
título: "Madrinhas de Guerra - A
correspondência dos soldados
portugueses durante a Guerra do
Ultramar"
autoria: Marta Martins Silva
editor: Desassossego
1ªed. Porto Salvo, 02Out2020
288 págs
23x16cm
pvp: 17,70 €
ISBN: 989-8892-99-7
Sinopse:
- «"Eu sou um
militar longe, muito longe da minha
terra natal [...] e com a sua ajuda
o tempo passava um bocadinho
melhor."
A chegada do correio era o momento
mais aguardado pelos militares que
combatiam na Guerra Colonial. Em
Angola, na Guiné e em Moçambique,
milhares de rapazes portugueses
viveram o inferno na terra, e as
cartas que recebiam da metrópole
eram o conforto que precisavam para
se sentirem mais perto de casa.
Muitas destas cartas eram escritas
por mulheres que eles não conheciam
mas que aceitaram o repto do
Movimento Nacional Feminino para se
corresponderem com os militares e
lhes oferecerem um ombro amigo
durante a comissão em África:
palavras de alento que deram, em
muitos casos, lugar a declarações
apaixonadas que chegaram ao altar.
'Madrinhas de Guerra' conta o papel
quase esquecido destas mulheres pela
voz das próprias, mas também as
lutas dos homens a quem escreviam,
protagonistas de uma guerra que
deixou atrás de si um rasto de
sangue e destruição. Por entre
histórias de encontros e
desencontros - entrelaçados com a
História de Portugal dos anos 60 e
70 do século passado -, há lugar
aqui para o que de melhor ficou
desse tempo tão duro para quem o
viveu: o amor.»

- «Falar sobre os dias
passados na guerra colonial é, para
a esmagadora maioria dos antigos
soldados portugueses, um turbilhão
de emoções. Risos provocados por
memórias quotidianas, podem ser
seguidos de lágrimas abundantes ou
de um nervosismo tal, em que a única
solução é manter um silêncio
respeitador por tudo o que aqueles
homens e mulheres passaram - muitos
deles sem saber porquê. Esse
desconhecimento das razões da ida
para uma guerra distante aplicou-se,
sobretudo, aos primeiros
contingentes de militares
portugueses a partir para a guerra
em Angola. Jovens que nunca tinham
saído das suas aldeias chegaram a um
mundo novo e desconhecido, mal
equipados e sem a mínima preparação.
Cinco desses homens - quase todos
com 80 anos -, aceitaram falar com a
jornalista Marta Martins Silva ao
longo das últimas semanas e
partilhar as suas memórias [...].
Uma decisão tudo menos fácil. Um
deles passou a noite anterior à
entrevista com pesadelos sobre a
guerra, como se voltasse a estar em
Angola 58 anos depois, e todos, sem
excepção, se emocionaram ao falar
daqueles dias e choraram ao recordar
a despedida das famílias. São homens
cujas vidas foram afectadas pela
guerra para sempre - e é preciso que
o País não os esqueça.»¹
¹ (Nuno Tiago Pinto, in "Um desfilar
de emoções"; revista 'Sábado'
20Nov2019)