Artur Manuel de
Sousa Bessa, 1.º Cabo de Cavalaria, n.º 02505368, da
CCav2400/BCav2850
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
HONRA
E GLÓRIA


Artur Manuel de Sousa Bessa
1.º Cabo de Cavalaria,
n.º 02505368
Companhia de Cavalaria 2400
Batalhão de Cavalaria
2850
«NA GUERRA CONDUTA
MAIS BRILHANTE»
«NOBRE LEAL CORAJOSO»
Moçambique: 11Ago1968 a 19Ago1970
Cruz
de Guerra de 4.ª classe
2 Louvores
Colectivos
Artur Manuel de Sousa
Bessa, 1.º Cabo de Cavalaria, n.º
02505368.
Mobilizado
pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 –
Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA
GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para
servir Portugal na Província Ultramarina
de Moçambique;
No dia 23 de Julho de 1968, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em
Lisboa, embarcou no NTT “Vera Cruz”,
integrado na Companhia de Cavalaria
2400(CCav2400) do
Batalhão de Cavalaria
2850 (BCav2850) «NA GUERRA CONDUTA MAIS
BRILHANTE» – «NOBRE LEAL CORAJOSO», rumo
ao porto da cidade de Beira, onde
desembarcou no dia 11 de Agosto de 1968;
A sua subunidade de cavalaria:
- Foi colocada em Cassuende, onde rendeu
a Companhia de Artilharia 2385
(CArt2385) «O CÉU, A TERRA E AS ONDAS
ATROANDO»;
- Em Maio de 1969, foi rendida pela
Companhia de Artilharia 2452 (CArt2452)
«O CÉU, A TERRA E AS ONDAS ATROANDO» e
transferida, para
Tembué, onde rendeu a
Companhia de Caçadores 2358 (CCac2358)
do Batalhão de Caçadores 2842
(BCac2842)
«FIRMES E RESOLUTOS»;
- Em Novembro de 1969, foi rendida pela
Companhia de Artilharia 2627 (CArt2627)
«PÁSSAROS AZUIS» - «LUTAMOS PELA PAZ» do
Batalhão de
Artilharia 2897 (BArt2897)
«FORTES CONSTANTES LEAIS» e transferida
para Inhaminga, onde rendeu a Companhia
de Caçadores 1805 (CCac1805) «RES NON
VERBA» do Batalhão de Caçadores 1937
(BCac1937)
«EXCELENTE E
VALOROSO»;
- Em Junho de 1970, deslocou-se para
Cabo Delgado a fim de participar na
operação “NÓ GORDIO”, sob o comando do
Batalhão de Artilharia 2918 (BArt2918)
«O IMPOSSÍVEL NÃO EXISTE» - «OS
MONTANHESES», efectuada no
planalto
dos Macondes, de 1 de Julho a 3
de Agosto de
1970;
- Em Agosto de 1970, foi rendida em
Inhaminga, pela Companhia de Artilharia
2495 (CArt2495) do Batalhão de
Artilharia 2869 (BArt2869) «BRAVOS E
SEMPRE LEAIS» - «OS IMPALAS»;
Louvor Colectivo - Batalhão de Cavalaria
2850 - publicado na Ordem de
Serviço n.º 47, de 9 de Julho de 1969,
do Comando da Região Militar de
Moçambique e na Revista da Cavalaria,
edição de 1970, pág.s 150 e 151;
Louvor Colectivo -
Companhia de Cavalaria 2400, publicado na Ordem de
Serviço n.º 17, de 11 de Novembro de 1968, do Batalhão
de Cavalaria 2850 e na Revista da Cavalaria, edição de
1970, pág. 154;
Louvado por feitos em combate, por
despacho de 5 de Agosto de 1970,
publicado na Ordem de Serviço n.º 72, de
2 de Setembro de 1970, do Quartel
General da Região Militar de Moçambique;
No dia 19 de Agosto de 1970, em Porto
Amélia, embarcou no NTT ‘Niassa’ de
regresso à Metrópole, onde desembarcou
no dia 15 de Setembro de 1970;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 4.ª classe, por despacho do
Comandante-Chefe das Forças Armadas de
Moçambique, de 23 de Setembro de 1970,
publicado na Ordem do Exército n.º 2 –
3.ª série, de 1971 e na Revista da
Cavalaria, edição de 1971, pág. 90.
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Louvor
colectivo
(Ordem de Serviço n.º 47, de 9 de
Julho de 1969, do
Comando da Região
Militar de Moçambique)
BATALHÃO DE CAVALARIA
N.º 2850
Louvo o Batalhão de Cavalaria n.º 2850,
porque, logo após a chegada à província,
em Agosto de 1968, sendo destinado a um
Sector de grande importância, onde
alastrava a subversão, vem afirmando-se
como Unidade de elite e contribuindo
eficazmente, com o seu entusiasmo e
vontade de bem cumprir, para a melhoria
da situação na área que lhe foi
confiada.
