Alípio Tomé Pinto, Tenente-General
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E
GLÓRIA |
Elementos cedidos pelo veterano
João Carlos Abreu dos Santos
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Alípio
Tomé Pinto
Tenente-General

Alípio Tomé Pinto, nasceu a 14 de Janeiro de 1936
no concelho da Torre de Moncorvo.
Entre 09 de Junho de 1961 a 20 de Julho de 1974 prestou serviço
no Ultramar:

No noroeste de Angola, como
Tenente, comandante de pelotão da Companhia de Caçadores 129
(CCac129/RI14) «VIRIATOS« - «QUE A FAMA NINGUÉM VIRÁ QUE
DOME» do Batalhão de Caçadores 155 (BCac155/RI16) «CONDUTA BRAVA
E EM TUDO DISTINTA», foi gravemente ferido por um projéctil, que
entrou pelo lado esquerdo da cara e alojou-se no outro lado,
junto à carótida, partindo o maxilar;
No noroeste da Guiné, como
Capitão, comandante da Companhia de Caçadores 675 (CCac675/RI16)
«NUNCA CEDERÁ», ferido em combate, com uma granada de
morteiro
que rebentou por cima da árvore debaixo da qual se encontrava,
tendo levado com um estilhaço;
Em Angola, como Tenente-Coronel colocado no Quartel-General -
Comando Chefe das Forças Armadas de Angola (CCFAA) «COESÃO FÉ
DETERMINAÇÃO».
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clique em cada um dos sublinhados que se seguem:
Brevíssima resenha castrense:
"Tomé
Pinto, Ao Serviço da Pátria"
Da sua folha de serviços, constam:
- treze louvores a nível de ministro ou oficial-general (de
entre os quais se destacam um pelo Ministro do Exército, três
pelo Ministro da Administração Interna, dois pelo CEMGFA e um
pelo CEME);
- quinze condecorações nacionais (de entre as quais se destacam
uma
Medalha de Prata de Valor Militar com Palma, três Medalhas
de Ouro de Serviços Distintos, duas Medalhas de Prata de
Serviços Distintos com Palma, a Medalha de Mérito Militar de 1.ª
Classe, a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis, e o grau de
Cavaleiro da Ordem Militar de Avis);
- dez condecorações estrangeiras (Rio Branco do Brasil, Leopoldo
II da Bélgica, a Militar da Áustria, o Grau de Oficial da
República Federal da Alemanha, Comendador da Ordem Nacional de
Mérito da França, Grau de Cavaleiro Comandante Honorário da
Divisão Militar da Ordem do Império Britânico, Ordem de
Francisco de Miranda de 12 Classe da Venezuela, Cruzeiro do Sul
do Brasil, e a Gendarmerie National de França).
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Medalha de
Prata de Valor Militar com palma
Pela Portaria de 29 de Março de 1966,
publicado na Ordem do Exército n.º 11 - 2.ª série, de 01 de
Junho de 1966, e no Jornal do Exército n.º 117, página 23, de
Setembro de 1969:
Condecorado com a Medalha de Prata de
Valor Militar, com palma, nos
termos do artigo 7.º, com referência ao § 1.º do artigo
51.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, o Capitão de Infantaria Alípio Tomé Pinto, da
Companhia de Caçadores n.º 675, Batalhão de Cavalaria
n.º 490, Regimento de Cavalaria n.º 3, porque, durante
todo o tempo em que tem actuado com a sua Companhia na
região de Binta, tem demonstrado qualidades
extraordinárias de chefe, quer no planeamento das
operações em que os seus conhecimentos e imaginação
estão na base dos inúmeros êxitos obtidos, quer actuando
como primeiro combatente nos locais de maior perigo, em
que o seu arrojo, audácia, bravura, rara decisão,
valentia e desprezo pelo perigo frente ao inimigo têm
constituído melhor e mais construtivo estímulo para os
seus homens, que o estimam e o admiram, nele depositando
uma confiança sem limite.
Ao entrar em sector com a sua Companhia,
todos os itinerários estavam cortados, as populações
colaboravam abertamente com o inimigo, fortemente
aguerrido. Num espaço de tempo curto, devido ao ritmo
que impôs à actuação da sua Unidade, o panorama
modificou-se completamente. De 29 de Julho de 1964, data
em que entrou em sector, até 24 de Dezembro de 194, a
Companhia sob o seu comando teve 51 acções de fogo,
destruiu 418 casa de mato, abateu 80 inimigos, feriu 7,
aprisionou 44, apreendeu valioso material de guerra e
muitas munições. O inimigo, inicialmente muito
agressivo, começou a pouco a pouco a actuar com mais
cuidado através de emboscadas ou flagelações e a
iniciativa passou praticamente para as nossas tropas.
Nas inúmeras operações realizadas no
sector, à sua acção pessoal como primeiro combatente e
no comando da Companhia, da qual fez uma autêntica
Unidade de elite, se devem principalmente os sucessos
conseguidos.
Presentemente, passado um ano de
actuação, os elementos da Companhia deslocam-se por
qualquer ponto do sector sem necessidade de guia, tal o
conhecimento que têm do terreno.
As populações, que inicialmente
colaboravam com o inimigo e que se refugiaram no mato e
no Senegal, começam a apresentar-se às nossas tropas e a
vida começou a normalizar-se.
Militar de excepção, leal, inteligente e
voluntarioso, o Capitão Tomé Pinto prestou no exercício
das suas funções valorosos e distintos feitos de armas
de que resultaram brilho e honra para as Forças Armadas
e à Nação.


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O livro:
"Tenente-General Alípio
Tomé Pinto - O Capitão do quadrado"

título: "Ten.General Alípio Tomé Pinto - O
Capitão do quadrado"
autor: Sarah Adamopoulos (com o biografado)
editor: Ler Devagar
1ªed. Lisboa, 18Mar2016
413 págs
dimensões:
23x16 cm
pvp: 25 €
ISBN: 989-9914-04-9
Sinopse:
Biografia do Ten. General Alipio Tomé Pinto
desde a escola do exército até ao cargo de general
comandante-geral da guarda nacional republicana passando por
todos os feitos de guerra que o tornaram no mais novo oficial do
exército Português tendo alcançado o posto por estrito mérito
militar.
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Tenente-General Alípio Tomé Pinto, autor do
prefácio do livro da autoria do veterano
José Eduardo Reis de
Oliveira
"Golpes
de Mão's - Memórias de Guerra"
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