaraço, dinamismo e
alto sentido do dever, tendo a sua
especial relevância nas operações
Apolo e Nó Górdio, em que, para além
dos assinalados êxitos obtidos pela
sua companhia, patenteou invulgar
coragem, agressividade, espírito de
decisão e rara determinação debaixo
de fogo.
Como oficial de operações da
unidade, tem revelado possuir
profundos conhecimentos de luta
anti-subversiva, a par do elevado
bom senso e excelentes qualidades de
trabalho, predicados que o tornaram
um precioso auxiliar de comando.
Por tudo isto, pela sua forte
personalidade e dotes de carácter,
merece o Capitão Pára-Quedista
Franco Preto ser apontado como um
oficial que honra as forças armadas
a que pertence e os seus serviços
devem ser considerados
extraordinários, relevantes e
distintos.
Em Dezembro de 1973, no Brasil,
frequentou o Curso de Precursor
Aeroterrestre;
[…]
Em
01 de Outubro de 1982, promovido a
Coronel;
De 30 de Agosto de 1983 a 13 de
Outubro de 1988, comandou a Base
Operacional de Tropas Pára-Quedistas
N.º 1 (BOTP1 - Monsanto, Lisboa)
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»;
Em 01 de Dezembro de 1992, passou à
situação de reserva;
Em 01 de Dezembro de 1999, passou à
situação de reforma.
