Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas
Monumentos aos Combatentes e
Campas
(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos
combatentes)
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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cada um dos
sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Avis
Avis
António João
Carreiras das Neves

Alferes Miliciano de Artilharia
Comandante de um grupo
de combate da
2.ª Companhia do
Batalhão de Artilharia 6520/72
Guiné: 23Jun a
30Ago1972 (data do falecimento)
Homenagem e Memória
Ao Alferes Miliciano de Artilharia
António João Carreiras das Neves
N.º 10120168 - 2.ª Companhia / Batalhão de Artilharia
6520/72
Tombado em Combate - 30 de Agosto de 1972
Evocamos com respeito, saudade e
profunda gratidão a memória do Alferes Mil.º de
Artilharia António João Carreiras das Neves.
Natural da Freguesia e Concelho de
Avis, Distrito de Portalegre, filho de Joaquim das Neves
Barreto e de Joaquina Pexirra Carreiras, António João
era casado com Maria Rosa Neves Carreira. Homem de
família, de terra e de dever, cumpriu o seu destino como
tantos da sua geração - com honra, coragem e espírito de
sacrifício.
O Percurso para a
Guiné
Mobilizado
pelo Regimento de Artilharia
Ligeira
N.º 5 - Penafiel, para integrar a 2.ª Companhia do
Batalhão de Artilharia 6520/72, cujo Comandante era o
Tenente-Coronel de Artilharia Rui Ferreira dos Santos, o
Alferes António João Neves partiu para o cumprimento do
seu dever ultramarino.
No
dia 23 de Junho de 1972, no Aeródromo de Manobra N.º 1,
no Figo Maduro em Lisboa, embarcou em Transporte Aéreo
Militar (TAM) rumo à Base Aérea N.º 12, em Bissalanca,
na Guiné, onde desembarcou no próprio dia 23 de Junho de
1972, juntamente com o Comando, a Companhia de Comando e
Serviços e a sua 2.ª Companhia.
Era Comandante da sua Companhia, à
data da partida, o Capitão Miliciano de
Infantaria Armando da Fonseca Cirne.
A Actividade
Operacional em Nova Sintra
Chegada
à Guiné, a vida militar impôs-se de imediato. De acordo
com o historial da Unidade, a 2.ª Companhia seguiu no
dia 28 de Julho de 1972 para Nova Sintra, a fim de
efectuar o treino operacional e a sobreposição com a
CArt 2771, que guarnecia aquele subsector.
Foram semanas de intenso trabalho, de
reconhecimento do terreno, de adaptação a uma guerra
dura e sem frentes, marcada pelas minas e pelas
emboscadas.
No dia 20 de Agosto de 1972, a 2.ª
Companhia, sob o comando do Capitão Armando, assumiu
finalmente a responsabilidade operacional do seu
subsector em Nova Sintra, ficando plenamente integrada
no dispositivo e manobra do BArt 6520/72.
O Alferes António João Neves comandava
os seus homens na frente, como lhe competia. Dez dias
apenas após assumir o subsector.
O Sacrifício Supremo
No dia 30 de Agosto de 1972, em plena
actividade operacional em Nova Sintra, no cumprimento de
uma missão, o Alferes Mil.º António João Carreiras das
Neves foi atingido pela explosão de uma mina
antipessoal.
Gravemente ferido em combate, ainda
foi evacuado para o Hospital Militar de Bissau, onde
viria a falecer no mesmo dia, em consequência dos
ferimentos. Cumpriu-se o seu destino com apenas dois
meses de comissão e dez dias de responsabilidade
operacional efectiva sobre o terreno.
Tombou em combate. Cumpriu até ao fim
o juramento que fez à Pátria.
Os seus restos mortais repousam hoje
no Cemitério de Avis, na sua terra natal, que nunca o
esqueceu.
Memória
Ao Alferes Mil.º António João
Carreiras das Neves, o BArt 6520/72, a sua 2.ª
Companhia, os seus camaradas de Armas, o seu
Comandante Armando e todos quantos com ele partilharam
os curtos mas intensos dias de Nova Sintra, devem a
memória do exemplo.
Não morreu em vão quem morre a
comandar os seus homens, no serviço de Portugal.
Que a sua mulher, Maria Rosa, a sua
família, a sua terra de Avis e todos nós, guardemos o
seu nome com a dignidade que o seu sacrifício impõe.
Honra e Glória aos que tombaram pela
Pátria!
Que a sua Alma descanse em Paz.
Em memória do
Alferes Mil.º Art. 10120168 António João Carreiras das
Neves (Avis - Nova Sintra - HM Bissau, 30Ago72). Para
que Portugal não esqueça.
