Silva Martins
«As
Feridas Invisíveis - Crónicas de uma ida à Guerra»

Autor: Silva Martins
Título: As feridas invisíveis :
crónicas de uma ida à guerra / memórias de Silva Martins
Publicação:
Benavente: Câmara Municipal, DL 2007
Descrição física:
55 p.: il.; 20 cm
Colecção:
Memórias da nossa gente; 3
N.º do Depósito Legal:
PT|256167/07
CDU:
869.0-94 Martins, Silva
Cota: M.
Vária 2190 BMC 561957
Tipo de documento:
Texto impresso
País de publicação:
PT, Benavente
O livro As Feridas Invisíveis Crónicas de
uma ida à Guerra, de Silva Martins (edição da Câmara
Municipal de Benavente, pertencente à colecção Memórias
da Nossa Gente) e a exposição de fotografia Guerra
Colonial A Memória em Imagens, inserem-se num programa
vasto de redescoberta da nossa identidade colectiva
sobre acontecimentos marcantes da nossa história
contemporânea. Duas gerações atravessaram o conflito
colonial, nas três frentes de guerra, de 1961 a 1974.
Dessa passagem, dessa dolorosa experiência, a Câmara
Municipal de Benavente não quis deixar de recolher
testemunhos gráficos impressivos, através do relato
escrito e fotográfico de alguns dos seus protagonistas,
desse doloroso período da nossa história recente.
Entendemos que a memória deve servir de pedagogia e, na
sua dialéctica assunção, proporcionar aos que não
viveram estes acontecimentos, um claro conhecimento
através dos testemunhos daqueles que os viveram e
sofreram.
Por esse facto, o Museu Municipal de Benavente idealizou
esta exposição, pedindo a colaboração de antigos
combatentes, naturais do município, no sentido de
cederem fotografias que testemunhassem a sua passagem
pelo conflito colonial. A adesão à ideia inicial por
parte da população ultrapassou todas as expectativas,
conseguindo-se dessa forma reunir um número muito
significativo de fotos e outros elementos testemunhais
que em muito contribuíram para tornar abrangente a
referida exposição. Do espólio recolhido, foi possível
seleccionar 150 fotografias (as mais significativas),
aumentadas para tamanho A4, que nos dão do conflito, a
imagem do vivido em território estranho e em situações
limite, por uma geração que de todo desconhecia o
terreno e o substantivo da guerra para a qual foi
chamada a participar.
O livro As Feridas Invisíveis Crónicas de uma ida à
Guerra, de Silva Martins, dão-nos, em tom de relato
intimista, toda a dimensão do horror vivido pelos
militares mobilizados para Angola em 1961 que tiveram a
missão difícil e quase humanamente insuperável de ter de
enfrentar uma guerra para a qual não estavam preparados
técnica, militar e psicologicamente, em terreno hostil e
perante um povo que de todo desconheciam.
Fonte:
http://biscainho.blogs.sapo.pt/32377.html
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«Foi o Sargento Lúcio, do pelotão do
alferes Santana Pereira (o pelotão da vanguarda ao qual
coube a honra de ser o primeiro a entrar em
Nambuangongo), quem arvorou a bandeira na igreja»
