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Condecorações

Henrique de Morais da Silva Caldas, Capitão de Cavalaria CMS PQ

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação

do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"
 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Elementos cedidos pelo PQ Pedro Castanheira

 

Faleceu no dia 04 de Novembro de 2004, o veterano

 

 

Henrique de Morais da Silva Caldas


Capitão de Cavalaria Comando Paraquedista


Moçambique: 26Nov1966 a 19Nov1968


Comandante de pelotão da


4.ª Companhia de Comandos
«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»


Guiné: 02Mar1971 a 14Out1972


Comandante de pelotão e Comandante da


Companhia de Caçadores Paraquedistas 123


Batalhão de Caçadores Paraquedistas 12 «UNIDADE E LUTA»


Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné «ESFORÇO E VALOR»


Guiné: 15Out1972 a 10Abr1973


Oficial de Informações do


Comando Operacional 4

 

Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné


Comando Territorial Independente da Guiné
«CORAGEM E LEALDADE»
«A LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO»

Cruz de Guerra de 1.ª classe Colectiva


Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma


Medalha de Mérito Militar de 3.ª classe


2 Medalhas Comemorativas das Campanhas das Forças Armadas com as legendas “Moçambique 1966 – 68” e “Guiné 1971 – 73”

 

 

 

 

Henrique de Morais da Silva Caldas, Capitão de Cavalaria Comando Paraquedista, nasceu a 15 de novembro de 1944, na freguesia de Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa.


Em 20 de setembro de 1965, iniciou o serviço militar obrigatório nas fileiras do Exército, numa unidade da arma de Artilharia. Após a recruta e a especialidade, ofereceu-se para frequentar o Curso Básico de Comandos no Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE – Lamego) «QUE OS MUITOS POR SER POUCOS NAM TEMAMOS», o qual concluiu com aproveitamento em finais de setembro do mesmo ano, após cerca de sete semanas de instrução.


Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1 - Sacavém) «NÃO FALTA CERTO NOS PERIGOS» - «EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS» para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, embarcou a 09 de novembro de 1966, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos (Lisboa), no NTT “Império”. Seguiu como comandante de pelotão da 4.ª Companhia de Comandos (4.ª CCmds) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES».


A sua subunidade, comandada pelo Capitão Miliciano 'Comando' Horácio Francisco Martins Valente, seguiu para Vila Cabral, onde decorreu a 2.ª fase de instrução (adaptação operacional), entre 02 de dezembro de 1966 e 22 de março de 1967. Concluída esta fase, a 4.ª CCmds, em situação de intervenção no Sector A, desenvolveu intensa atividade operacional em regiões como Bandece, Maniamba, Metangula e Massangulo. Participou em diversas operações, destacando-se a Operação "Marte" (01 de abril de 1968), que resultou na destruição da base "Gungunhana" e na captura de vultosa quantidade de material. Durante o regresso da operação homónima ("Gungunhana"), a 11 de agosto de 1968, a viatura onde seguia o comando da companhia acionou uma mina anticarro, causando a morte do Capitão Horácio Valente. O comando da unidade foi então assumido temporariamente pelo Capitão de Infantaria 'Comando' José Manuel da Glória Belchior.


A 19 de novembro de 1968, embarcou no NTT ‘Niassa’ de regresso à Metrópole, desembarcando a 18 de dezembro de 1968. Foi agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas “Moçambique 1966–68” e, pela Portaria de 22 de novembro de 1969, com a Medalha de Mérito Militar de 3.ª Classe.


A sua vocação para tropas de elite levou-o, a 17 de agosto de 1970, ao Regimento de Caçadores Paraquedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», onde concluiu o 61.º Curso de Paraquedismo Militar a 10 de setembro, recebendo o brevet n.º 8859. Em março de 1971, seguiu para a Guiné como comandante de pelotão da Companhia de Caçadores Paraquedistas 123 (CCP123) do Batalhão de Caçadores Paraquedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR». A 15 de julho de 1971, assumiu o comando da CCP123, sendo promovido a Capitão Miliciano Comando Paraquedista em novembro do mesmo ano.


Na fase final da sua comissão na Guiné, a 15 de outubro de 1972, foi nomeado para exercer as funções de Oficial de Informações do Comando Operacional 4 (COP4), sob dependência direta do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné (CCFAG).

 

Regressou à Metrópole a 11 de abril de 1973.

 

Foi agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas com a legenda 'Guiné 1971 - 73'.


Pela sua elevada competência técnica e contributo decisivo no planeamento operacional e desenvolvimento socioeconómico das populações locais, foi condecorado em 1974 com a Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma. O respetivo louvor (Diário do Governo n.º 63, 2.ª Série, de 15 de março de 1974) destaca a sua "vincada personalidade", o "alto espírito de sacrifício" e o valor demonstrado em operações como "Quartzo azul", "Mocho verde" e "Carocha":


Capitão Miliciano Paraquedista
HENRIQUE DE MORAIS DA SILVA CALDAS


CCP123 - BCP12 - RCP

Guiné

 

Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma


Diário do Governo n.º 63, 2.ª Série, de 15 de março de 1974


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar, por proposta do comandante-chefe das forças armadas da Guiné, o Capitão Miliciano Paraquedista Henrique de Morais da Silva Caldas, pela forma como desempenhou as funções que lhe foram atribuídas durante a sua comissão de serviço na província da Guiné.


Primeiro como comandante de um grupo de combate e depois como comandante da Companhia de Caçadores Paraquedistas n.º 123, afirmou-se um oficial de valor, elevados conhecimentos profissionais, vincada personalidade e possuidor de alto espírito de disciplina e de sacrifício.


Tendo tomado parte na quase totalidade das acções e operações da sua companhia, deu aos seus subordinados constantes exemplos de coragem e determinação, sobretudo nas situações mais difíceis e que envolviam mais risco, nomeadamente nas operações Quartzo azul, Mocho verde e Carocha.


Escolhido, no final da comissão, para oficial de informações do Comando Operacional n.º 4, demonstrou elevada competência profissional, prestando expressivo contributo para o planeamento da actividade operacional e desenvolvimento do programa de promoção sócio-económica das populações.


O Capitão Caldas revelou-se um oficial de invulgar vocação militar e muito apto para o comando de tropas em campanha, ganhando jus a
público louvor pelos extraordinários, relevantes e distintos serviços que prestou no teatro de operações da Guiné.


Decidido a seguir a carreira das armas, ingressou na Academia Militar (AM) «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI» em 1974. Em agosto de 1976, foi promovido a Alferes do Quadro Permanente e, em dezembro do mesmo ano, ingressou no Quadro Permanente da Arma de Cavalaria. Já como Tenente e, posteriormente, Capitão de Cavalaria Comando Paraquedista, comandou na década de 80 a Companhia Anticarro do Corpo de Tropas Paraquedistas (CTP) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE».


Passou à situação de reforma extraordinária a 10 de junho de 1985 e faleceu a 04 de novembro de 2004.

 

Paz à sua Alma


Como antigo membro da 4.ª Companhia de Comandos, o Capitão Henrique Caldas está abrangido pelo direito ao uso da Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª Classe, atribuída a título coletivo àquela unidade pelo Aviso n.º 7788/2014 (Diário da República, 2.ª série, n.º 128, de 7 de julho de 2014), em reconhecimento pelo heroísmo demonstrado em combate.

 


 

 

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