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Condecorações

António Luís de Magalhães e Meneses de Abreu Coutinho, Capitão Graduado de Cavalaria

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

 

5.º Volume, Tomo II, págs 465 e 466, da

REHMCA / CECA / EME

 

Revista da Cavalaria, edição do ano de 1965

 

Faleceu, no dia 6 de Agosto de 2004, na Cedofeita, freguesia urbana do concelho do Porto, o veterano

 

 

António Luís de Magalhães e Meneses de Abreu Coutinho

 

Capitão Graduado de Cavalaria na situação de reforma

 

Comandante do

Pelotão de Reconhecimento 'Daimler' 947


 

Comandante interino do

Pelotão de Reconhecimento 'Fox' 888

 

Guiné: Abr1964 a Jan1966

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe 

 

 

António Luís de Magalhães e Meneses de Abreu Coutinho, Capitão Graduado de Cavalaria na situação de reforma, nascido no dia 15 de Agosto de 1939 na freguesia de Monserrate, concelho de Viana do Castelo, filho de Maria Madalena Malheiro Pereira de Castro e de José de Magalhães Queiroz de Abreu Coutinho.


Em 1 de Dezembro de 1962, tendo concluído na Academia Militar (AM) «DULCE ET DECORUM EST RO PATRIA MORI» o curso de cavalaria, promovido a aspirante-a-oficial e colocado na Escola Prática de Cavalaria (EPC – Santarém) «MENS AGITAT MOLEM» para efeitos de tirocínio;


Em 9 de Maio de 1963 transferido para o Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «… NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTES»;


Em 12 de Julho de 1963 regressa à Escola Prática de Cavalaria (EPC – Santarém) «MENS AGITAT MOLEM»;


Em 27 de Julho de 1963 conclui no Centro de Estudos Psicotécnicos do Exército (CEPE) «UNUSQUISQUE IN OFFICIUM SUUM», o curso de testador;


Em 26 de Setembro de 1963 novamente colocado no Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «… NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTES»;


Em 1 de Novembro de 1963 promovido a alferes;


Em 4 de Março de 1964, tendo sido mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda) «REGIMENTO DO CAIS» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, embarca em Lisboa no NTT 'Uíge' rumo ao estuário do Geba (Bissau), como comandante do Pelotão de Reconhecimento ‘Daimler’ 947 (PelRec947);


Em 24 de Maio de 1965 agraciado com a Cruz de Guerra de 3ª classe, por distintos feitos em combate:


Alferes de Cavalaria
ANTÓNIO LUÍS DE MAGALHÃES E MENESES DE ABREU COUTINHO
 

PelDaimler947/BCac513 - RC7
GUINÉ
 

3.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 15 – 2.ª série, de 1965
 

Por Portaria de 24 de Maio de 1965:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Alferes de Cavalaria, António Luís de Magalhães e Meneses de Abreu Coutinho, Comandante do Pelotão de Reconhecimento ‘Daimler’ 947, adstrito ao Batalhão de Caçadores n.º 513 — Regimento de Cavalaria n.º 7.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 42, de 21 de Maio de 1965, do Comando Territorial Independente da Guiné - CTIG):


Que Sua Ex.ª o Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, em seu despacho de 10 do corrente e por proposta do Comandante Militar do Comando Territorial Independente da Guiné, louva:


O Alferes de Cavalaria, António Luís de Magalhães e Meneses de Abreu Coutinho, do Pelotão de Reconhecimento ‘Daimler’ 947, pela forma entusiástica como terminada uma diligência temporária no comando de um Pelotão de Reconhecimento [Pelotão de Reconhecimento ‘Fox’ 888] no interior da Província, se dedicou ao reagrupamento e reforço do seu próprio Pelotão de Reconhecimento, até então estacionado em Bissau, preparando-o e mentalizando-o para o cumprimento de nova e difícil missão noutra zona sujeita à actividade do Inimigo.


Iniciada a sua actividade operacional com a operação "Fecho", imediatamente demonstrou excelentes qualidades de comando, impulsionando da melhor forma a força encarregada da abertura do itinerário.


Removidos obstáculos e minas, deparou com uma forte emboscada do inimigo numa bifurcação de estradas, dando provas de grande coragem e serenidade debaixo de fogo, orientando a acção da tropa sempre em posições em que corria grave risco.


Vencendo todas as dificuldades conduziu as tropas ao objectivo final com pleno êxito.


Efectuando constantes patrulhamentos nas estradas à sua responsabilidade, tomou parte na operação "Arpão" para ocupação de outra localidade.


Num patrulhamento para a zona do inimigo, subsequente a esta operação, sofreu forte emboscada sendo ele próprio ferido, quando debaixo de fogo dirigia a manobra da autometralhadora Fox do Comando do Pelotão.
Em tudo deu provas de coragem, sangue frio, intrepidez e valor.
 

Em 1 de Dezembro de 1965 promovido a tenente supranumerário do quadro da arma de cavalaria;


Em 12 de Janeiro de 1966 regressa à Metrópole;


Em 1 de Outubro de 1968 passa à situação de reforma extraordinária, por ter sido considerado, pela junta hospitalar de inspecção do Hospital Militar Principal (HMP - Estrela) «INTER ARMA FONS VITAE», como incapaz para o serviço activo, por motivo de ferimentos recebidos em combate;


Em 18 de Junho de 1974 graduado no posto de capitão na situação de reforma, com antiguidade a 16 de Agosto de 1966;


Em 28 de Setembro de 1974 nomeado vogal, em substituição, da comissão liquidatária da extinta Acção Nacional Popular.


Faleceu no dia 6 de Agosto de 2004 na Cedofeita, freguesia urbana do concelho do Porto.


A sua Alma repousa em Paz.

 

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Revista da Cavalaria, edição do ano de 1965, pág.s 66 e 67

 

«Louvado, porque tendo sido nomeado para substituir temporariamente o Comandante do Pelotão de Reconhecimento ‘Fox’ 888 (PelRecFox888), demonstrou possuir, no desempenho dessas funções, excelentes qualidades militares e grande aptidão para o comando, desenvolvendo inteira actividade operacional.


Em mais de 3 meses de permanência neste sector, além das escoltas às colunas de reabastecimentos, tomou parte em todas as operações realizadas na fronteira Sul, nomeadamente na operação «Veloz», de que em dado momento teve que assumir o comando, mostrando-se perfeitamente integrado nos princípios estabelecidos pelo Batalhão e obtendo grande êxito ao aprisionar os primeiros elementos da população de Cacoca.


Dotado de boas qualidades morais e grande entusiasmo, voluntário para as situações de maior risco, tem demonstrado ser um bom oficial da arma a que pertence e digno da consideração de superiores e subordinados.
»

 

 

 

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