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Trabalhos, textos sobre a Guerra do Ultramar ou livros

Rui de Azevedo Teixeira

 

Rui Joaquim de Azevedo Teixeira: nascido em 19 de Agosto de 1951, em Argivai (freguesia do concelho da Póvoa do Varzim);

 

Em 1973-75 cumpriu serviço militar em Angola, como alferes miliciano com a especialidade 'comando';

 

Antigo professor nas Universidades do Minho, Agostinho Neto, Eduardo Mondlane, Colónia e Aberta. Presentemente, encontra-se na situação de aposentado.

 

O livro:

 

"A Guerra de Angola 1961 - 1974"

 

 

título: "A Guerra de Angola 1961-1974"

autor: Rui de Azevedo Teixeira

 

editor: QuidNovi

1ªed. Matosinhos, Jul2010

colecção: Guerra e Campanhas Militares

 

EAN: 978-9896281892

ISBN: 978989628892

dimensões: 13 x 20 cm

n.º páginas: 148

encadernação: Capa mole

 

Descrição:

 

Fonte: "FNAC"

 

«Em suma: no plano meramente militar - com a (quase) amputação do corpo guerrilheiro do MPLA e com os outros movimentos de joelhos -, nada podia impedir que a mais aportuguesada das colónias continentais africanas fosse o último vértice do grande triângulo luso-tropicalista: Lisboa-Rio-Luanda, triângulo que faria do Atlântico Sul um "lago lusófono" de domínio branco. A concretização dessa utopia triangular era defendida por muitos [...]. Mais de três décadas depois da guerra de Angola, se não existe o "triângulo luso-tropicalista", existe com certeza, e cada vez mais, uma lusofonia atlântica. O Atlântico Sul é um "lago lusófono", não de domínio branco exclusivo, mas também negro e mestiço, ou seja, uma malha civilizacional morena, tendo por suporte a língua portuguesa, cobre o Sul do Atlântico.»

 

em "III Auto-Crítica":

Fonte:

http://www.ruideazevedoteixeira.com/obraserecepcaocritica/obraserecepcaocritica/36/,

pode ler-se que...

 

[...]

- «0 - A Guerra de África 1961-1974 - Angola

Renego este livro. Pelas seguintes razões:

- metade do livro (fotos, legendas e textos curtos) são da responsabilidade de um curioso, ou mais, da editora (basta este exemplo: uma legenda foca uma "G3" só que.... não é uma G3!);

- não houve qualquer prova/revisão/leitura a sério feita por mim, quanto mais as duas da praxe;

- o "livro" foi feito em pouco mais de um mês. Era "inadiável e eu-Angola tínhamos de abrir a colecção"; havia "grandes interesses económicos em jogo"; etc

Culpo-me, agora já não pela ingenuidade (primeiro Livro de Actas), mas pela generosidade, generosidade idiota. Vária gente me pediu o "esforço" (presidente da

Academia de História, o secretário da Academia, responsáveis da editora) e eu, numa de comando, "É para se fazer, está feito!"

Esgotei as minhas reservas de ingenuidade e generosidade para com editoras .

O "livro" foi um best-seller.»

 

– «9 - A Guerra de Angola 1961-1974 (Quidnovi, Julho, 2010)

Um livro simpático, fisicamente bonito (tem qualquer coisa de livro de contos ou de poemas). Em relação à historiografia pura e dura, "à antiga portuguesa",

distancio-me: evito a informação em catadupa, tantas vezes cansativa, não raro inútil; evito também a linguagem de pau, morta; procuro o "twist and turn" na informação

batida mas obrigatória; busco a história e o personagem exemplar; não deito fora o pormenor expressivo ou mesmo picante. "Lê-se quase como um livro de aventuras!",

diz-me um amigo. Enfim, julgo ter conseguido uma narrativa com ritmo, cuja leitura é descontraída mas essencial, saborosa  sem deixar de ser séria.

É a correcção do livro que reneguei (ver atrás o 0). É um novo livro...quase. Estou contente por a Quidnovi ter conseguido dar a volta à situação criada.»

 

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