
António Luís de Magalhães e Meneses
de Abreu Coutinho
Capitão Graduado de Cavalaria
na situação de reforma

Comandante do
Pelotão de Reconhecimento 'Daimler'
947
Comandante interino do
Pelotão de
Reconhecimento 'Fox' 888
Guiné: Abr1964 a Jan1966
Cruz de Guerra de 3.ª classe
António Luís de
Magalhães e Meneses de Abreu
Coutinho, Capitão Graduado de
Cavalaria na situação de reforma,
nascido no dia 15 de Agosto de 1939
na freguesia de Monserrate,
concelho
de Viana do Castelo, filho de Maria
Madalena Malheiro Pereira de Castro
e de José de Magalhães Queiroz de
Abreu Coutinho.
Em
1 de Dezembro de 1962, tendo
concluído na Academia Militar (AM)
«DULCE ET DECORUM EST RO PATRIA
MORI» o curso de cavalaria,
promovido a aspirante-a-oficial e
colocado na Escola Prática de
Cavalaria (EPC – Santarém) «MENS
AGITAT MOLEM» para efeitos de
tirocínio;
Em
9 de Maio de 1963 transferido para o
Regimento de Cavalaria 3 (RC3 –
Estremoz) «… NA GUERRA CONDUTA MAIS
BRILHANTES»;
Em 12 de Julho de 1963 regressa à
Escola Prática de Cavalaria (EPC –
Santarém) «MENS AGITAT MOLEM»;

Em 27 de Julho de 1963 conclui no
Centro de Estudos Psicotécnicos do
Exército (CEPE) «UNUSQUISQUE IN
OFFICIUM SUUM», o curso de testador;
Em
26 de Setembro de 1963 novamente
colocado no Regimento de Cavalaria 3
(RC3 – Estremoz) «… NA GUERRA
CONDUTA MAIS BRILHANTES»;
Em 1 de Novembro de 1963 promovido a
alferes;

Em 4 de Março de 1964, tendo sido
mobilizado pelo Regimento de
Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda) «REGIMENTO
DO CAIS» para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné,
embarca em Lisboa no NTT 'Uíge' rumo
ao estuário do Geba (Bissau), como
comandante do Pelotão de
Reconhecimento ‘Daimler’ 947
(PelRec947);
Em 24 de Maio de 1965 agraciado com
a Cruz de Guerra de 3ª classe, por
distintos feitos em combate:
Alferes
de Cavalaria
ANTÓNIO LUÍS DE MAGALHÃES E MENESES
DE ABREU COUTINHO
PelDaimler947/BCac513 - RC7
GUINÉ
3.ª
CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 15 – 2.ª
série, de 1965
Por Portaria de 24 de Maio de 1965:
Condecorado com a Cruz de Guerra de
3.ª classe, ao abrigo dos artigos
9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por
serviços prestados em acções de
combate na Província da Guiné
Portuguesa, o Alferes de Cavalaria,
António Luís de Magalhães e Meneses
de Abreu Coutinho, Comandante do
Pelotão de Reconhecimento ‘Daimler’
947, adstrito ao Batalhão de
Caçadores n.º 513 — Regimento de
Cavalaria n.º 7.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
42, de 21 de Maio de 1965, do
Comando Territorial Independente da
Guiné - CTIG):
Que Sua Ex.ª o Comandante-Chefe das
Forças Armadas da Guiné, em seu
despacho de 10 do corrente e por
proposta do Comandante Militar do
Comando Territorial Independente da
Guiné, louva:
O
Alferes de Cavalaria, António Luís
de Magalhães e Meneses de Abreu
Coutinho, do Pelotão de
Reconhecimento ‘Daimler’ 947, pela
forma entusiástica como terminada
uma diligência temporária no comando
de um Pelotão de Reconhecimento [Pelotão
de Reconhecimento ‘Fox’ 888]
no interior da Província, se dedicou
ao reagrupamento e reforço do seu
próprio Pelotão de Reconhecimento,
até então estacionado em Bissau,
preparando-o e mentalizando-o para o
cumprimento de nova e difícil missão
noutra zona sujeita à actividade do
Inimigo.
Iniciada a sua actividade
operacional com a operação "Fecho",
imediatamente demonstrou excelentes
qualidades de comando, impulsionando
da melhor forma a força encarregada
da abertura do itinerário.
Removidos obstáculos e minas,
deparou com uma forte emboscada do
inimigo numa bifurcação de estradas,
dando provas de grande coragem e
serenidade debaixo de fogo,
orientando a acção da tropa sempre
em posições em que corria grave
risco.
Vencendo todas as dificuldades
conduziu as tropas ao objectivo
final com pleno êxito.
Efectuando constantes patrulhamentos
nas estradas à sua responsabilidade,
tomou parte na operação "Arpão" para
ocupação de outra localidade.
Num patrulhamento para a zona do
inimigo, subsequente a esta
operação, sofreu forte emboscada
sendo ele próprio ferido, quando
debaixo de fogo dirigia a manobra da
autometralhadora Fox do Comando do
Pelotão.
Em tudo deu provas de coragem,
sangue frio, intrepidez e valor.
Em 1 de Dezembro de
1965 promovido a tenente
supranumerário do quadro da arma de
cavalaria;
Em
12 de Janeiro de 1966 regressa à
Metrópole;
Em 1 de Outubro de 1968 passa à
situação de reforma extraordinária,
por ter sido considerado, pela junta
hospitalar de inspecção do Hospital
Militar Principal (HMP - Estrela)
«INTER ARMA FONS VITAE», como
incapaz para o serviço activo, por
motivo de ferimentos recebidos em
combate;
Em 18 de Junho de 1974 graduado no
posto de capitão na situação de
reforma, com antiguidade a 16 de
Agosto de 1966;
Em 28 de Setembro de 1974 nomeado
vogal, em substituição, da comissão
liquidatária da extinta Acção
Nacional Popular.
Faleceu no dia 6 de Agosto de 2004
na Cedofeita, freguesia urbana do
concelho do Porto.
A sua Alma
repousa em Paz.
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Revista da Cavalaria, edição do ano
de 1965, pág.s 66 e 67
«Louvado, porque
tendo sido nomeado para substituir
temporariamente o Comandante do
Pelotão de Reconhecimento ‘Fox’ 888
(PelRecFox888), demonstrou possuir,
no desempenho dessas funções,
excelentes qualidades militares e
grande aptidão para o comando,
desenvolvendo inteira actividade
operacional.
Em mais de 3 meses de permanência
neste sector, além das escoltas às
colunas de reabastecimentos, tomou
parte em todas as operações
realizadas na fronteira Sul,
nomeadamente na operação «Veloz», de
que em dado momento teve que assumir
o comando, mostrando-se
perfeitamente integrado nos
princípios estabelecidos pelo
Batalhão e obtendo grande êxito ao
aprisionar os primeiros elementos da
população de Cacoca.
Dotado de boas qualidades morais e
grande entusiasmo, voluntário para
as situações de maior risco, tem
demonstrado ser um bom oficial da
arma a que pertence e digno da
consideração de superiores e
subordinados.»