"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom
que para preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

Américo Luís dos Santos Henriques
Alferes MIl.º Atirador de
Infantaria
Comandante de pelotão
da
4.ª Companhia de
Caçadores Indígena
(6.ª Companhia de Caçadores)
«ONÇAS NEGRAS»
«AUT VINCERE AUT MORI»
Comando Territorial
Independente da Guiné
Cruz de Guerra,
colectiva, de 1.ª classe
(Título póstumo)
Cruz de Guerra de 3.ª
classe
(Título póstumo)
Américo Luís dos Santos Henriques,
Alferes Mil.º Atirador de Infantaria, natural do lugar de
Valada,
na freguesia de Seiça, concelho de Vila Nova de Ourém,
filho de António Henriques e de Maria Ermelinda
dos
Santos, solteiro;
Mobilizado, em rendição individual, pelo Batalhão de
Caçadores 8 (BC8 – Elvas) «DISTINTOS VÓS SEREIS NA LUSA
HISTÓRIA COM OS LOUROS QUE COLHESTE NA VITÓRIA» para
servir Portugal
na Província
Ultramarina da Guiné, como comandante de
pelotão da 4.ª Companhia de Caçadores Indígena (4ªCCacI)
«AUT VINCERE AUT MORI»,
do Comando Territorial
Independente da Guiné (CTIG) «CORAGEM E LEALDADE» - «A
LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO»;
Faleceu no dia 21 de Fevereiro de 1967 em Bedanda,
vítima de ferimentos em combate, ocorrido num
acampamento inimigo, perto do rio
Ungarimol, depois de
passar a nascente do rio Laura;
Está inumado no cemitério da freguesia de Seiça,
concelho de Vila Nova de Ourém.
Paz à sua Alma
Louvado, a título póstumo, por feitos em combate, pelo
Comandante do Comando de Agrupamento 1975, por seu
despacho de 21 de Março de 1967, publicado na Ordem de
Serviço n.º 14, de 23 de Março de 1967, do Quartel
General do Comando Territorial Independente da Guiné;
Em 1 de Abril de 1967, aquela subunidade de infantaria
(4ªCCacI) passou a designar-se por Companhia de Caçadores
6 (CCac6) «ONÇAS NEGRAS» - «AUT VINCERE AUT MORI», do
Comando Territorial
Independente da Guiné (CTIG) «CORAGEM E LEALDADE» - «A
LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO»;
Agraciado, a título póstumo, com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe,
pela Portaria de 9 de Maio de 1967,
publicado na Ordem do Exército n.º 11 – 2.ª série, de
1967;
Agraciado, a título póstumo, com a
Medalha da Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª
classe, pelo Decreto n.º 48412. Publicado no
Diário do Governo n.º 129/1968, Série I, de 30 de Maio
de 1968.
Cruz de Guerra, de 3.ª
classe
(Título póstumo)
Alferes Miliciano de Infantaria
AMÉRICO LUÍS DOS SANTOS HENRIQUES
4ªCCacI - CTIG
GUINÉ
3.ª CLASSE (Título póstumo)
Transcrição da Portaria publicada na Ordem do
Exército n.º 11 – 2.ª série, de 1967.
Por Portaria de 09 de Maio de 1967:
Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, a título
póstumo, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento
da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços
prestados em acções de combate na Província da Guiné
Portuguesa, o Alferes Miliciano, Américo Luís dos Santos
Henriques, da 4.ª Companhia de Caçadores [Indígena],
adstrito ao Batalhão de Caçadores n.º 1858 - Comando
Territorial Independente da Guiné.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 14, de 23 de Março de
1967, do Quartel General do Comando Territorial
Independente da Guiné):
Que, por despacho de 21 do corrente e por proposta do
Comandante do Comando de Agrupamento 1975, louvo, a
título póstumo, o Alferes Miliciano, Américo Luís dos
Santos Henriques, porque prestando serviço na 4.ª
Companhia de Caçadores [Indígena] durante cerca de 11
meses, se revelou sempre um bom oficial e um óptimo
auxiliar do Comando.
Tomando parte em várias operações em todas se revelou um
bom comandante de Grupo de Combate, nomeadamente nas
operações "Pertinência" e "Sobreiro", onde deu provas de
coragem, decisão, serena energia debaixo de fogo e
sangue frio.
Na Operação "Sobreiro", seguindo à testa da coluna e ao
localizar o acampamento inimigo, lançou-se à frente dos
seus homens ao assalto à posição, sem se preocupar com
outra coisa que não fosse o cumprimento da missão, tendo
recebido graves ferimentos dos quais veio a falecer
pouco tempo depois, mas tendo com a sua acção
galvanizado os seus homens e contribuído para pôr em
fuga o inimigo.