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Nota de óbito

Óbito: Informação cedida veterano

Miguel Velez de Oliveira

 

Outros elementos cedidos por um

colaborador do portal UTW

 

 

Faleceu, no dia 20 de Junho de 2019, o veterano

José Rosa Sampaio

 

Soldado de Transmissões

 

Companhia de Caçadores 3413

 

«VALOR E GARRA»

 

Angola:

09Ago1971 > 02Out1973

 

 

 

Em 31 de Julho de 1971, mobilizado pelo Batalhão Independente de Infantaria 17 (BII17 - Angra do Heroísmo) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, embarcou em Lisboa no NTT 'Vera Cruz' rumo ao porto de Luanda, como soldado de transmissões integrado na Companhia de Caçadores 3413 «VALOR E GARRA».

 
Em 2 de Outubro de 1973, concluída a comissão, regressou por via aérea à Metrópole.

 

A sua Alma Descansa em Paz

 

 

Clique no sublinhado ou na imagem para visualização do conteúdo - ficheiro em formato "pdf"

 

Os mortos monchiquenses da Guerra Colonial

 

 

 

Fonte: Jornal de Monchique, de 30 de Julho de 2008

 

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Anotações ao documento supra, enviadas por um Veterano

 

Para visualização das sepulturas clique em cada um dos sublinhados

 

- AVELINO MARTINS ANTÓNIO (morto em combate, na data indicada) - tal como os demais mortos e feridos na referida emboscada, que não foi iniciativa das NT mas sim do PAIGC, foram transportados para Bissau. Todos os mortos foram a sepultar no cemitério de Bissau, no dia 01 de Fevereiro de 1965. A informação constante a págs.107-110 do livro 1, tomo II do 8º volume da "Resenha..." (1ªed. 2001), de que os militares nela referidos, teriam ficado sepultados no cemitério de Nova Lamego, não é correcta.

 

- JOAQUIM DA SILVA JOÃO - morreu no dia 15 de Agosto de 1972, em consequência de graves ferimentos adquiridos no dia anterior junto à fronteira sul de Angola, onde o Esquadrão Cuidado do MPLA montou emboscada a tropas envolvidas na Operação Tufão 4, causando 7 mortos imediatos à CCav3361 (que estava já a meio da sua comissão de serviço e não era adida ao BCav3845, mas sim uma das três subunidades operacionais do referido batalhão).

 

- JOSÉ ANTÓNIO DA ASCENSÃO INÁCIO - morreu na data indicada (quando se encontrava a poucos dias do início da sua comissão), no itinerário Ambriz>Nambuangongo, quando um bando da UPA lançou emboscada contra um MVL, durante a qual morreu por fogo IN um soldado da CCS/BCac158 (bala na coxa atingiu a artéria femural), e dois outros em consequência de «acidente com arma-de-fogo», no caso, auto-deflagração de granada própria que um deles trazia à cintura (o Soldado Inácio da CTpts335, e o que a seu lado ia sentado, um soldado da CCac103, do Batalhão do TCor Maçanita).

 

- JOSÉ ANTÓNIO NOBRE BAIONA - morreu na data indicada. Mobilizado pela BA6-Montijo, chegou em 24Nov60 a Luanda como membro da tripulação do PV-2 4607. Tinha a especialidade de Mecânico de Material Aéreo e, nessa qualidade, integrava a tripulação do PV-2 4612 que, na referida data, procedia a um vôo integrado nas cerimónias da inauguração oficial da Esquadra 91 da BA9. Não faleceu em situação de combate, mas devido ao despenhamento do avião entre a Camabatela e o Puri, por motivos que a FAP não conseguiu apurar (ou não quis revelar), mas de modo algum «em situação de combate»; os destroços (e apenas estes) só foram localizados no dia 3 de Agosto de 1961, acidentalmente, por uma patrulha do Exército; naquele despenhamento faleceram, além do epigrafado, mais 3 tripulantes (o Ten PilAv Carlos António Alves, o 2Sg PilAv Jorge Raposo Gomes Prata, o 1Cb ORTra Orlando Custódio Machado dos Santos) e o alferes pára-quedista do BCP21 Luís Ramos Labescat da Silva (que ia como observador, e oficialmente está dado como morto em 31Jan62 e com a posto de tenente. Não há notícia, pelo menos até final de 1961, de que algum dos cadáveres dos 5 malogrados militares da FAP tenha sido resgatado à selva; como também não há notícia de que algum deles tenha sido, a título póstumo, agraciado. Se «o corpo foi depois recuperado e trasladado para o cemitério de Monchique», poderá estar-se perante uma "mentira piedosa", idêntica à aludida «Ordem da Torre e Espada».

