Medalha Comemorativa das
Campanhas e Comissões de Serviços
Especiais, com a legenda “Guiné 1968
– 69”

José Manuel
Gomes, Coronel Pára-Quedista,
nascido no dia 14 de Dezembro de
1943, na freguesia de Montouto,
concelho de Vinhas;
Em
12 de Outubro de 1962, ingressou na
Academia Militar (AM) «DULCE ET
DECORUM EST PRO PATRIA MORI»;
Em 1966, conclui o Curso de
Infantaria;
Em
28 de Agosto de 1966, promovido a
Alferes de Infantaria;
Em 15 de Novembro de 1966, é
colocado no Regimento de Infantaria
5 (RI5 - Caldas da Rainha) «ONDE
ESTIVER SOU PENHOR DE DIGNIDADE E
VALOR»;
Em
5 de Dezembro de 1966, voluntaria-se
para o Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE
NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»,
onde frequenta o 39.º Curso de
Pára-Quedismo Militar;
Em 03 de Fevereiro de 1967, conclui
o 39.º Curso de Pára-Quedismo
Militar e obtém o brevet n.º 4506;


Em
27 de Março de 1968, como Alferes
Pára-Quedista, é mobilizado pelo
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE
NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para
servir Portugal na Província
Ultramarina da Guiné, como
comandante
de pelotão da Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas n.º 121 do Batalhão
de Caçadores Pára-Quedistas 12
(BCP12) «UNIDADE E LUTA» da Zona
Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG)
«ESFORÇO E VALOR»;
Em 28 de Agosto de 1967, promovido a
Tenente Pára-Quedista;
Em
15 de Julho de 1968, ferido em
combate no decorrer da operação
“DIANA”, na região de Madina do Boé;
Condecorado com a Medalha
Comemorativa das Campanhas e
Comissões de Serviços Especiais, com
a legenda “Guiné 1968 – 69”,
publicado na Ordem de Serviço n.º 02
do Comando-Chefe das Forças Armadas
da Guiné (CCFAG), de 24 de Julho de
1969;
Em 28 de Agosto de 1969, promovido a
Capitão Pára-Quedista;
Em 24 de Setembro de 1969, regressa
à Metrópole e é colocado no
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE
NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;
Pela Portaria de 16 e Janeiro de
1970, é louvado e agraciado com a
Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª
classe:
Tenente
Pára-Quedista
JOSÉ MANUEL GOMES
Medalha da
Cruz de Guerra de 2.ª Classe
Por Portaria de 16 de Janeiro de
1970
Louvado, por proposta do comandante
da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné,
o tenente Pára-quedista José Manuel
Gomes, do Batalhão de Caçadores
Pára-quedistas n.º 12, pelos
serviços prestados no desempenho das
funções que lhe foram incumbidas
naquela unidade, durante a sua
comissão de serviço, que em breve
termina.
Como comandante de pelotão, tendo
algumas vezes assumido interinamente
o comando da companhia em operações,
demonstrou possuir qualidades
militares de coragem, decisão,
espírito de sacrifício, alto sentido
do dever, extraordinário sangue-frio
nas mais difíceis situações e
destacada competência profissional.
A devoção total às missões que lhe
foram confiadas, a qual o leva a
estudar pormenorizadamente todas as
hipóteses antes de entrar em acção,
incutiu nos homens sob o seu comando
a serena confiança de quem decide e
actua com perfeito conhecimento das
possibilidades do inimigo.
O tenente Pára-quedista Gomes tomou
parte em numerosas operações em que
houve contacto com o inimigo, quer
comandando grupos em acções
isoladas, por vezes com efectivos
reduzidos, quer em apoio de outras
forças, agindo sempre com a maior
decisão e da forma mais rápida,
eficiente e oportuna, conseguindo
resultados assinaláveis. Ferido em
combate com certa gravidade, numa
das acções em que tomou parte, não
deixou de exercer a sua acção de
comando, recusando tratamento sem
que primeiramente tivesse sido
atendido um seu subordinado, cujos
ferimentos considerou de maior
gravidade que os seus.
Pelos actos de coragem, serena
decisão e sangue-frio debaixo de
fogo inimigo, pelas qualidades
militares que fazem do tenente
Pára-quedista Gomes um dos mais
considerados oficiais do Batalhão de
Caçadores Pára-quedistas, merece que
lhe seja prestado público louvor e
ser apontado como exemplo de oficial
que todos estimam e admiram.

