

Joaquim Pires da Costa Lino
1.º Cabo de Artilharia 'Comando',
n.º 04465165
3.ª Companhia de Comandos
«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»
Guiné: 30Jun1966 a 29Abr1968
Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª classe
Cruz de Guerra de 3.ª classe
Louvor Individual
Prémio Governador da Guiné
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Joaquim Pires da Costa Lino, 1.º
Cabo de Artilharia ‘Comando’,
n.º 04465165, natural da
freguesia do Meixomil, concelho
de Paços de Ferreira;
Mobilizado pelo Regimento de
Artilharia Ligeira 1 (RAL1 -
Sacavém) «EM PERIGOS E GUERRAS
ESFORÇADOS» - «NÃO FALTA CERTO
NOS PERIGOS» para servir
Portugal na Província
Ultramarina da Guiné;
No dia 24 de Junho de 1966, na
Gare Marítima da Rocha do Conde
de Óbidos, em Lisboa, embarcou
no NTT ‘Manuel Alfredo’,
integrado na 3.ª Companhia de
Comandos «A SORTE PROTEGE OS
AUDAZES», rumo ao estuário do
Geba (Bissau), onde desembarcou
no dia 30 de Junho de 1966;
A sua subunidade de comandos,
comandada pelo
Capitão Mil.º de
Infantaria ‘Comando’ Álvaro
Manuel Alves Cardoso,
instalou-se em Brá (Bissau),
onde inicialmente se dedicou à
construção dos alojamentos
próprios e, simultaneamente, a
realizar uma instrução de
aperfeiçoamento e adaptação nas
regiões de Prábis e Nhacra; em
princípios de Agosto de 1966,
iniciou a fase de treino
operacional, que incluiu a
realização de operações nas
regiões de Nova
Sintra-Tite-Jabadá e
Jugudul-Ponta Bani e que
culminou com a entrega das
insígnias de "comando" em 2 de
Novembro de 1966; em virtude dos
efectivos da subunidade se terem
sucessivamente reduzido devido
ao desgaste sofrido, foi formado
novo pessoal de recompletamento,
com entrega das insígnias em 28
de Março de 1967; com a sua sede
em Bissau, como subunidade de
intervenção e reserva do
Comando-Chefe, actuou em
diversas áreas com efectivos de
1 a 4 pelotões, algumas vezes
por helitransporte e em
coordenação com a Força Aérea,
ou em situação de reforço a
diversos batalhões; efectuou
diversas operações nas regiões
de Susana, Flaque Cibe (Jabadá),
Bissilão (Tite), Insumeté
(Bula), Choquemone (Bula)
Catió-Cufar, Ttligi (Bula),
Cabedú, Jol (Teixeira Pinto),
Oio (Mansabá), S. Domingos,
Locher (Mansoa), Poidom (Rime),
Canjambari, Bambadinca,
Binar-Bula, Salancaur (Guileje)
e outras; pelos resultados
obtidos e efectivos envolvidos,
destacam-se as operações
"Vodka", "Nortada", "Xerez",
"Bom Sucesso", "Yungfrau" e
"Rolls-Royce", entre outras,
tendo capturado 4 metralhadoras
pesadas, 2 metralhadoras
ligeiras, 15
pistolas-metralhadora, 57
espingardas, 2 lança-granadas
foguete e cerca de 9.000
munições de armas ligeiras; a
partir de 8 de Abril de 1968,
cessou a sua actividade
operacional, a fim de aguardar o
embarque de regresso.
Louvado por feitos em combate no
teatro de operações da Guiné,
publicado na Ordem de Serviço
n.º 41, de 14 de Setembro de
1967,
do Quartel-General do
Comando Territorial Independente
da Guiné;
Agraciado com a Medalha da Cruz
de Guerra de 3.ª classe, pela
Portaria de 25 de Outubro de
1967, publicado na Ordem do
Exército n.º 32 – 3.ª série, de
1967;
Distinguido com o Prémio
Governador da Guiné, publicado
no Jornal do Exército n.º 99,
página 6, de Março de 1968;
No dia 29 de Abril de 1968,
terminou a sua comissão na Guiné
e regressou à Metrópole;
Condecoração Colectiva – 3.ª
Companhia de Comandos:
Condecorada com a Medalha da
Cruz de Guerra de 1.ª classe,
conforme o Decreto 48409,
publicado no Diário do Governo
n.º 129/1968 – Série I, de 30 de
Maio de 1968
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Cruz de Guerra de 3.ª classe
1.° Cabo de Artilharia, Comando,
n.º 04465165
JOAQUIM PIRES DA COSTA LINO
3ªCCmds - RAL1
GUINÉ
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria
publicada na Ordem do Exército
n.º 32 – 3.ª série, de 1967.
Por Portaria de 25 de Outubro de
1967:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, condecorar com a Cruz
de Guerra de 3.ª classe, ao
abrigo dos artigos 9.º e 10.º do
Regulamento da Medalha Militar,
de 28 de Maio de 1946, por
serviços prestados em acções de
combate na Província da Guiné
Portuguesa, o 1.º Cabo n.º
04465165, Joaquim Pires da Costa
Lino, da 3.ª Companhia de
Comandos - Regimento de
Artilharia Ligeira n.º 1.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço
n.º 41, de 14 de Setembro de
1967, do Quartel-General do
Comando Territorial Independente
da Guiné):
Louvado o 1.º Cabo, Comando, n.º
04465165, Joaquim Pires da Costa
Lino, da 3.ª Companhia de
Comandos, porque durante a
Operação "Vénus", quando um
grupo inimigo instalado em
abrigos ofereceu resistência, e
após a quebra desta, mostrou uma
rara coragem, indiferença pelo
perigo, decisão, desprezo pela
vida e serena energia debaixo de
fogo, pois estando um elemento
inimigo ainda dentro dum abrigo
e pronto a abrir fogo de pistola
metralhadora, postou-se de arma
empunhada frente à entrada desse
abrigo, pronto a abater o
adversário.
Tendo no entanto ouvido o
Comandante da operação gritar
que queria o inimigo vivo,
mostrou serena energia, sangue
frio e perfeita técnica,
disparando vários tiros com uma
precisão extraordinária, em
volta da entrada do abrigo, sem
atingir o adversário, mas
impedindo que este tivesse
qualquer reacção devido à
rapidez e precisão do seu tiro,
e obrigando-o a sair do abrigo e
a entregar a arma. Quando já
fora do abrigo o inimigo tentou
fugir, foi impelido pela
imediata reacção do 1.º Cabo
Comando Lino, que demonstrou uma
agressividade ímpar,
subjugando-o total e
rapidamente.
Posteriormente, e quando um
outro elemento inimigo fugia em
zig-zag pela bolanha, a cerca de
100 metros, mais uma vez o 1.º
Cabo Comando Lino mostrou a sua
perfeita técnica de combatente e
a sua serenidade, pois ajoelhou
calmamente e com um só tiro
abateu o citado elemento.
É o 1.º Cabo Comando Lino um
exemplo vivo de disciplina,
camaradagem, espírito de
sacrifício e de humildade na sua
valentia, que o tornam digno de
ser apontado entre os melhores
que defendem a Pátria.
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Prémio Governador da Guiné
(Publicado no Jornal do Exército
n.º 99, página 6, de Março de
1968)

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