 

- JOSÉ ANTÓNIO VALÉRIO MALVEIRO - morreu na data indicada, no itinerário Ponte de Quimbele para Macocola, durante emboscada lançada por um bando armado da UPA que, além desta baixa mortal, causou mais 8 feridos àquela subunidade do BCac92.

 

- JOSÉ CARLOS MARTINIANO MARREIROS - morreu na data indicada, por motivo de doença adquirida em serviço. Considerando a informação relacionada com a circunstância do seu nascimento (aliás prevista na metodologia de análise e rectificação sempre que plausível e justo)

, cessa a inclusão no concelho de Lisboa e passa ao concelho de Monchique. Pertencia à CCS do BCac96, que concluiu a sua comissão de serviço em Sá da Bandeira (merecido descanso no sudoeste de Angola), em 14Jul63. O óbito, registado na data indicada, somente poderá ter ocorrido na Metrópole, colocando-se hipótese de haver sido evacuado (antes do regresso do batalhão) e ter falecido no HMP-Estrela.

 

- JOSÉ DA SILVA DUARTE - morreu em combate, não no dia 14 mas sim 15 de Abril de 1964, na área da Magina (perto da fronteira noroeste de Angola); nessa mesma circunstância, morreram 2 furriéis milicianos e outros 2 soldados, todos da citada subunidade do BCac595.

 

- JOSÉ INÁCIO DUARTE DOMINGOS - morreu pela causa mencionada mas no dia 4 de Junho de 1966, no Chire (Vila Fontes), recém-chegado ao local vindo do Erego com a sua CCac1503, pertencente ao referido batalhão.

 

- JOSÉ JOAQUIM ÁGUAS DE SOUSA - morreu na data indicada, em consequência de ferimentos adquiridos no dia anterior durante acidente de viação ocorrido no itinerário Caje>Muxaluando, quando a CCav351 (subunidade onde estava integrado e que pertencia ao BCav350, comandado pelo irmão do conhecido Costa Gomes), procedia à mudança do aquartelamento de Balacende para o Mucondo, auxiliada por efectivos da CCav297 (outra subunidade daquele batalhão) que nesse mesmo dia (14Nov62) sofreram 2 mortos pelo mesmo motivo (vindo um outro a morrer também no dia seguinte).

 

- LINO DO NASCIMENTO AMADO - morreu na data indicada. Pertencia à CArt730, subunidade operacional do citado batalhão.

 

- LUCIANO FLORÊNCIO - morreu na data indicada, em consequência de uma "bailarina" (mina antipessoal) lhe haver decepado uma perna, durante operação na área da Cutia com o Grupo de Comandos "Vampiros", ao qual pertencia. Era Soldado Atirador 'Comando' com o nº621/64, oriundo da CCac726 (não existiu Companhia de Comandos 726).

 

- MARCELINO DUARTE - morreu na data indicada, vítima de afogamento no rio Bigador, perto de Pixe, onde a citada subunidade estava aquartelada. O motivo da morte nada teve a ver com "situação de combate".

 

- VIDAUL DA CONCEIÇÃO INÁCIO - morreu na data indicada, vítima de acidente de viação: a 8 dias da citada subunidade concluir a sua comissão de serviço, quando em deslocação auto no itinerário Changara > rio Luenha (a sul do Mazoé, na Zona Operacional de Tete), o militar foi projectado da Berliet onde viajava e ficou esmagado pelo capot do camião.

 

 

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