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Condecorações

José Manuel Gomes, Coronel Pára-Quedista

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

  HONRA E GLÓRIA

Elementos cedidos pelo PQ Pedro Castanheira

Fotos do arquivo do Sargento-Mor PQ Serrano Rosa

 

 

José Manuel Gomes, Coronel Pára-Quedista

 

 

Guiné: 27Mar1968 a 24Set1969
 

Comandante de Pelotão da
 

Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 121
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12
«UNIDADE E LUTA»
Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné
«ESFORÇO E VALOR»

 

Angola:
 

Período de 20Out a 02Nov1971:


Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21

«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
Comando da Região Aérea n.º 2 «FIDELIDADE E GRANDEZA»
 

Período de 02Nov1971 a 14Set1973
 

Comandante da


1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
«IRMÃOS DE MARTE»
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21)
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
Comando da Região Aérea n.º 2

«FIDELIDADE E GRANDEZA»

 

Período de 06Abr a 15Jul1974
 

Comandante:

 

1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
«IRMÃOS DE MARTE»
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21)
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
Comando da Região Aérea n.º 2

«FIDELIDADE E GRANDEZA»

 

Cruzes de Guerra de 1.ª e 2.ª classes

 

Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais, com a legenda “Guiné 1968 – 69”

 

 

José Manuel Gomes, Coronel Pára-Quedista, nascido no dia 14 de Dezembro de 1943, na freguesia de Montouto, concelho de Vinhas;


Em 12 de Outubro de 1962, ingressou na Academia Militar (AM) «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI»;


Em 1966, conclui o Curso de Infantaria;


Em 28 de Agosto de 1966, promovido a Alferes de Infantaria;


Em 15 de Novembro de 1966, é colocado no Regimento de Infantaria 5 (RI5 - Caldas da Rainha) «ONDE ESTIVER SOU PENHOR DE DIGNIDADE E VALOR»;


Em 5 de Dezembro de 1966, voluntaria-se para o Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», onde frequenta o 39.º Curso de Pára-Quedismo Militar;


Em 03 de Fevereiro de 1967, conclui o 39.º Curso de Pára-Quedismo Militar e obtém o brevet n.º 4506;

 


Em 27 de Março de 1968, como Alferes Pára-Quedista, é mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, como comandante de pelotão da Companhia de Caçadores Pára-Quedistas n.º 121 do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»;


Em 28 de Agosto de 1967, promovido a Tenente Pára-Quedista;


Em 15 de Julho de 1968, ferido em combate no decorrer da operação “DIANA”, na região de Madina do Boé;


Condecorado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais, com a legenda “Guiné 1968 – 69”, publicado na Ordem de Serviço n.º 02 do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné (CCFAG), de 24 de Julho de 1969;


Em 28 de Agosto de 1969, promovido a Capitão Pára-Quedista;


Em 24 de Setembro de 1969, regressa à Metrópole e é colocado no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;


Pela Portaria de 16 e Janeiro de 1970, é louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe:


Tenente Pára-Quedista
JOSÉ MANUEL GOMES
 

Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª Classe


Por Portaria de 16 de Janeiro de 1970


Louvado, por proposta do comandante da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné, o tenente Pára-quedista José Manuel Gomes, do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas n.º 12, pelos serviços prestados no desempenho das funções que lhe foram incumbidas naquela unidade, durante a sua comissão de serviço, que em breve termina.


Como comandante de pelotão, tendo algumas vezes assumido interinamente o comando da companhia em operações, demonstrou possuir qualidades militares de coragem, decisão, espírito de sacrifício, alto sentido do dever, extraordinário sangue-frio nas mais difíceis situações e destacada competência profissional. A devoção total às missões que lhe foram confiadas, a qual o leva a estudar pormenorizadamente todas as hipóteses antes de entrar em acção, incutiu nos homens sob o seu comando a serena confiança de quem decide e actua com perfeito conhecimento das possibilidades do inimigo.


O tenente Pára-quedista Gomes tomou parte em numerosas operações em que houve contacto com o inimigo, quer comandando grupos em acções isoladas, por vezes com efectivos reduzidos, quer em apoio de outras forças, agindo sempre com a maior decisão e da forma mais rápida, eficiente e oportuna, conseguindo resultados assinaláveis. Ferido em combate com certa gravidade, numa das acções em que tomou parte, não deixou de exercer a sua acção de comando, recusando tratamento sem que primeiramente tivesse sido atendido um seu subordinado, cujos ferimentos considerou de maior gravidade que os seus.


Pelos actos de coragem, serena decisão e sangue-frio debaixo de fogo inimigo, pelas qualidades militares que fazem do tenente Pára-quedista Gomes um dos mais considerados oficiais do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas, merece que lhe seja prestado público louvor e ser apontado como exemplo de oficial que todos estimam e admiram.

 

 

Em 10 de Junho de 1971, perante as Forças Armadas Portuguesas reunidas em parada na Avenida 28 de Maio, em Castelo Branco, foi-lhe imposta a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe;


 

Em 20 de Outubro de 1971, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» do Comando da Região Aérea n.º 2 «FIDELIDADE E GRANDEZA»;


Em 2 de Novembro de 1971, assumiu o comando da 1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (1ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» do Comando da Região Aérea n.º 2 «FIDELIDADE E GRANDEZA»;


Em 14 de Setembro de 1973, cessou as funções de comandante 1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (1ªCCP) «IRMÃOS DE MARTE» do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»;


Segundo o descrito na página 309 do livro do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21), em 06 de Abril de 1974, voltou a assumir o comando da 1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (1ªCCP) «IRMÃOS DE MARTE», daquele Batalhão;


Em 15 de Julho de 1974 regressou à Metrópole;


Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe, por despacho do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, de 18 de Dezembro de 1976:


Capitão Pára-quedista
JOSÉ MANUEL GOMES


Medalha da Cruz de Guerra de 1ª Classe


Despacho do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, 18 de Dezembro de 1976


Manda o Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, com Base em proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, louvar o Capitão Pára-quedista JOSÉ MANUEL GOMES, pelas invulgares qualidades de coragem, agressividade excepcional abnegação de que deu provas no Comando de uma Companhia de Combate.
De salientar, entre outras, a sua actuação na operação “REGRESSO E/H”, na qual conduziu um grupo de combate por forma que lhe permitiu surpreender o adversário, causando a sua desarticulação e capturando-lhe armamento.


Mas foi, sobretudo, na operação “MONÇÃO 300 AIH” que confirmou toda a gama das suas excepcionais faculdades de condutor e de combatente de rara estirpe, quando, na perseguição a um grupo adversário fortemente armado e superior em número, manobrou o grupo de combate, que então comandava, por forma a cortar-lhe as possibilidades de fuga.


Posto, assim, frente a frente com um adversário desesperado que tratava uma luta de vida ou de morte, não hesitou em aceitar o desafio e carregar, com rara agressividade, sobre o seu antagonista.


Dando provas de invulgar bravura, de grande voluntariedade e serena energia debaixo de fogo, o Capitão GOMES correspondeu plenamente às exigências da situação, quer através de decisões significativas de profundo conhecimento da luta anti-guerrilhas, quer através de rasgos pessoais de rara coragem, galvanizando os homens sob o seu comando de tal forma que desbaratou, quase por completo, o seu antagonista, a quem infligiu importantes reveses e capturando armamento e equipamento.


Oficial ponderoso e dedicado à sua profissão, confirmou, com a sua actuação, as excelentes qualidades de que já dera provas várias, fazendo jus ao preito de gratidão da Pátria que tão desveladamente serve.

 

 

 

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