Não obstante a inicial deficiência das
instalações, que, à custa de muito
esforço, melhorou, conseguiu, mercê da
criteriosa utilização dos seus meios
normais e dos meios heli postos à
disposição do Sector, exercer notável e
persistente acção na área à sua
responsabilidade, e que, situada numa
difícil por delicada, zona fronteiriça,
abrange vasta e acidentada área,
utilizada pelas forças inimigas corno
principal linha de infiltração nas suas
incursões para o interior do distrito,
onde a sua acção era mais relevante.
Ao seu espírito ofensivo, criterioso
planeamento das acções a realizar,
entusiasmo e generoso esforço das suas
tropas, se deve valiosa contribuição
para um mais completo esclarecimento da
situação do inimigo, na área onde
deficientemente conhecido, e ainda para
a limpeza de toda a região.
Para tanto, houve de se empenhar em
variadíssimas acções de combate, nas
quais se distinguiu, infligindo duros
golpes na estrutura inimiga instalada no
sub-Sector, sendo de salientar, em
especial, a actuação nas operações
helitransportadas «EQUATOR», «GARDEN»,
«BIRTHDAY», «NATAL» e «SUCCÉSS», onde o
Batalhão demonstrou capacidade, valor e
perfeita adaptação a esse tipo de
operações.
Da sua notável actividade, é grato a
este Comando dar público louvor,
assinalando o entusiasmo e vontade do
Batalhão no cumprimento da sua missão.
in Revista da
Cavalaria, edição de 1970, pág.s 150 e
151)
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Louvor
colectivo
COMPANHIA DE CAVALARIA
N.º 2400
(Ordem de
Serviço n.º 17, de 11 de Novembro de
1968,
do Batalhão de
Cavalaria 2850)
Louvo os Grupos de Combate da Companhia
de Cavalaria n.º 2400, que, sob o
comando do Alferes Miliciano de
Cavalaria Celso Lopes Ferreira, actuaram
por forma altamente eficiente, no
passado dia 27 de Outubro, na realização
de uma acção contra o inimigo, de
efectivo sensivelmente igual ao seu, de
que resultou a captura de
importantíssimo material e baixas ao
inimigo.
Na verdade, tendo o Comandante dos
Grupos de Combate, Alferes Celso
Ferreira, planeado a acção, exigindo ao
pessoal a estadia de toda uma noite, a
distância de 300 metros do inimigo, e
seu posterior desenvolvimento,
envolvendo e executando o assalto, todos
os elementos das Nossas Tropas se
comportaram de forma tal, que, não só
conseguiram que o inimigo os não
detectasse, como, pela determinação
posta no assalto, apesar da pronta e
intensa reacção do inimigo pelo fogo,
obtiveram resultados tão brilhantes.
A acção referida honra todos os
intervenientes da Companhia de Cavalaria
2400, honra a Companhia de Cavalaria
2400 e o seu Batalhão, e inscreve-se na
gloriosa tradição da Arma de Cavalaria.
É com muita satisfação e orgulho que,
como Comandante do Batalhão de Cavalaria
n.º 2850, o faço realçar.
(in Revista da
Cavalaria do ano de 1970, pág. 154)
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Cruz
de Guerra de 4.ª classe
1.º Cabo de Cavalaria,
n.º 02505368
ARTUR MANUEL DE SOUSA BESSA
CCav 2400/BCav 2850 -
RC3
MOÇAMBIQUE
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado
na Ordem do Exército n.º 2 – 3.ª série,
de 1971.
Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª
classe, nos termos do artigo 12.º do
Regulamento da Medalha Militar,
promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de
28 de Maio de 1946, por despacho do
Comandante-Chefe das Forças Armadas de
Moçambique, de 23 de Setembro de 1970, o
1.º Cabo de Cavalaria n.º 02505368,
Artur Manuel de Sousa Bessa, da
Companhia de Cavalaria n.º 2400 /
Batalhão de Cavalaria n.º 2850 -
Regimento de Cavalaria n.º 3.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 72,
de 02 de Setembro de 1970, do Quartel
General da Região Militar de
Moçambique):
Que, por seu despacho de 5 de Agosto de
1970, louvou o 1.º Cabo de Cavalaria,
n.º 02505368, Artur Manuel de Sousa
Bessa, da Companhia de Cavalaria n.º
2400 / Batalhão de Cavalaria n.º 2850,
pelo sangue-frio, valentia e arrojo
revelados quando, em fase critica de uma
emboscada, em que numeroso grupo
inimigo, dispondo de grande potencial de
fogo e determinação, que o levou quase à
luta corpo-a-corpo, acompanhou o seu
comandante de Grupo de Combate num
contra-ataque a peito descoberto, com
fogo expedito e certeiro sobre os
atacantes que, ameaçados de
envolvimento, foram compelidos a
retirar.
Deu assim, sob fogo inimigo, magnífico
exemplo de coragem, heroicidade e
desprezo pela vida, honrando
sobremaneira a Pátria e o Ideal que
serve tão abnegada e estoicamente.
