"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Elementos cedidos pelo PQ
Pedro Castanheira |

João
Carlos Adão da Fonseca
Alferes Mil.º Pára-Quedista
na
situação de reforma extraordinária
como deficiente das Forças Armadas
Moçambique:
05Out1971 a 28Mai1973
Comandante do
2.º
Pelotão da 1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 32
«FAMOSA GENTE A GUERRA
USADA»
Comando da Região Aérea n.º 3
«LEALDADE E CONFIANÇA»
Cruz
de Guerra de 4.ª classe
(recusou recebê-la)
As
razões:
(in
texto da autoria do
Pára-Quedista Pedro Castanheira,
denominado por “A DAMA NEGRA):
“Treinado no espírito de grupo dos Boinas Verdes
Todos éramos um só, nunca para trás alguém ficaria
Cada um no seu posto, no seu lugar
Logo aprendi a guerrilha e chamaram-me cobarde
Depois herói
Uma condecoração individual?
Se nos Paras o “corpo” mandava
E não havendo lugar para o individualismo
Sem eles eu não seria nada
Fizeram o melhor que sabiam
Sabe se lá o esforço que fizeram
Muitos ficaram sem qualquer honra
- Não ligues, não tem importância
- Então? Porque recebê-la
As condecorações são para as excepções
Comigo não houve alguma
E se houve, algo de errado correu mal
Se todos éramos um só - era esta a coesão“
Adão da Fonseca
João
Carlos Adão da Fonseca, Alferes Mil.º Pára-Quedista, na
situação de reforma
extraordinária
como deficiente das Forças Armadas, nascido no dia 13 de
Junho de 1949, na cidade do Porto;
Em 15 de Abril de 1970, incorporado na Escola Prática
de
Infantaria (EPI - Mafra) «AD UNUM», onde frequentou o
2.º Curso de Oficiais Milicianos (COM);
No período de 21 de Setembro a 30 de Outubro de 1970,
com o posto de Aspirante-a-Oficial, frequenta no
Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» o 63.º Curso de
Paraquedismo Militar, após a sua conclusão obtém o
brevet n.º 9104;

Em 05 de Outubro de 1971, mobilizado pelo Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR
VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir
Portugal
na Província Ultramarina de Moçambique, como comandante
do 2.º Pelotão da 1.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas (1ªCCP) do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 32 (BCP32) «FAMOSA GENTE A GUERRA USADA»
do Comando da Região Aérea n.º 3 (COMRA3) «LEALDADE E
CONFIANÇA»;
Em 28 de Maio de 1973, no decorrer da operação «BRASA»,
foi
ferido em combate;

Louvado por feitos em
combate no teatro de operações de Moçambique, publicado
na Ordem de Serviço n.º 58, do Comando da Região Aérea
n.º 3, de 17 de Maio de 1974;
Pela Portaria de 31 de Maio de 1974, agraciado com a
Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, a qual recusou
recebê-la;
Em 01 de Setembro de 1975, passou à situação de reforma
extraordinária como deficiente das Forças Armadas.
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Cruz
de Guerra de 4.ª classe
Alferes
Miliciano Pára-quedista
JOÃO CARLOS ADÃO DA FONSECA
1ªCCP/BCP32 - COMRA3
Moçambique
Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª Classe
Pela
Portaria de 31 de Maio de 1974
Ordem de Serviço n.º 58 de 17 de Maio de 1974 do Comando
da Região Aérea n.º 3 (COMRA 3)
Louvado pelo Comandante da 3.ª Região Aérea Interino, o
Oficial abaixo mencionado, "porque durante 21 meses em
que prestou serviço numa companhia operacional, no
BCP32, sempre demonstrou possuir qualidades militares e
cívicas, que o creditaram como um militar exemplar e
digno.
O Alferes FONSECA, comandou eficientemente o seu Grupo
de combate e nas várias operações em que tomou parte,
demonstrou sempre coragem, decisão, espírito combativo,
sangue-frio e serena energia frente ao IN, muito
especialmente na operação “BRASA” em que debaixo de
fogo, sem se preocupar com qualquer proteção, deu ordens
concretas e precisas aos elementos da testa, ao mesmo
tempo que fazia fogo com o morteiro 60mm. Depois de
ferido na vista direita, continuou a comandar o seu
grupo de combate, com o mesmo à-vontade e eficiência que
já vinha demonstrando.
O Alferes FONSECA, alia à sua competência, uma esmerada
educação e fino trato, que lhe permitiram granjear a
admiração e estima dos seus superiores e camaradas e
tornar-se um exemplo constante para os seus inferiores.
Da ação do Alferes FONSECA, considerada brilhante e
altamente honrosa, resultou prestígio para as Tropas
Pára-quedistas e para a Força Aérea."