Em 10 de
Junho de 1971, perante as Forças
Armadas Portuguesas reunidas em
parada na Avenida 28 de Maio, em
Castelo Branco, foi-lhe imposta a
Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª
classe;

Em
20 de Outubro de 1971, mobilizado
pelo Regimento
de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP –
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM» para servir Portugal na
Província Ultramarina de Angola,
integrado no Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE
OUSADA MAIS QUE QUANTAS» do Comando
da
Região Aérea n.º 2 «FIDELIDADE E
GRANDEZA»;
Em 2 de Novembro de 1971, assumiu o
comando da 1.ª Companhia de
Caçadores Pára-Quedistas (1ªCCP) do
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
21 (BCP21)
«GENTE
OUSADA MAIS QUE QUANTAS» do Comando
da Região Aérea n.º 2 «FIDELIDADE E
GRANDEZA»;
Em 14 de Setembro de 1973, cessou as
funções de comandante 1.ª Companhia
de Caçadores Pára-Quedistas (1ªCCP)
«IRMÃOS DE MARTE» do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21)
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»;
Segundo o descrito na página 309 do
livro do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 (BCP21), em 06 de
Abril de 1974, voltou a assumir o
comando da 1.ª Companhia de
Caçadores Pára-Quedistas (1ªCCP)
«IRMÃOS DE MARTE», daquele Batalhão;
Em 15 de Julho de 1974 regressou à
Metrópole;
Louvado e agraciado com a Medalha da
Cruz de Guerra de 1.ª classe, por
despacho do Chefe do Estado-Maior
General das Forças Armadas, de 18 de
Dezembro de 1976:
Capitão
Pára-quedista
JOSÉ MANUEL GOMES
Medalha da Cruz de Guerra de 1ª
Classe
Despacho do Chefe do Estado-Maior
General das Forças Armadas, 18 de
Dezembro de 1976
Manda o Chefe do Estado Maior
General das Forças Armadas, com Base
em proposta do Comandante-Chefe das
Forças Armadas de Angola, louvar o
Capitão Pára-quedista JOSÉ MANUEL
GOMES, pelas invulgares qualidades
de coragem, agressividade
excepcional abnegação de que deu
provas no Comando de uma Companhia
de Combate.
De salientar, entre outras, a sua
actuação na operação “REGRESSO E/H”,
na qual conduziu um grupo de combate
por forma que lhe permitiu
surpreender o adversário, causando a
sua desarticulação e capturando-lhe
armamento.
Mas foi, sobretudo, na operação
“MONÇÃO 300 AIH” que confirmou toda
a gama das suas excepcionais
faculdades de condutor e de
combatente de rara estirpe, quando,
na perseguição a um grupo adversário
fortemente armado e superior em
número, manobrou o grupo de combate,
que então comandava, por forma a
cortar-lhe as possibilidades de
fuga.
Posto, assim, frente a frente com um
adversário desesperado que tratava
uma luta de vida ou de morte, não
hesitou em aceitar o desafio e
carregar, com rara agressividade,
sobre o seu antagonista.
Dando provas de invulgar bravura, de
grande voluntariedade e serena
energia debaixo de fogo, o Capitão
GOMES correspondeu plenamente às
exigências da situação, quer através
de decisões significativas de
profundo conhecimento da luta
anti-guerrilhas, quer através de
rasgos pessoais de rara coragem,
galvanizando os homens sob o seu
comando de tal forma que desbaratou,
quase por completo, o seu
antagonista, a quem infligiu
importantes reveses e capturando
armamento e equipamento.
Oficial ponderoso e dedicado à sua
profissão, confirmou, com a sua
actuação, as excelentes qualidades
de que já dera provas várias,
fazendo jus ao preito de gratidão da
Pátria que tão desveladamente serve.
