"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

António Maria Aparício
Soldado de Cavalaria, n.º 189/65
Companhia de Cavalaria
1402
Batalhão de Cavalaria 1851
«...NA GUERRA CONDUTA
MAIS BRILHANTE»
Angola:
02Ago1965 >
27Mai1966
(data do falecimento)
Cruz de Guerra de 4.ª
classe
(Título Póstumo)
Louvor Individual
(Título Póstumo)
Prémio
Almirante Américo Thomaz
António
Maria Aparício, Soldado Atirador de Cavalaria, n.º
189/65, nascido no ano de 1944 no lugar de Arrepiados, na freguesia de
São Miguel do Rio Torto, concelho de Abrantes, filho de
Josué Aparício e de Leocádia Maria, solteiro.
Mobilizado
pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES
DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na
Província Ultramarina de Angola;
No
dia 24 de Julho de 1965, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT 'Vera Cruz', integrado na Companhia
de Cavalaria 1402 (CCav1402) do Batalhão de
Cavalaria 1851 (BCav1851) «...NA GUERRA CONDUTA MAIS
BRILHANTE», rumo ao
porto
de Luanda, onde desembarcou no dia 2 de Agosto de 1965;
A
sua subunidade de cavalaria foi colocada em Bela Vista;
Faleceu no dia 27 de Maio de 1966 no itinerário Zala -
Bela Vista, a 16 Km de Zala, vítima de ferimentos em
combate.
Tinha 22 anos de idade.
Paz à sua Alma
Está
inumado no cemitério da freguesia de São Miguel do Rio
Torto, concelho de Abrantes.
Louvado, a título póstumo, por feitos em combate no
teatro de operações de Angola, publicado na Ordem
de
Serviço n.º 77, de 23 de Setembro de 1966, do Quartel
General da Região Militar de Angola e na Revista da
Cavalaria do ano de 1967, página 99;
Agraciado, a título póstumo, com o prémio Almirante
Américo Thomaz, publicado na Revista da Cavalaria do ano
de 1967, páginas 195 e 196.
Agraciado, a título póstumo, com a Medalha da Cruz de
Guerra de 4.ª classe, por despacho do Comandante-Chefe
das Forças Armadas de Angola, publicado na Ordem do
Exército n.º 36 - 3.ª série, de 30 de Dezembro de 1966.
Cruz de Guerra de 4.ª
classe
Soldado
de Cavalaria, n.° 189/65-M
ANTÓNIO MARIA APARÍCIO
CCav1402/BCav1851 — RC3
ANGOLA
4.ª CLASSE (Título Póstumo)
Transcrição do Despacho publicado na Ordem do
Exército n.º 36 — 3.ª série, de 1966.
Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos
termos do artigo 12.º do Regulamento da Medalha
Militar, aprovado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de
Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas de Angola, de 20 de Outubro de 1966:
O Soldado n.º 189/65-M, António Maria Aparício, a
título póstumo, da Companhia de Cavalaria n.º 1402
do Batalhão de Cavalaria n.º 1851 - Regimento de
Cavalaria n.º 3.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 77, de 23 de
Setembro de 1966, do Quartel General da Região
Militar de Angola):
Louvado, a título póstumo, o Soldado n.º 189/65-M,
António Maria Aparício, da Companhia de Cavalaria
n.º 1402 do Batalhão de Cavalaria n.º 1851, por, em
combate, no passado dia 27 de Maio de 1966, ter
evidenciado destacadas qualidades de valentia,
sangue frio, sacrifício e firme determinação no
cumprimento do dever militar, que o levaram a
bater-se de frente e a peito descoberto com um
inimigo armado de metralhadora MG42 e que a 50
metros visava a sua posição, muito embora se
encontrasse fisicamente diminuído, em resultado de
uma queda que dera, ao saltar da sua viatura.
O Soldado António Aparício, pela forma decidida,
abnegada e corajosa como se houve na acção em que
veio a perder a vida, constitui exemplo que merece
ser realçado, como estímulo a todos que se batem
pelo mesmo ideal, cuja concretização se afirma na
generosidade de sacrifícios como o seu.
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Diário de Lisboa, ed. 15303, de 24 de Julho de 1965
A
partida
