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 Livros

Manuel Júlio Matias Barão da Cunha, Capitão de Cavalaria, da CCav704: Cruz de Guerra, de 3.ª Classe

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo III, pág. 225, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág.s 256 a 258, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 121, pág. 61, de Jan1970

Apoio de um colaborador do portal UTW

Imagens dos distintivos cedidas pelo veterano Carlos Coutinho

 

 

Manuel Júlio Matias Barão da Cunha

 

Coronel de Cavalaria na situação de reforma

 

Angola - Alferes de Cavalaria do:

 

1.º Esquadrão do Grupo de Reconhecimento de Angola «DRAGÕES»

«OS NOSSOS FEITOS RESPONDERÃO POR NÓS»

Jan1960 a Jan1962

 

Guiné - Comandante da:

 

Companhia de Cavalaria 704 do Batalhão de Cavalaria 705

«CAVALEIROS MARINHOS -

SUAVITOR IN MODO FORTIFER IN RÉ»

Jul1964 a Mai1966

 

Medalha de Mérito Militar, de 3.ª classe

 

Cruz de Guerra, de 3.ª classe

O livro:

"Aquelas Longas Horas"

 

À data de publicação deste livro tinha cumprido comissões de serviço em Angola e na Guiné

 

título: "Aquelas Longas Horas"
autor: Manuel Barão da Cunha
 

editor: Serviço de Publicações da Mocidade Portuguesa
1ªed. Lisboa, 1968
115 págs (ilustrado)
23,7x17cm

 

Para visualização de um excerto do livro:

 

Clique aqui

 

Prefácio

Estas páginas têm por único mérito haverem sido escritas com sangue.

Sangue ultramarino. Sangue metropolitano.

Seiva da juventude.

Sangue de mulheres indefesas e de crianças inocentes.

Seiva de corpos brancos, negros e mestiços.

Sangue Português!

Com este sagrado tributo foram-se fertilizando as terras do nosso ultramar.

Na hora da liberdade, quando uma Checoslováquia é esmagada pelo imperialismo soviético, perante a impotência do Ocidente, é a cultura europeia que está em perigo.

É a hora em que NÓS, Portugueses, damos o exemplo ao mundo, defendendo a velha civilização europeia no continente africano.

É a hora em que, preservando a herança social dos nossos maiores, recordamos as palavras do grande Mouzinho: «Essas  páginas brilhantes e consoladoras que há na História de Portugal contemporâneo, escrevemo-las NÓS, os soldados, lá pelos sertões da África, com as pontas das baionetas e das lanças a escorrerem sangue ... »

É a hora de recordar os feitos dos novos Mouzinhos, dos que actuam, dos que se sacrificam pelos outros, dos que tudo dão e nada exigem ...

É o momento de não os esquecer. A altura de quebrar a rotina de uma vida atarefada e preocupada com o mesquinho quotidiano, para meditar um pouco nestes heróis desconhecidos.

É tempo de concluir que as novas páginas brilhantes e consoladoras que existem na História de Portugal de hoje, escrevemo-las NÓS, os Soldados, através das bolanhas da Guiné, das matas de Angola e das picadas de Moçambique, com os nervos tensos, pés em chaga, armas na mão, mas os olhos a brilhar.

Os olhos turvos de lágrimas pelos nossos mortos, pelos nossos feridos, pela nossa juventude estropiada, pelas nossas fazendas fazendas destruídas, pela nossa terra ensanguentada.

Mas os olhos a brilhar de orgulho pela nossa obra pela qual combatemos e nos entregámos totalmente e que lá está para quem a quiser ver, viver e continuar.

O soldado português bem merece da Pátria o que apenas exige: Compreensão e Respeito.

Em boa verdade, o soldado português satisfaz-se com bem pouco. Quase nada exige. Apenas uma coisa não tolera - a indiferença.

Muitos destes homens foram surpreendidos pelo terrorismo. Alguns deles perderam tudo, incluindo entes familiares. Vários estavam na vida civil e apresentaram-se voluntariamente para combater no Exército. Houve quem cumprisse cerca de quatro anos de vida militar na guerra. Depois passaram à disponibilidade e voltaram à labuta quotidiana e anónima. Nunca se queixaram, antes pelo contrário. É PRECISO QUE NÃO SEJAM ESQUECIDOS.

 

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