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HONRA E GLÓRIA: Medalha de Prata de Valor Militar, com palma

 

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

HONRA E GLÓRIA

 

António Nunes Soares

Soldado de Cavalaria, n.º 2340365

 

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Cavalaria 1537 do Batalhão de Cavalaria 1883 «PRONTOS PARA TUDO», no período de 26 de Abril de 1966 a 01 de Maio de 1968.

 

 Medalha de Prata de Valor Militar, com palma

 

 

 

 

Transcrição da Portaria publicada na OE n.° 23 — 3.ª série, de 1968:

 

Por Portaria de 16 de Julho de 1968:

 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Medalha de Prata de Valor Militar, com palma, nos termos do artigo 7.º, com referência ao § 1.º do artigo 51.º, do Regulamento da Medalha Militar de 28 de Maio de 1946, o Soldado n.º 2340365, António Nunes Soares, da Companhia de Cavalaria n.º 1537/Batalhão de Cavalaria n.º 1883 — Regimento de Cavalaria n.º 3, pelos seus feitos em combate, durante uma violenta emboscada sofrida pelas nossas tropas na noite de 27 de Março de 1968, pois sendo um dos poucos soldados ilesos e vendo diversos camaradas gravemente feridos, no meio da picada, indiferente ao fogo cerrado que o inimigo mantinha para tentar o assalto, e ao clarão de uma viatura em chamas que o iluminava, rastejando e somente com os seus próprios meios, conseguiu tirar para fora da "zona de morte", sucessivamente, cinco dos feridos, recuperar todas as suas espingardas automáticas e arrastá-los depois às costas para o meio do capim, salvando-os da morte certa, mercê da sua admirável coragem e acendrada abnegação.

 

Tendo depois verificado que nada podia fazer por um seu superior morto em cima de uma viatura incendiada e apercebendo-se de que o inimigo já diversas vezes tentara o assalto a fim de capturar a espingarda automática daquele graduado, e apesar de já ter sido atingido mortalmente o seu Comandante ao aproximar-se da referida viatura, voltou para junto desta, desprezando o perigo, na altura em que um elemento inimigo se preparava para levar a arma abandonada e como ao tentar fazer fogo com a sua espingarda, esta se encravasse, carregou para cima do bandoleiro e com uma coronhada na cabeça atirou-o inanimado para o capim, recuperando a arma que o mesmo já segurava.

 

Revelou, assim, o Soldado Soares ser um extraordinário combatente, possuidor de raras e preciosas qualidades de valentia, coragem física e moral, sangue-frio, desprezo pelo perigo e sublime abnegação e altruísmo, definindo no mais apurado sentido as virtudes incomparáveis do Soldado de Portugal.

 

Ministério do Exército, 16 de Julho de 1968. O Ministro do Exército, Joaquim da Luz Cunha.

 

 

 

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