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Condecorações

António da Conceição Dias Baptista, Furriel Mil.º de Artilharia, comandante de secção do 6ºPel/BAC1/CTIG

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

 

António da Conceição Dias Baptista

 

Furriel Mil.º de Artilharia, n.º 04168266

 

Comandante de Secção do 6.º Pelotão de

 

Bateria de Artilharia de Campanha n.º 1

«OS OLHOS NA PÁTRIA E A PÁTRIA NO CORAÇÃO»

 

Comando Territorial Independente da Guiné

«A LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO»

«CORAGEM E LEALDADE»

 

Guiné: Set1968 a 14Fev1969 (data do falecimento)

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe

(A título póstumo)

 

António da Conceição Dias Baptista, nascido no Murtal, na freguesia de São Domingos de Rana, concelho de Cascais, filho de Maria da Conceição e de João Baptista;


Em Setembro de 1968, casado com Arminda Maria Costa de Sousa Baptista, tendo sido mobilizado pelo Regimento de Artilharia Ligeira 5 (RAL5 - Penafiel) «HONRA E DEVER» como Furriel Miliciano de Artilharia, com o número mecanográfico 04168266, em regime de rendição individual, para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, colocado em Bissau na Bateria de Artilharia de Campanha n.º 1 (BAC1) «OS OLHOS NA PÁTRIA E A PÁTRIA NO CORAÇÃO» Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG) «A LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO» - «CORAGEM E LEALDADE»;


Em Novembro de 1968 transferido para as imediações da fronteira sudoeste, como comandante de secção do 6.º Pelotão da Bateria de Artilharia de Campanha n.º 1 (BAC1) «OS OLHOS NA PÁTRIA E A PÁTRIA NO CORAÇÃO» Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG) «A LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO» - «CORAGEM E LEALDADE» em reforço à guarnição do aquartelamento de Guileje;


Na madrugada de 6.ª feira, dia 14 de Fevereiro de 1969, vésperas de lua-nova, é mortalmente atingido no seu posto de combate durante flagelação do PAIGC ao aquartelamento das Nossas Tropas;


Ficou inumado no cemitério de São Domingos de Rana, concelho de Cascais;


Paz à sua Alma


A título póstumo foi-lhe atribuída a Cruz de Guerra de 1.ª classe:
 

Furriel Miliciano de Artilharia
ANTÓNIO DA CONCEIÇÃO DIAS BAPTISTA


6°PeI/BAC1- RAL5

GUINÉ


1.ª CLASSE (Título póstumo)


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 19 -3.ª série, de 1970.


Por Portaria de 23 de Junho de 1970:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 1.ª classe, a título póstumo, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Furriel Miliciano de Artilharia António da Conceição Dias Baptista, do 6.º Pelotão da Bateria de Artilharia de Campanha n.º 1 - Regimento de Artilharia Ligeira n.º 5.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do Exército):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, louvar, a título póstumo, o Furriel Miliciano de Artilharia, António da Conceição Dias Baptista, do 6.º Pelotão da Bateria de Artilharia de Campanha n.º 1 - Regimento de Artilharia Ligeira n.º 5, pelas extraordinárias qualidades de coragem e valentia com que sempre comandou a sua Secção, durante as flagelações inimigas ao aquartelamento.


Comparecendo sempre com extraordinária prontidão junto da sua Secção, conduzia com extraordinária perícia os homens que a constituíam, levando-os a executarem com rapidez todas as indicações recebidas.


Quando, interinamente, comandou o Pelotão, soube conduzir com eficácia os homens sob o seu comando, reagindo com presteza e precisão, conseguindo desse modo a debandada do agressor.


No decorrer da flagelação de 14 de Fevereiro de 1969 mais uma vez sobressaíram as suas qualidades. Ao aperceber-se do enorme potencial de fogo inimigo, numa atitude de excepcional coragem, sangue-frio, desprezo pelo perigo e pela vida e de solidariedade para com o seu Comandante de Pelotão, permaneceu junto das bocas de fogo até cair para sempre vitimado pelo adversário.


Com semelhante procedimento o Furriel Baptista constituiu um exemplo que muito honra a Pátria e o Exército a que pertenceu.

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No memorial existente na Av.ª D. Carlos I, em Cascais, o seu nome encontra-se gravado na lápide da “Guiné”:

 

 

Clique na imagem que se segue para ampliação

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